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:: ‘Notícias’

UFSB Ciência: Em artigo, pesquisador aponta para impactos do racismo na carreira de professores negros de língua inglesa

Há diversas barreiras impostas pelo preconceito racial, sem esquecer do cruzamento com os problemas de classe social. Um artigo derivado de pesquisa em nível de doutorado realizada pelo professor Gabriel Nascimento, atuante no Campus Sosígenes Costa (Porto Seguro), trata da desconfiança quanto à capacidade de pessoas negras serem capazes de exercer a docência de língua inglesa. O artigo Racism in English Language Teaching? Autobiographical Narratives of Black English Language Teachers in Brazil, publicado na Revista Brasileira de Linguística Aplicada e derivado da tese doutoral, analisa os efeitos do racismo na trajetória de professoras negras que ensinam o idioma inglês no Sul da Bahia.
Trata-se de um estudo com metodologia autobiográfica, no qual as participantes contribuem diretamente com relatos de suas experiências e suas histórias de vida. No caso, duas professoras contam sobre o processo de formação docente e o exercício da profissão em sala de aula. São vários momentos e modos em que a questão racial se mostra como obstáculo para a carreira das duas docentes. Essa situação tende a gerar um dilema entre as identidades que essas pessoas forjam para si: de resistência na/pela linguagem, persistindo na profissão e usando a linguagem para isso, ou de resistência à linguagem, desistindo do exercício profissional.
O tema está relacionado a outros trabalhos recentes do professor Gabriel, em que o ensino de Língua Inglesa é analisado de um ponto de partida decolonial. Neste artigo, reconhecendo a possibilidade de articulação do ensino do idioma inglês a processos de controle imperialista de novos territórios e a ideias racistas, o pesquisador argumenta que a expressão em língua inglesa deve ser vista por pessoas negras como oportunidade de existir em um status de igualdade, como participantes de plenos direitos linguísticos, inclusive como estudiosos e docentes nessa área. Se expressar em inglês é também afirmar e ter reconhecida a sua competência linguística para todos os fins. As histórias das professoras, relatadas na pesquisa, mostram os trajetos, os obstáculos e as táticas que elas empregam para vencer esse terreno.
A pesquisa do professor Gabriel dialoga com outros estudos que analisam as relações entre as práticas da linguagem e do racismo, e o percurso de investigação inspirou a criação do Grupo de Pesquisa em Linguagem e Racismo. O professor Gabriel Nascimento falou sobre o estudo em entrevista concedida por e-mail.
ACS: Os relatos apresentados no artigo mostram como a situação educacional da rede pública se torna uma barreira adicional para as pessoas negras estudarem e posteriormente ensinarem a língua inglesa, sem falar em melhoria de suas condições de vida. Em termos de política pública, o que se pode sugerir para reparar essa situação?
Professor Gabriel Nascimento: A escola tem que ser um lugar seguro para professores negros e estudantes negros. Um lugar que não marque suas trajetórias como se essas pessoas fossem sem-língua. Ao contrário, muitas já falam diversas línguas de suas comunidades antes de chegar na escola. O que pode ser feito sempre tem a ver com o projeto político pedagógico daquela escola. Tem a ver com um currículo em que ensino de conhecimentos afrobrasileiros não sejam o transversal, mas algo naturalizado no cotidiano da escola. O ensino de língua inglesa precisa ser plenamente democratizado, o que não é hoje. Atualmente o inglês ainda ocupa o lugar de complementação de carga horária, por exemplo. É preciso que os professores negros de língua inglesa não sejam vistos como mais estrangeiros na língua e que a escola ensine que o inglês não é um selo de língua mais civilizada, mas uma língua a mais que será importante para o desenvolvimento do aluno. Aprender as mais diversas formas de falar o idioma, incluindo as variantes africanas do inglês, é uma boa forma de incluir, por meio de vídeos, músicas, textos, o conhecimento, os sotaques e as formas legítimas da pessoa negra existir na língua inglesa.
Existir na língua é uma preocupação importante da minha pesquisa. É preciso que a escola, mais do que contribuir para reproduzir mitos de que quem aprende inglês é quem viaja para outros países, que não se aprende inglês na escola. Essas são formas racistas de tratar o ensino de inglês na escola que têm a ver com uma autoestima de colonização reproduzida pelos professores de maioria branca no ensino de língua inglesa. Ao se sentirem inferiores aos professores de inglês que são falantes nativos, eles impõem isso para os estudantes negros. A língua, de difícil, se torna impossível.
ACS: A desconfiança em relação à capacidade de uma pessoa negra em aprender e ensinar um segundo idioma, no caso o inglês, parece brotar do mesmo solo que as ações mais violentas, porém em versão mais dissimulada. A esse trabalho se pode remeter algumas das preocupações de um artigo anterior de sua autoria, sobre os aspectos do Ensino da Língua Inglesa, em especial a imposição de padrões definidos pelos falantes nativos. Pelas suas experiências e pesquisas, como a linguagem e o racismo se conectam nos ambientes educacionais?   
Professor Gabriel Nascimento: O racismo naturaliza as condições de violência para as pessoas negras. Isso até parece algo normal, como a chuva que cai. Ele também desnaturaliza o sucesso de pessoas negras. A relação da linguagem e racismo se funda nesse aspecto. A linguagem é o lugar que  usamos para naturalizar e desnaturalizar processos. Então, em primeiro lugar o próprio corpo negro não é visto como natural no âmbito de falantes de uma segunda língua. Nem uma primeira. Muita gente negra é acusada de nem “saber falar português direito”, quanto mais inglês. Ou seja, a impossibilidade de ter uma primeira língua supostamente faz o negro ser incapaz de aprender uma segunda ou outras línguas adicionais. É incrível como o racismo desumaniza através da linguagem. Ao ser ensinado você sempre é lembrado do seu status de não-falante. Nunca tratamos nossos estudantes como já falantes daquela segunda língua, porque é exatamente isso que eles são. Falar não é necessariamente se expressar com uma qualidade idealizada. É se expressar.
Os ambientes educacionais, assim, são espaços de conformação dessa identidade condicionada pelo racismo. As identidades brancas, quase raridade nos espaços de concentração do ensino público, vão sendo vistas como mais competentes ou com mais qualidade e as pessoas negras, já bombardeadas pelo racismo, são ainda mais invisibilizadas ou têm seu conhecimento exterminado, o que temos chamado de epistemicídio.
ACS: Pode explicar mais sobre como as noções de resistência na/ através da linguagem e resistência à linguagem descrevem as experiências das pessoas negras com o aprendizado e a atuação como docentes de inglês?
Professor Gabriel Nascimento: O fato das pessoas aprenderem a falar vários idiomas quase nunca tem a ver com a capacidade delas. Mas com as variáveis sociais e raciais. Seria muito bom que a resistência fosse sempre vista como algo que já existe nessas pessoas. Ou seja, mesmo com as imensas dificuldades, essas pessoas são multilíngues em sua natureza. A forma de falar com o filho e diferente da forma de falar no mercado e é diferente da conversa na beira do rio quando se pesca. Ao irem para a escola, aquelas e aqueles que conseguem resistir na e através da língua, resistem com as resistências que já têm. Já vi muitíssimos alunos negros com facilidade em língua inglesa, com vontade de aprender, mas vejo uma escola que os quer monolíngues. Os professores que entrevistei não caíram de paraquedas no ensino de língua inglesa. Sempre gostaram de inglês, mas resistiram vendo as necessidades reais e adiamentos e a vida nos trouxe até aqui em alguma oportunidade que nos agarramos.

