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:: ‘Notícias’

GOVERNO DA BAHIA ANUNCIA 2,4 MIL LEITOS EXCLUSIVOS PARA COVID-19; 61 VAGAS EM ILHÉUS

O Governo da Bahia informou, neste sábado 18) que o estado contará com uma estrutura com 2.418 leitos de referência para atendimento a pacientes com o novo coronavírus (Covid-19), entre clínicos e UTIs, adultos e pediátricos.

O município com maior número é Salvador, com 1.399 leitos. “Nós ampliamos muito a nossa rede de atendimento em toda a Bahia, porque precisamos estar preparados para atender as pessoas. O crescimento do número de infectados é muito rápido, acontece de forma exponencial. Quando menos se espera, há uma explosão de casos”, afirmou o governador Rui Costa.

Rui também informou a chegada de novos equipamentos. “Estamos aguardando que os respiradores que compramos no exterior cheguem no Brasil para reforçar a estrutura que montamos. Mudamos a rota de entrega dessas compras para evitar a passagem pelos Estados Unidos e outros países que passam sequestrar esses equipamentos. Temos previsão de chegada já na próxima semana”.

O interior da Bahia dispõe de 1019 leitos de referência para a Covid-19. Lauro de Freitas é o segundo município com mais leitos, totalizando 301 vagas, sendo 91 UTIs. A maior contribuição será do Hospital Metropolitano, cuja abertura será no mês de maio, com 191 leitos. O município de Feira de Santana será o terceiro com o maior número de leitos para coronavírus, totalizando 140 vagas, que estarão distribuídas entre o Hospital da Criança, o Hospital Geral Clériston Andrade e o Hospital Mater Dei.

ILHÉUS E VITÓRIA DA CONQUISTA

Vitória da Conquista e Ilhéus terão, respectivamente, 81 e 61 leitos voltados para os pacientes com diagnóstico positivo de Covid-19. Em Vitória da Conquista, o Hospital das Clínicas e o Hospital Geral são as unidades preparadas para receber os pacientes graves. Já em Ilhéus, o Hospital Regional do Cacau e o Hospital são as unidades de referência e retaguarda. Já em Seabra, o Hospital Regional da Chapada está dedicando 46 leitos, sendo dez UTIs e 36 leitos clínicos. A lista completa de cidades e unidades de referência está disponível no site da Sesab.

Somam-se à estrutura 285 leitos para atender pacientes de baixa complexidade, que não tenham coronavírus. As unidades localizadas na capital baiana e São Félix são fundamentais para absorver os pacientes dos hospitais gerais. As unidades só receberão pacientes regulados pela Central Estadual de Regulação.

MEC MUDA PARA NOVEMBRO APLICAÇÃO DAS PROVAS DO ENEM DIGITAL

DO PIMENTA

O Ministério da Educação (MEC)  mudou para os dias 22 e 29 de novembro as datas da aplicação primeira da versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).  A previsão inicial, conforme edital publicado, era que as provas do Enem Digital fossem aplicadas em 11 e 18 de outubro.

A implantação do Enem digital terá início neste ano, de forma progressiva. Assim, em 2020, até 100 mil pessoas poderão fazer a prova no novo modelo. “São 100 mil voluntários, isto é, só quem quiser fazer a prova nesse modelo. Eles estarão espalhados por todos os estados”, disse O ministro da Educação, Abraham Weintraub.

As vagas serão disponibilizadas para os primeiros participantes que optarem pela edição digital. A previsão é que a consolidação da prova digital seja realizada até 2026. Após esse período, não haverá mais a versão em papel.

A estrutura do exame no modelo digital será igual à da versão impressa, que acontecerá nos dias 1º e 8 de novembro. As inscrições para os dois modelos de provas deverão ser realizadas de 11 a 22 de maio na Página do Participante ou no aplicativo Enem. O participante que optar por fazer o Enem 2020 impresso não poderá se inscrever na edição digital. Após concluir o processo, o candidato não poderá alterar a opção que escolher.

Prefeitura realiza desinfecção e serviços urbanos em vários locais de Ilhéus

POR SECOM

#IlhéusRealiza – A Prefeitura de Ilhéus realizou nas últimas semanas vários serviços de limpeza e higienização, por meio da secretaria de serviços urbanos (Secsurb). Equipes de higienização, varrição, limpeza pública e de poda atuaram do norte ao sul da cidade.

Na manhã desta sexta-feira (17), a Central de Abastecimento do bairro do Malhado, conhecida popularmente como feira do peixe, recebeu higienização com a lavagem dos corredores. O produto aplicado leva solução de hipoclorito de sódio e sabão.