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AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 772 – ANO XVII Nº 01 – 20 de julho de 2020

EDIÇÃO 01, ANO XVII

16 anos, semanalmente, chegando a um seleto grupo de leitores. E TOCANDO EM FRENTE!

OS EDITORES

SILVA JARDIM

BRASILEIRO REVOLUCIONÁRIO MORTO NUM VULCÃO (https://economia.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/reinaldo-polito/2020/07/14/)

Perdemos o apetite de viver quando nossas paixões são saciadas. Cícero.

Você já deve ter ouvido esta ironia: o Brasil não tem desastres naturais, mas temos políticos. Aqui nós não temos tufões, terremotos, vulcões, mas temos “Suas Excelências” para infernizar a nossa vida. Vez por outra, entretanto somos surpreendidos, e a vida nos prega uma peça. Vale a pena relembrar uma história muito curiosa envolvendo um evento natural e um político – na verdade, um ativista político – comprometido na conquista de um ideal de luta que acontecia no Brasil na época do Império. Neste mês de julho, faz 129 anos que o Brasil perdeu um de seus vultos mais importantes, Silva Jardim.

Antônio da Silva Jardim ficou para a história como Silva Jardim. Nasceu em Capivari, cidade que atualmente leva o seu nome, em 18 de agosto de 1860. Era filho de um professor que mantinha a família com certa dificuldade. Para ganhar a vida, lecionava no sítio onde moravam. Por isso, Silva Jardim teve de se virar cedo. Trabalhou no próprio externato onde estudava. Com espírito aventureiro, assim que chegou a época de fazer o curso superior, saiu de Niterói e foi para São Paulo estudar na Faculdade de Direito de São Paulo. Não demorou muito para se envolver com as ideias abolicionistas e republicanas que movimentavam seus colegas estudantes e estavam presentes.

Como defendia ideias que provocavam debates acalorados na população, por onde discursava era elogiado, criticado, perseguido e até apedrejado. Não se incomodava. Quando lhe diziam que os monarquistas, formados pela guarda negra, organizada por José do Patrocínio, poderiam agredi-lo fisicamente por causa de suas ideias republicanas, respondia: vamos ver quem tem mais coragem, se eu para morrer, ou essa gente para me matar. Ele não estava para brincadeira não. Basta dizer que chegou a fazer discursos com a arma na cintura. Houve até uma vez, num momento de eloquência desmedida, em que brandiu o revólver para que todos pudessem vê-lo.

Essa demonstração de idealismo e caráter, tão rara nos dias de hoje, pode parecer até mesmo utópica diante da realidade política que vivenciamos. A falta de escrúpulos, a desonestidade e a ausência de comprometimento ético de alguns dos “representantes do povo” fazem mais mal

à população que os estragos que poderiam ser provocados pelos desastres naturais. Todos nós nos indignamos ao saber que o político de determinada região desviou para os próprios bolsos recursos que deveriam ser destinados à aquisição de remédios, à construção de hospitais, ou à compra de merendas escolares. Como podem ser tão insensíveis?!

Políticos corruptos, mal-intencionados, incompetentes, entretanto, não são “privilégio” do nosso país, pois vira e mexe chegam até nós notícias de outras nações, revelando que determinado gatuno político foi apanhado com a boca na botija. Tal fato, todavia, não nos serve de consolo. Como o sociólogo norte-americano Richard Sennett bem define: “Caráter é o valor ético que atribuímos aos nossos próprios desejos e às nossas relações com os outros”. Quando as relações sociais são marcadas pela ausência de caráter, a criação de laços duradouros de confiança, lealdade e compromisso mútuo ficam seriamente abaladas. E todos perdemos

.

O VALOR DO FIO DE BIGODE

Luiz Ferreira da Silva

Fui de um tempo em que a palavra tinha valor e não era usada em vão. Os homens se afirmavam pelo seu comprometimento aquilo que lhes eram impostos, honrando as suas calças, expressão que significava a condição do gênero-Homem.

A mentira, desde a infância, não era tolerada, incutindo-se lhe um sentimento de falta grave, que carregava por toda a sua vida. O exemplo vinha dos pais. Infelizmente, com o passar dos anos, essa concepção de hombridade foi perdendo a vez.

Assisti, em um Supermercado, aqui em Maceió (AL), uma Senhora de classe alta, com seu rebento de uns 5 anos, retirar da prateleira uma barra de chocolate e lhe dar enquanto fazia outras compras, não o pagando ao passar pelo caixa.

No século passado, era comum o uso da expressão “fio de bigode”, que consistia em garantir a palavra com um fio do próprio bigode. Valia mais do que qualquer promissória. Palavra dada é palavra de honra; palavra de cavalheiro

Humberto Bati, em artigo publicado em A notícia de Joinville (16-05-2.009), exemplifica: – “Um grande exemplo brasileiro foi Visconde de Mauá, que se tornou o homem mais rico do Brasil de sua época. Como era liberal, abolicionista e contra a Guerra do Paraguai, foi vítima de perseguição política pelo Império e faliu. Ao invés de deixar os credores na mão, vendeu todos seus bens, pagou a todos, limpou seu nome e recomeçou, com a cabeça erguida.

No mundo atual, vemos que a lei que impera não é a do fio do bigode, mas a lei de Gerson: “O mais importante é levar vantagem em tudo, certo?”

O mundo mudou com o crescimento populacional, exigindo uma luta cotidiana pela subsistência e muitas ações de probidade passaram a ser negligenciadas, aflorando a ganância pelo dinheiro.

Aquele brasileiro, tido como um homem bom, sofrido, trabalhador, honesto e solidário, que ouvíamos em tempos passados, sucumbiu no novo milênio, haja vista o processo anticorrupção da “Lava jato”, que escancarou a corrupção de políticos e grandes empresários.

Exceções sempre existem. O que interessa é a “moda” estatística; o comportamento geral das pessoas, independentemente da sua cor, credo ou classificação social.

Diante do exposto, vou tentar ajudar ao prezado leitor as razões do comportamento do brasileiro:

Por que o brasileiro vota nos candidatos corruptos? Não seria uma vontade velada de que também gostaria de ser um deles?

Por que o brasileiro quer começar como chefe, fazer pouco esforço e reclamar sempre do salário? Não seria uma maneira de usufruir sem mérito, passando muita gente para trás?

Por que o brasileiro não respeita os seus limites, avançando os sinais, furando filas, fumando em lugares proibidos? Não seria o abominável “eu posso mais”?

Por que o brasileiro desfila em carros luxuosos e não paga o condomínio, as férias da sua empregada? Não seria o seu gene perdulário?

Por que joga lixo na rua, é mal educado e não respeita os mais velhos? Não seria a sua falta de sintonia com o seu semelhante, vivendo um mundo só seu, criado por ele?

Por que o brasileiro se “suja” com pequenas coisas, abrindo pacotes em supermercados, enganando pessoas pobres (exemplo: flanelinhas) e procrastinando as suas dívidas? Não seria a vontade de “especialização”?

Por que o brasileiro esnoba riqueza em viagens, banquetes, roupas de grife? Não seria uma necessidade de se afirmar, pois não possui atributos interiores para tal?

Por que o brasileiro luta para entrar na política, sabendo do mar de lama que ela é? Seria por essa atração ambiental eivada da expectativa de se dar bem, como já se tornou normal no nosso país?

Por que o brasileiro quando ascende no ranking social se torna prepotente, vaidoso e arrogante, sobretudo com os de baixo? Não seria o gene do deslumbramento que vivia escondido no seu DNA?

Por que o brasileiro se torna esquerdista quando está na pior e muda quando melhora de vida, passando a exercer a opulência, antes combatida? Seria uma revolta pelo que fora desprezando aos que eram iguais, considerando-os uma classe inferior?

Por que o brasileiro pobre quando se torna policial persegue os da sua classe e se apequena ante os abastados? Não seria a concepção de que agora está a serviço da elite e os seus de antes não tem nada a lhe oferecer?

Vou ficar por aqui. O prezado leitor pode agregar inúmeras atitudes do brasileiro que, à luz de outros povos, envergonham o nosso país.

Sempre nos perguntamos por que somos subdesenvolvidos, sobretudo nós aqui do Nordeste. Saímos sempre pela tangente e esquecemos as nossas mazelas. Estudar firme, suar no trabalho e crescer pelo esforço próprio, não estão no “vade-mécum” do brasileiro. Isso é para oriental do olho puxado, para os alemães, para os canadenses e outros “infelizes” que não sabem gozar a vida – assim fala muita gente, sobretudo nos bares, nas rodas de samba, nas feiras de trambiques.

E isso não acontece só com os abastados, mas com os pobres, também. Os ricos dedicam grande parte de seu tempo para lutar pelas sinecuras e mamar nas tetas da viúva (governo = nosso dinheiro suado) e os menos favorecidos no seu limite de vantagens, a exemplo dos sem-terra e dos “bolsistas” do governo que, com raras exceções, nada querem com o trabalho.

E os exemplos dos muitos políticos que se locupletam do erário público, incluindo a família nesta farra com o nosso suado dinheiro?

Como é que vamos ser um país desenvolvido? Recursos Naturais ajudam, mas o fator primordial é a força de trabalho de seu povo, eivada de dedicação aos estudos, muito suor, obstinação, desprendimento, conhecimentos e decência comportamental, com respeito às leis e aos limites da convivência salutar e pacífica. Tudo isso com a valorização da palavra, aquela do fio de bigode.

O FURO NO BARCO

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer. Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:

– O senhor já me pagou pela pintura do barco! – disse ele.

– Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.

– Ah! Mas foi um serviço tão pequeno… Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!

– Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, me esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua “pequena” boa ação.

Não importa para quem, quando ou de que maneira: mas, ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os “vazamentos” que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.

(Autor desconhecido)

O PENSAMENTO DA SEMANA

Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo. (Sócrates).

A POESIA DA SEMANA

SONETO DO AMIGO

Vinícius de Moraes

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica…

A PIADA DA SEMANA

O rato caiu num barril de vinho. Como não sabia nadar, começou a se afogar, a engolir vinho e a gritar por socorro. Mas só quem apareceu para atender ao apelo foi um gato, seu inimigo número um. O gato então perguntou com ironia:

Está se afogando, meu amigo?

O rato, mal conseguindo falar, respondeu:

– Não fique aí apenas olhando. Por favor, me tire daqui. Eu não sei nadar.

– Mas se eu tiro você daí, eu vou comê-lo, pois sou um gato – disse às gargalhadas.

– Eu sei que você é um gato, mas prefiro morrer comido por você a afogado no vinho – disse o rato, já nas últimas.

O gato pensou e respondeu:

– Tudo bem! Eu tiro você daí.

E, tranquilamente, o gato tirou o rato do barril e o colocou no chão.

Mas o rato tratou logo de sumir por um buraco.

– Ei, você me traiu – queixou-se o gato. – Você disse que ia me deixar comê-lo.

– Eu falei isso?

– Falou.

– Não é possível! Eu devia estar bêbado!

oOo

Acessar: www.r2cpress.com.br

PSICOMUNDO <> CURIOSIDADE NOS SUPOSTOS SERVIÇOS DE DUPLIFICAÇÃO DA RODOVIA ILHÉUS-ITABUNA <>

A população continua esperando a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, sendo assunto tratado em tempos atrás pelo Governador Jaques Wagner em audiência com o Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, em Brasília. Em junho de 2012, fomos levados de grande admiração pela explicação do Diretor Geral do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (DERBA), Sr. Saulo Pontes, pelo fato de ter sida cancelada a verba de R$19 milhões, que seriam destinados para as obras de duplificação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, dando a impressão de que apenas essa verba seria remanejada.

Naquela oportunidade o ministro dos Transportes autorizou, segundo O Governador Jaques Wagner, que fosse aproveitado o projeto de duplicação já elaborado pelo DERBA e que os procedimentos licitatórios dessa pavimentação asfaltada, após providências de processos de licitações, tivesse seu início imediato. A nova pista teria uma extensão de 23 quilômetros. O projeto do DERBA passou por revisão para atender ao padrão do governo federal de obras rodoviárias. Tudo não passou de vagas promessas da conhecida turma da politicagem predominante na Bahia para levar vantagens nas fórmulas de falsos sentimentos patrióticos.

Claro que jamais os baianos esperariam que fosse realizada a obra prometida, diante dos altos custos e outras providencias indenizatórias, e que a duplificação da rodovia Ilhéus-Itabuna, ficasse simplesmente um sonho como realmente ficou transformada em blasfêmias de pesadelos das grandes politicagens dos recentes políticos que os baianos elegeram. Por outro lado, lembramos que em (09/01/2013), tomamos conhecimento que apenas foram realizadas às obras no meio da rodovia entre Ilhéus-Itabuna, sinalizada e aparentemente concluída essa etapa pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte – DNIT. Ao que nos pareceu os serviços que vinham sendo realizados e foram paralisados nos trechos compreendidos da Fazenda Pirata para a cidade de Ilhéus, passando pelo Banco da Vitória, e o espaço do Instituto Federal Bahiano – IFBA até a cidade de Itabuna.

Como não entendemos quais serão as outras providências para a concretização dessa pavimentação que antes era duplicação de todo trecho entre Ilhéus/Itabuna, ficamos até hoje no aguardo das informações do DNIT e DERBA, para que possamos levar ao conhecimento das populações de Ilhéus, Itabuna e toda a Região Cacaueira da Bahia quais decisões seriam tomadas para a concretização dessa pavimentação em nossa região baiana. E, dessa forma notamos que são obras que os políticos de todas as agremiações da Bahia sempre oferecem em épocas eleitoreiras sem planejamentos e muitas vezes até envolvem argumentos com promessas demagógicas e não sabemos se tais recursos são conseguidos e incluídos como alguns investimentos em nosso País, e somem inexistindo as respostas onde tais verbas retiradas do erário público foram empregadas.

Assim, deixamos uma pergunta ao governo do nosso estado da Bahia: “A Ponte Ilhéus-Pontal, denominada Jorge Amado, que foi edificada no município de Ilhéus (BA), com 533 metros de extensão, 25 de largura e recebeu investimento de R$ 100 milhões, do Governo Federal e Estadual”, não falta nada em sua conclusão e que brevemente não venha a necessitar de sérios reparos? Falta por exemplo à colocação de semáforos e importante a colocação de radares. Porque a população já sente a pressão e presença de policiais no local efetuando a indústria da multa sem placas de orientações do trânsito na referida ponte. Que muitos condutores de veículos automotores, automóveis, camionetes, principalmente os famosos motoqueiros em suas pressas, transformam em acidentes as suas investidas na direção de veículos é uma realidade, e cabe primeiro buscar o respeito no trânsito e depois punir dentro da lei, e não filmando indistintamente na indústria das multas todos os motoristas e pilotos de motos que trafegam na ponte. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia

Plantão Psicológico Online reúne ações de ensino, pesquisa e extensão em atendimentos durante a pandemia

Em um período de isolamento social como o que o mundo vive por conta da pandemia de covid-19, as questões de saúde mental se intensificam. Como realizar a escuta e o atendimento psicológico em um momento no qual compartilhar um ambiente é tão perigoso? A experiência do Plantão Psicológico Online, conduzida em parceria por servidores e estudantes da UFSB, UFBA, UFABC e Instituto Federal São Paulo, está explorando a viabilidade do atendimento mediado pela rede mundial de computadores. A iniciativa contou com o apoio da antiga Pró-Reitoria de Sustentabilidade e Integração Social (Prosis) e agora, recebe verba de fomento via projeto apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da UFSB. Há, ainda, a expectativa de parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz, a ser confirmada em breve.

No que cabe à UFSB, o professor Caio Rudá de Oliveira e a professora Gabriela Andrade da Silva coordenam o trabalho que contempla ensino, pesquisa e extensão desde o Campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas. Gabriela explica que o Plantão Psicológico é um atendimento emergencial. “O atendimento é feito quando surge a queixa do cliente, sem necessidade de fila de espera. Nós oferecemos uma sessão sem limite de tempo de duração, em que trabalharemos essa queixa a partir da escuta, do acolhimento e da busca conjunta de estratégias de enfrentamento, a partir dos recursos do próprio indivíduo e de sua rede (familiares, amigos, serviços disponíveis em seu território)”. Em certos casos, uma consulta de retorno é agendada, e se for percebida a necessidade de atendimento continuado, a equipe encaminha o paciente para outros serviços. “Comparando o Plantão Psicológico com um serviço de saúde física, nós seríamos o “pronto socorro”, a “UPA”: um serviço que objetiva atender urgências, mas não pretende fazer um acompanhamento contínuo, que seria o papel da psicoterapia”, afirma a psicóloga e pesquisadora.


Aprendizado e serviço

O professor Caio conta que a ideia do plantão surgiu em 2018, quando ele realizou um projeto piloto no qual destinou as tardes das quartas-feiras para atender estudantes durante as últimas semanas do quadrimestre, de acordo com a demanda espontânea. “Nessas tardes eu me colocava disponível numa das salas de tutoria do Centro de Formação em Ciências da Saúde, aguardando a chegada dos estudantes, aberto para atender a qualquer tipo de demanda. Ao final do período, fechei o ‘ensaio’ do plantão com uns poucos atendimentos. Apesar da baixa procura, foi uma excelente oportunidade de perceber melhor o cenário e aprimorar a proposta de implantação definitiva de um serviço de atendimento psicológico na UFSB”, conta o docente.

A transferência por remoção da professora Gabriela do campus em Itabuna para o de Teixeira de Freitas contribuiu para o estabelecimento do serviço de plantão psicológico em definitivo, com a ligação ao um componente curricular de estágio básico do curso de Psicologia e a abertura para atendimento da comunidade em geral. “O plantão vinha se instalando com sucesso, tendo uma procura significativa, até que fomos forçados a suspender as atividades em função da pandemia de Covid-19”, explica o professor Caio.

A alternativa do atendimento online foi uma resposta a essa situação, como forma de defender a saúde física sem interromper a atenção para com a saúde mental. A professora Gabriela afirma que a equipe do Plantão Psicológico passou a registrar muitos pedidos de atendimentos por conta dos efeitos do isolamento. No início da situação emergencial no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia vedava atendimentos emergenciais de forma remota, impedindo legalmente essa modalidade. Esse entendimento mudou no final de março, com o Conselho suspendendo a vedação por conta da pandemia do novo coronavírus. “Então, o Plantão Psicológico em modalidade não presencial passou a ser possível, mas é algo completamente inovador. Aí me veio a ideia de criar um projeto integrando Ensino, Pesquisa e Extensão: nós oferecemos o serviço à comunidade, pesquisamos a sua efetividade e ensinamos nossos estudantes por meio de atividade de estágio e de extensão”, detalha a professora Gabriela.

O início dos atendimentos remotos foi em meados de abril, com uma equipe de sete psicólogos da UFSB, da UFABC e do IFSP, segundo o professor Caio. Algumas semanas depois, foi estabelecida uma parceria com professores de psicologia do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia (IMS/UFBA), em Vitória da Conquista, que também haviam implantado um serviço de plantão psicológico online. A cooperação inicialmente era no âmbito da pesquisa, uma vez que a professora Gabriela está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde do IMS/UFBA, mas se ampliou para a parte operacional do plantão, com compartilhamento da parte operacional de inscrições, atendimentos e formulários de pesquisa. “Na prática, juntamos os serviços e agora passamos a trabalhar em conjunto”, define o professor Caio.

Ao todo, 59 pessoas atuam no Plantão. A professora Gabriela explica que 33 psicólogos atuam na equipe clínica, responsável pelos atendimentos e pela supervisão do trabalho. “Na equipe de pesquisa, nós temos 11 pessoas, sendo sete docentes e três técnicos-administrativos das quatro instituições envolvidas e uma estudante de iniciação científica da UFSB. Alguns pesquisadores compõem também a equipe clínica. Temos um estudante do BI Saúde da UFSB que está atuando voluntariamente no projeto de extensão, nos ajudando a construir material de divulgação (vídeos, por exemplo)”, detalha.

Há também 14 estudantes de graduação que atuam como ouvintes e registram dados para as pesquisas por vir. “Eles ainda não estão atendendo, porque estão em estágio básico, e consideramos que o atendimento online demanda mais do profissional que o atendimento presencial; assim, decidimos não colocá-los “na linha de frente” a princípio”, conta a professora, dizendo que a vedação anterior de atendimento e estágio na modalidade remota, conforme entendia o Conselho Federal de Psicologia, caiu por terra com o impacto da pandemia do coronavírus. “Ainda há discussões no Conselho Federal de Psicologia, que tem se mostrado contrário a essa modalidade de estágio, embora tenham aberto o assunto para discussão com a categoria. Nós somos da opinião de que uma vez que o atendimento psicológico em formato remoto é permitido, precisamos formar nossos estudantes para essa prática. Temos participado de discussões junto ao sistema de conselhos e mantemos diálogo com a Progeac para viabilizar essa certificação”, afirma Gabriela.  :: LEIA MAIS »

ONU alerta para o aumento da pobreza e da fome no mundo

ONU alerta para o aumento da pobreza e da fome no mundo

Ações humanitárias e de Solidariedade são fundamentais para amenizar o sofrimento das populações mais vulneráveis

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, lançou na última terça-feira (9/6), um relatório em que destaca que a pandemia da Covid-19 representa uma ameaça à segurança alimentar e nutricional no mundo, especialmente para as comunidades mais vulneráveis. Segundo ele “Há alimentos mais do que suficientes no mundo para alimentar a nossa população de 7,8 mil milhões (7,8 bilhões) de pessoas. No entanto, hoje, mais de 820 milhões de pessoas passam fome. E cerca de 144 milhões de crianças com menos de 5 anos são raquíticas – mais do que uma em cada 5 crianças em todo o mundo”.

Entre as várias recomendações e como medidas imediatas para uma ação coletiva, Guterres destacou que as pessoas devem se mobilizar para salvar vidas e assegurar que a assistência humanitária essencial de alimentos e os meios de subsistência e nutrição continuem a ser prestados a grupos vulneráveis e sem obstáculos.

Ao encontro dessa recomendação da ONU, a Legião da Boa Vontade (LBV) com seu permanente trabalho humanitário intensificou as suas ações e vem provendo pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e em risco alimentar atendidas por ela e por organizações parceiras em todo o país com cestas de alimentos, refeições, kits de limpeza e higiene para que não passem fome e se protejam do novo coronavírus.

Na Bahia, além do atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social de seus Centros Comunitários de Assistência Social em Salvador, Lauro de Freitas e Itabuna, a LBV também apoia instituições parceiras e estenderá o seu trabalho para a região do sertão de São Francisco. Nas cidades de Juazeiro, Sobradinho e Uauá serão entregues 1.150 cestas de alimentos a população que sofre com a fome e a seca.

Famílias grandes, sem emprego e renda, residentes em comunidades com difícil acesso aos serviços de saúde, sem água potável e sem saneamento básico estarão sendo beneficiadas. Muitas sequer têm alimentos para uma refeição no dia. Por isso, a LBV convida as pessoas a se engajarem nas suas iniciativas solidárias, para evitar que maiores impactos da pandemia da Covid-19 afetem ainda mais a segurança alimentar das populações mais vulneráveis.

Você ajuda, a LBV faz!

A ação emergencial da LBV já entregou mais de 554 toneladas de doações beneficiando milhares de famílias e impactando mais de 40 mil pessoas, em 108 cidades nas cinco regiões do país, de forma organizada e seguindo todas as recomendações das autoridades sanitárias para evitar o contágio pelo vírus.

Para que mais pessoas possam ser ajudadas acesse agora o site www.lbv.org e colabore. A doação é simples, rápida e segura. Ou quando a LBV chamar, atenda com o coração e DIGA SIM!

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Bloqueios nas rodovias de acesso à Ilhéus começam nesta segunda (13) : Por Secom

A Prefeitura de Ilhéus inicia na noite desta segunda-feira (13) a ação de bloqueio em rodovias de acesso ao município e rondas noturnas na cidade, por meio da atuação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente durante um período de 8 dias, das 21h às 5h, em conjunto com órgãos de fiscalização. Essa medida restritiva adotada pelo município, tem como objetivo evitar a disseminação do vírus na região, a contribuir com a prevenção e contingenciamento à Covid-19.

“Todos sabemos sobre o cenário Covid-19 de cidades vizinhas e na região sul, por isso, se faz necessária essa medida restritiva com o objetivo de diminuir a circulação do vírus na nossa cidade. Conto com a consciência e colaboração de cada cidadão para que não saia de casa sem necessidade, principalmente das 21h às 5h, a fim de contribuir com a proteção da própria saúde e de todas as pessoas”, destacou o prefeito Mário Alexandre.

Para o bloqueio em rodovias, integram a fiscalização efetivos da Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade de Ilhéus (Sutram), a Guarda Civil Municipal (GCM), as 68ª, 69ª e a 70ª Companhias Independentes de Polícia Militar (CIPM). Já para as rondas na cidade, além da PM, Surtam e GCM, fiscais de posturas, fiscais ambientais e a Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cippa) colocarão suas equipes nas ruas para o monitoramento.

Parceria entre Prefeitura e Governo do Estado rende investimentos para Ilhéus: Por Secom

A parceria entre os governos estadual e municipal reflete no pacote de melhorias anunciado pelo governador Rui Costa para Ilhéus. A captação e geração de recursos durante a gestão do prefeito Mário Alexandre possibilitaram aumento substancial dos investimentos, principalmente nas áreas de infraestrutura e da saúde. A entrega da nova ponte é o marco da mobilidade urbana da cidade.

“Fizemos nesses três anos investimentos nunca feitos nos últimos 30 anos. Por meio das parcerias firmadas podemos dialogar e buscar soluções conjuntas para atender as demandas da população”, afirmou Mário Alexandre.

O dirigente baiano, por sua vez, enfatizou que as propostas pensadas para a região Sul são articuladas com o governo do Estado e dentro desse processo Ilhéus é uma das rotas estratégicas e economicamente importantes para o desenvolvimento da Bahia. “Isso tudo ganha celeridade quando a gente consegue o diálogo e a afinidade com o Município, para que as coisas ocorram com menos burocracia e menos tempo perdido”.

Para este ano, a administração municipal planeja outras ações, como a revitalização da Central de Abastecimento e a primeira etapa do fechamento do Canal do Malhado, continuidade do programa de asfaltamento em diversas vias, incluindo 17 ruas do Teotônio Vilela e entrega de equipamentos de saúde e unidades escolares, além das obras executadas em conjunto com o Governo do Estado: duplicação da BA-001, nos dois sentidos, com extensão até as proximidades do bairro Ceplus e construção da unidade materno-infantil, na Conquista, referência para alta complexidade, com previsão de entrega para fevereiro de 2021.

A primeira etapa do esgotamento sanitário e estação de tratamento do Pontal, segundo informou Rui, está prevista para ser entregue no mês de agosto. A licitação para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tipo II no bairro Esperança já está publicada no Diário Oficial do Estado. Também foi prenunciada a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ao lado Hospital Regional Costa do Cacau.

“Nunca um governador teve tantos olhares para a nossa cidade. Todas essas melhorias trazem qualidade de vida para os munícipes e turistas que visitam Ilhéus. Agradecemos pelo carinho e esforço que o governador tem não apenas pela Bahia, mas pela região sul do estado”, concluiu Mário Alexandre.

Cracolândia da avenida dois de julho em Ilhéus provoca medo

“Houve ameaça para dois moradores que tiraram foto” e um deles denunciou ao programa O Tabuleiro.

Durante participação no Programa O Tabuleiro- Ilhéus FM 105.9 desta terça-feira (07), Bruno Menezes, antigo morador da Dois de Julho chamou atenção para o que ele denomina “cracolândia”, próximo ao caís.  Uma área histórica da cidade, localizada o centro, mas que é comum em um quiosque para venda de bebidas, em frente a um prédio comercial importante, diversos usuários de drogas se aglomerarem e provocam medo aos transeuntes.

Casos de violência também são comuns, tanto entre os usuários de drogas quanto à moradores. “Houve ameaça a dois moradores que tiraram foto”, escreveu Bruno que aproveitou o espaço do programa e cobrou medidas do poder público.

Quem fala de racismo pode ser racista? Neuropsicólogo revela conceito polêmico com base na psicologia da lei do espelho

Fabiano de Abreu revela com base em seus estudos e pesquisas que falar de preconceito pode trazer mais preconceito e pode ser um ato preconceituoso

O assunto preconceito é sempre muito polêmico. A maioria quer acabar com o preconceito, até porque a ética e a moral em uma sociedade define que ele não pode existir, assim como ele não faz sentido levando em consideração que o bom da vida são as diferenças. O neurofilósofo Fabiano de Abreurefletindo sobre essa questão, escreveu seu conceito baseado em pesquisas, estudos e leis da psicologia que, mesmo causando polêmica, decidiu divulgar.

“Eu já vi de tudo nesta vida, já estive em muitos países, tenho amizades de diversas etnias, o preconceito nunca esteve em pauta na minha vida já que não enxergo diferenças negativas ou positivas em relação a etnia. Entendo que as pessoas são diferentes por si só dentro de uma normalidade. Seja na personalidade ou nos padrões físicos. Dizer que todos são iguais é meio sem sentido, pois se os olhos vêem formas e cores diferentes, então são diferentes no quesito físico. No mental todos são diferentes pois temos personalidades diferentes e isso é a graça da vida. Se fôssemos iguais faríamos todos as mesmas coisas e a vida não seguiria o seu ciclo. Imagina se todos fossem advogados, quem iria contratá-los?”

Abreu que é filósofo, neurocientista, neuropsicólogo, psicanalista, neuropsicanalista e jornalista, além de outras formações que possui para a sua coleção de diplomas e certificados,  vê nos estudos uma prática de compreensão do comportamento humano e uma forma de, como ele diz, liberar hormônios e neurotransmissores para um bem estar através dos estudos. O neurofilósofo revela com base na psicologia e na psicanálise o seu conceito sobre o racismo.

“Jamais se pode generalizar, isso não é uma afirmação definida para todo caso, mas está relacionado a um fato que é cabível de raciocínio e teorização. Já vi relatos de preconceito de branco com negro, negro com branco, negro com negro, branco com branco, assim como asiáticos e outras etnias. Baseado nisso fiz uma observação para chegar a essa elucidação sobre racismo e racistas. Um viés desta elucubração, é que, pessoas que não demonstram ter preconceito, não falam sobre o tema. Cognitivamente não demonstram ter preconceito e este tema não faz parte do vocabulário já que, quando não se vê diferença, não chama a atenção para comentários prós ou contras. Simplesmente todos são iguais e ao mesmo tempo é normal ser diferente.”

Profundo em sua linha de raciocínio, Abreu fala do cuidado com o fanatismo; “Há quem defenda causas por ter sofrido injustiça ou por seguir uma onda que o introduz culturalmente neste objetivo. Mas alguns dos que seguem uma ideologia, tornam-se fanáticos por ela e acaba por introduzir o preconceito na própria cultura , de forma fundamentalista sem permitir evolução.”

Com base em uma lei na psicologia, Abreu revela o seu conceito; ”na psicologia, a lei do espelho estabelece que nosso inconsciente nos faz pensar que o defeito ou desagrado que percebemos nos outros existe somente “lá fora”, não em nós mesmos. A projeção psicológica é um mecanismo de defesa por meio do qual atribuímos a outras pessoas nossos sentimentos, pensamentos, crenças ou até mesmo ações próprias que são inaceitáveis para nós. Portanto negamos em nós e projetamos no outro, aspectos próprios, que nos causam feridas narcísicas. Essa projeção psicológica acontece pois a nossa mente entende a ameaça física e emocional à integridade mediante a nossa personalidade social, e emite assim um sinal de rejeição para o meio externo projetando no outro essas características que não a nós mesmos. Retirando a ameaça de nós mesmos, e evitando a dor da mudança que esse reconhecimento de algo negativo, nos exigiria.”

Abreu finaliza dizendo que enfatizar o preconceito, trazer o assunto à tona, pode trazer mais preconceito; “o preconceito é algo do passado, na realidade no passado distante havia menos preconceito. Pois havia menos estereótipos. Mas enfatizar o tema preconceito, é uma forma de ligar o alerta nas mentes perversas chamando a atenção sobre ele, que passam a enxergar diferenças onde estas não existem. Quando falamos em preconceito, jogamos luz sobre visões adoecidas, enrijecidas e inflexíveis. O ser humano é de uma riqueza plural, não há forma nem fórmulas em que todos nos encaixamos ou contenhamos. Por isso o estereótipo pode ser a matriz de muitos preconceitos. Na psicologia e na psicanálise nada e tudo não existem. É imperativo relativizar, a pessoa e seu contexto. Mas a negação e a projeção são os mecanismos de defesa mais usados socialmente. Para evitação de nossas próprias mazelas existenciais, ficamos no discurso politicamente correto e não na ação correta! Utilizar esse discurso para criticar, julgar e condenar o outro, não nos eleva a melhor lugar de nós mesmos. A palavra tem força política e movimenta a sociedade. Mas a ação real a partir de modificações positivas, trazem melhorias para os dois lados da força dessas relações. Para quem sofre e para quem impele a dor ao outro. Que tomemos para nós a melhores escolhas de ações que possam produzir uma sociedade igualitária. Se todo singular se importar com o plural, se cada um em sua vida privada agir na vida coletiva, o mundo será efetivamente um Melhor Lugar para se morar.”

 A falta de autoconhecimento leva a julgar o outro e invadir o espaço alheio, afirma neurofilósofo

Fabiano de Abreu, neurofilósofo e psicanalista, analisa que os motivos comportamentais, sociais e culturais que leva o outro a julgar o seu próximo reside na ausência de autoconhecimento e auto-aceitação.

Embora estejamos em uma época em que a diversidade e o respeito ao diferente tem sido pauta de diversas discussões e manifestações artísticas, culturais e sociais, ainda não evoluímos o suficiente como sociedade para nos livrarmos totalmente dos nossos pré conceitos e julgamentos.

O neurofilósofo e psicanalista Fabiano de Abreu, que atua como pesquisador da mente humana e de padrões comportamentais, têm procurado entender o que leva uma pessoa a julgar o próximo. Segundo suas análises, os motivos podem estar primeiramente dentro do próprio julgador: “As pessoas que criticam e julgam as escolhas e o comportamento dos outros, na verdade, não os aceitam como são, e querem que eles sejam e ajam conforme as suas necessidades e vontades particulares. Elas não conseguem aceitar os outros como são pois são egocentristas. Enxergam a si mesmas como potencialmente superiores e são desprovidas de humildade. Falta-lhes maturidade emocional e empatia para entender as nuances que revelam os motivos dos outros.”

O vício do julgamento

Para Abreu, existe um círculo vicioso para muitos no que diz respeito a julgar e avaliar o outro: “isso porque não se trata da vontade de tentar compreender as atitudes, comportamentos e a personalidade alheia, mas é apenas um impulso para satisfazer suas próprias certezas e reafirmar suas verdades que satisfazem a uma única pessoa, que é ela mesma. Os julgadores profissionais agem sempre como se o outro fosse um objeto de estudo para que eles possam se auto-afirmar e se vangloriar de ser melhores do que aqueles que eles julgam. E esse movimento constante de olhar para fora, os impedem de avaliar a si mesmos.”

Diferença entre opinião construtiva e julgamento

O estudioso salienta que expor uma opinião construtiva não é um julgamento, nem uma crítica, é uma mera observação: “a crítica e o julgamento se dão quando o observador se julga no direito de fazer uma interpretação pejorativa do fato ou do indivíduo, quando acusa, desdenha, diminui, e invalida o outro. O observador que quer contribuir para a evolução do seu próximo não vai julgar, vai conduzir a conversa no sentido de se igualar com o outro e não, se mostrando superior a ele.”

Segundo suas observações, entender o outro e responder às suas ações usando a cognição e a empatia considerando a sua personalidade é necessário: “mesmo quando se quer contestar algo que foi dito ou feito é um ótimo mecanismo que evita conflitos e, tem mais chances de atingir o objetivo, que é a conquista da confiança daquele que desejamos ajudar com a nossa opinião. Nos faltam espelhos quando enxergamos algo de errado nos outros. É temeroso ter que avaliar a si mesmo e perceber que muitas das nossas ações não são corretas. Julgar apenas aponta a sujeira e coloca o dedo na ferida, mas não promove a assepsia nem cura o ferimento.”

Tenha compaixão

Para o neurofilósofo, aqueles que criticam e julgam excessivamente, desconhecem o significado de empatia e compaixão: “Devemos ter compaixão com os outros, com o nível de entendimento, com a condição emocional que contemplam as suas histórias de vida. Devemos aceitar que eles só poderão oferecer o que eles têm, e principalmente, que eles terão que seguir por caminhos que eles mesmos escolherem, e precisamos compreender que não temos o poder e nem devemos querer ter o controle sobre as suas escolhas. O que eles escolhem viver e fazer são caminhos que fazem parte do aprendizado que eles precisam absorver e cabe a nós apenas aceitar, e entender, que o que acontecer a partir das suas escolhas será sempre o melhor para ele.”

Falta de autoconhecimento leva ao julgamento do outro

Para Abreu, o julgador não percebe o próprio defeito e sempre acredita que está certo, não aceitando a opinião alheia, e demonstrando profunda aversão por “feedbacks” negativos: “Ele, o julgador, tem uma dificuldade absurda em admitir os próprios erros, porque busca a perfeição em si, e nos outros, e quando percebe que outras pessoas não o validam com a mesma perfeição que ele se projeta, ele se revolta e os ataca com severa agressividade, com palavras ofensivas e atitudes desagregadoras. Não podemos nos deixar influenciar pelas pessoas que criticam e julgam a nossa vida, pois não sabemos se elas vieram mediante a uma verdade, uma vaidade, ou uma enfermidade. Mas devemos ter a hombridade de nos analisar friamente para fazer as mudanças necessárias em nossas atitudes, e pensamentos.”

Por esse motivo, o neurofilósofo aponta que a mudança que queremos ver no outro deve começar em nós: “Devemos emitir opiniões acerca do comportamento alheio, com base em nosso próprio crescimento e maturidade, mas somente se formos solicitados. Caso não tenham solicitado a nossa opinião, que tenhamos a sensatez de nos manter em silêncio. Devemos sempre expor as nossas visões no formato de palavras que carreguem um encadeamento de ideias, que leve o outro a uma ascensão e não a um rebaixamento. Quando elevamos o outro, conquistamos um espaço em suas vidas através da nossa própria experiência e evolução. Nesse contexto, nossas opiniões sempre serão bem vindas, e serão recebidas como um presente. E não como uma crítica, julgamento e condenação. Aqueles que criticam e julgam e se sentem bem após emitirem as suas opiniões regadas de “achismos” subjetivos, na verdade, estão querendo fugir da necessidade urgente de olhar para as suas próprias vidas. Afinal, o outro sempre carrega aspectos que são ou já foram nossos. Também por isso é sempre tão mais fácil enxergar no outro aquilo que não conseguimos enxergar em nós mesmos.”

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UFSB Ciência: Artigos premiados em evento integram dossiê temático sobre o SUS

A capacidade de resposta de um país frente à atual pandemia de covid-19 tem muito a ver com a sua estrutura de saúde, em especial o setor público. E um dos legados que esse período deveria deixar no Brasil é a valorização e o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde brasileiro, o SUS. É com o foco na formação de novos profissionais e na concepção do atendimento básico que a revista científica Revista Integrativa em Inovações Tecnológicas nas Ciências da Saúde (REVISE) publicou uma nova edição com a temática “O Sistema Único de Saúde na Formação e na Prática Médica”.

O dossiê especial é composto dos trabalhos premiados no 3º Congresso de Medicina do Recôncavo da Bahia, e quatro desses artigos são assinados por docentes e estudantes da Universidade Federal do Sul da Bahia integrantes do Núcleo de Estudos em Semiologia e Propedêutica Clínica (NESPc), professora Maria Luíza Caires Comper, que orientou e é co-autora dos trabalhos publicados, conta que ela e os estudantes sob sua orientação levaram sete textos ao congresso com resultados de pesquisas de Iniciação Científica (IC), atividades de ensino e projetos de extensão, todos relacionados com a saúde pública, seja acompanhando atendimentos nos postos ou discutindo e relatando experiências da formação de novos profissionais da área. Dentre os aspectos presentes nos trabalhos, unindo temas distintos como a saúde do trabalhador, da gestante e a formação de novos trabalhadores especializados estão o emprego de metodologias pedagógicas mais participativas, o uso de técnicas voltadas para a educação em saúde como ferramenta de conscientização e a valorização do SUS como espaço de promoção e proteção da saúde.

Segurança do Trabalho e Saúde do Trabalhador

Apresentação de trabalho no III Congresso de Medicina do Recôncavo da Bahia 2019 02Um dos artigos é intitulado Diagnóstico de demandas ocupacionais no território e intervenção em saúde do trabalhador: um relato de experiência, assinado por Maria Luiza Caires Comper, Lohana Guimarães S Souza, Maísa Miranda Coutinho e Gustavo Bruno Bicalho Gonçalves. Nele, a equipe relata a experiência realizada no componente curricular Saúde e Trabalho, do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde, com a adoção de metodologia de aula invertida e o foco no aprendizado de Segurança do Trabalho dentro do currículo de profissional de saúde. A proposta realizada era aprender e experimentar métodos de mensuração de riscos laborais e condições sociais, econômicas e culturais da ocupação e do próprio território para diagnosticar a situação dos trabalhadores no território de Vila Santa Isabel, distrito do município de Ibicaraí e também conhecido como Quilômetro 41. Mas o relato não para na identificação dos problemas: a equipe também preparou uma intervenção na qual a educação popular em saúde e materiais para a comunicação foram ferramentas importantes para a participação dos próprios trabalhadores na discussão e adaptação das melhorias propostas para a segurança laboral.

O trabalho permitiu um contato diferenciado com o tema da saúde e a segurança do trabalho, com a escuta da equipe da UBS e dos trabalhadores. A professora Maria Luiza comenta que essa opção pedagógica ofereceu visão teórica e prática sobre essas dimensões: “A experiência adquirida permite que o estudante tenha uma perspectiva ampliada dos determinantes de saúde em um território, incluindo as condições de trabalho, muitas vezes pouco considerada pelos profissionais de saúde. Também permite que o estudante vivencie todas as etapas de um processo de diagnóstico e intervenção para a promoção de saúde em um território, reconhecendo que o cuidado em saúde precisa ser ampliado para além do diagnóstico e tratamento de doenças.”

No paper seguinte, Acidentes de trabalho por distúrbios osteomusculares registrados no Brasil entre 2006 e 2017, Jeniffer de Araújo Abreu, Larissa da Silva Vieira, e a professora Maria Luiza Caires Comper descreveram os resultados de pesquisa epidemiológica a partir dos dados extraídos do Anuário Estatístico da Previdência social. O intuito foi descrever a incidência e as características dos acidentes de trabalho decorrentes de distúrbios osteomusculares ocorridos no Brasil durante o período de 2006 a 2017. O foco foi dirigido para a notificação de casos envolvendo as afecções musculares e ósseas agregadas sob a sigla LER/DORT (“Lesões por Esforço Repetitivo”, termo em fase de substituição por “Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho”), uma vez que esses casos são equiparados aos acidentes de trabalho para efeito de concessão de benefício-acidentário. Os resultados apontam para uma tendência de subnotificação dos casos e consequente redução de pagamento do benefício aos trabalhadores afetados. Esse achado aponta a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância em saúde do trabalhador na Atenção Básica como uma forma de evitar a subnotificação dos casos, ampliar as ações de promoção da saúde e compartilhar conhecimentos sobre prevenção de acidentes com os trabalhadores.

Dentre as possibilidades de ações para sanar o problema, a professora Maria Luiza pondera que o ponto de partida é melhorar as condições dos profissionais à frente do contato com a população. “Acreditamos que uma das principais ações seria o fortalecimento das ações de vigilância em saúde do trabalhador por meio das equipes da Atenção Básica. Essas ações incluem: a avaliação do perfil produtivo de cada território, com identificação dos principais riscos ambientais e ocupacionais que decorrem dos serviços e processos produtivos e suas relações; coleta de informações/dados ocupacionais do usuário; monitoramento e análise epidemiológica dos casos de DORT. Essas informações contribuem para o planejamento de intervenções que possam promover a saúde dos trabalhadores”, detalha a pesquisadora.

Formação em saúde e a experiência das gestantes em uma UBS

WhatsApp Image 2020 07 08 at 17.21.52Outro artigo constante do dossiê é intitulado Gestação, Parto e Puerpério na perspectiva de gestantes de uma Unidade Básica de Saúde, assinado por Larissa da Silva Vieira, Jeniffer de Araújo Abreu, Karen Kessy Souto Paulo, Lavínia da Silva Menezes, Luiza Bastos Martins e Maria Luiza Caires Comper. O texto relata experiência de ensino realizada na Unidade Básica de Saúde José Maria Magalhães Neto, ligada ao módulo III, em Itabuna, pela turma do componente curricular “Propedêutica Clínica dos Problemas de Saúde da Gestação, Parto e Puerpério”, do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde. Esse componente se volta à apresentação e discussão de diferentes processos que ocorrem durante a gravidez, o parto e o período de recuperação pós-parto, bem como a preparar os estudantes e futuros profissionais para produzir dados significativos sobre esse ciclo. O objetivo da atividade foi fazer com que a turma se experimentasse no contato com as gestantes e se preparasse para atuar na educação para a saúde de mulheres em gestação. O método usado articulou contatos e coletas de informações junto à equipe da UBS ao uso da técnica de “roda de conversa”, feito com a finalidade de ouvir as gestantes e sanar dúvidas que elas tivessem em relação aos diferentes processos que ocorrem durante e após a gestação. :: LEIA MAIS »

Amendoeiras e periquitos: Faltou sensibilidade e competência

POR CHICO ANDRADE

Há anos, o município de Ilhéus debate a reurbanização da avenida Soares Lopes. Concebida como uma avenida parque originalmente, que não constituía via de acesso obrigatório a nenhum ponto do município, a Soares Lopes, com suas amendoeiras, se tornou abrigo noturno de periquitos cuiubinhas e maritacas. Ninguém discute a necessidade de supressão das amendoeiras. A retirada de árvores inadequadas ao complexo viário no qual está inserida agora a Soares Lopes não foi ilegal. Foi, contudo, insensível e cruel. A Prefeitura Municipal, um dia após o corte da árvores que desorientou as aves e chocou pela falta de planejamento e modo grosseiro como foi realizado, informa que haverá replantio de árvores e criação de um parque na avenida. Se a supressão das amendoeiras é prevista há dois anos, o lógico, visando respeitar o meio ambiente, seria preparar o novo parque antes do corte. A Prefeitura Municipal de Ilhéus fez o inverso, afetando as aves, produzindo cenas tristes e mostrando que foi incapaz de evitar sofrimento e transtorno. Faltou, ao que se percebe, sensibilidade e competência.

FONTE: BLOG CHICO ANDRADE

Operação tapa-buracos melhora trânsito e condições das vias em Ilhéus. Por Secom

A Prefeitura de Ilhéus segue com a recuperação asfáltica, por meio da operação tapa-buracos, visando proporcionar melhores condições de tráfego nas vias da cidade. Sob a coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil (Seinfra), o trabalho já foi realizado em aproximadamente 20 localidades durante os meses de junho e julho.

De acordo com a Seinfra, o cronograma atende de forma prioritária pontos previamente definidos com o auxílio de um levantamento. A Prefeitura pede a compreensão da população e informa que o objetivo é atender as demandas, levando em consideração o fluxo diário de veículos que transitam pelas vias. “Entendemos a necessidade de conservação e reparo das ruas para melhor trafegabilidade e segurança no trânsito. Por isso, avaliamos as áreas e realizamos o trabalho rotineiramente. A nossa meta é de que a operação atenda inicialmente os pontos mais críticos da cidade”, frisou o prefeito Mário Alexandre.

O serviço de recuperação da malha viária chegou às ruas Treze de Maio e Coronel Pessoa, no Pontal; avenidas Soares Lopes e Dois de Julho, no Centro; Avenida José Luís da Fonseca e ruas Clóvis Humberto Sampaio; Rotary e Tobias Barreto, na Cidade Nova; ruas Edmon Darwich e Lucio Bitencourt, na Bela Vista; ruas Portugal e Osmundo Marques, no Nelson Costa; Avenida Itabuna, na altura da ladeira do Canecão; Avenida Nossa Senhora Aparecida; Principal do Ilhéus II; Eixo Principal da Urbis e Mambape, na zona Sul da cidade. As vias são atendidas dentro do cronograma de obras avaliado conforme as necessidades e prioridades de cada localidade.





















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