“Na luta contra o coronavírus, reforçamos a higienização nas áreas com grande circulação de pessoas, como é o caso da Central de Abastecimento. Nossas equipes também atuaram na feira da Guanabara, realizando a limpeza do local”, informou o titular da Secsurb, Hermano Fahning.

De acordo com informações do chefe da Divisão de Limpeza Pública, Edmilson Novaes, foi dada a continuidade dos serviços de poda, raspagem e varrição na Avenida Soares Lopes e nos arredores do Centro de Convenções. A equipe de limpeza pública, com máquina e caçamba atuou na Avenida Itabuna, no recolhimento dos lixos descartados em locais indevidos, assim como nos bairros do Malhado, Conquista, Centro e Cidade Nova.

Além disso, a equipe de biscó e varrição atuou na área dos arredores do Viaduto Catalão e, por fim, a equipe de roçagem continuou o trabalho iniciado ontem (16) na Praça da Maramata, no Pontal.

 

Prefeitura de Ilhéus usará estacionamento da Petrobrás para triagem dos caminhões do Porto

POR SECOM

A Prefeitura de Ilhéus utilizará por 90 dias uma área de estacionamento da Petrobras Distribuidora S/A, localizada as margens da BR-415, Rodovia Jorge Amado, para a triagem dos caminhões do Porto, durante o período de calamidade pública, decorrente da pandemia do Coronavírus. O Decreto n. 028 foi publicado no Diário Oficial do Município, edição de quarta-feira.

O documento atende ao Ofício n. 014/2020 da Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade (Sutram), que prevê para as próximas semanas um elevado recebimento de carretas transportando soja para a cidade. O órgão ressalta que a área será usada para o fim de direcionar e ordenar o acesso das centenas de carretas, como forma de mitigar os transtornos no trânsito do município.

A suspensão temporária pode ser prorrogada por igual período conforme a necessidade.  Mesmo tendo o contrato firmado com a Petrobras Distribuidora S/A com vigência até o ano de 2022, a supremacia do interesse público e a provisoriedade da medida é imprescindível à gestão da crise decorrente da pandemia gerada pela Covid-19.

Casos confirmados de coronavírus aumentam para 29 em Ilhéus: Por Secom

Os casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) subiram de 27 para 29 nesta sexta-feira (10), conforme o boletim da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Até às 18 horas, Ilhéus registrou mais dois diagnósticos positivos da doença. Trata-se uma mulher, de 26 anos, residente no Basílio e de um homem, de 43 anos, morador do Nelson Costa.

Atualmente, a cidade contabiliza 147 casos descartados, 28 sob investigação (aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública – Lacen), 197 casos suspeitos de síndrome gripal, monitorados pela Central Covid-19 e 42 atendimentos, entre informações, dúvidas e demais solicitações, além de 11 curas clínicas do coronavírus. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou na última quinta-feira (9) o primeiro óbito por Covid-19 na cidade.

“As chances de contaminação devem aumentar significativamente se as recomendações e os cuidados não forem seguidos com rigor. Precisamos manter o distanciamento social, pois essa é uma medida eficaz para evitar a disseminação do vírus”, alertou o prefeito Mário Alexandre.

Nova ponte de Ilhéus altera trânsito em pontos estratégicos. Conheça as mudanças: Por Secom

#IlhéusRealiza – A nova ponte de Ilhéus trará benefícios econômico-sociais, ordenamento de tráfego e mais conforto para os diferentes públicos que trafegam diariamente na cidade. Com a chegada, fez a Prefeitura colocar em execução o projeto de mobilidade urbana para a área atendida e do entorno. A Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade (Sutram) vem realizando uma série de intervenções com o objetivo de modernizar a cidade para os próximos anos.

O prefeito Mário Alexandre constata que o empreendimento vai representar não apenas um novo ciclo econômico para a região, mas também novos investimentos. “A obra, a mais importante até agora da história de Ilhéus, tem atuação do Governo Municipal e integra o novo desenho de mobilidade e urbanização. Desde quando assumimos a cidade, pensamos na melhoria de todo o sistema viário”, afirmou.

Em razão do novo empreendimento, a Prefeitura vai alterar o fluxo de algumas vias do Centro da cidade. O motorista que trafega pela Avenida Princesa Isabel e que deseja ir para o Pontal, tem a opção de subir a ladeira da ponte, ou, seguir o fluxo por baixo da ponte Lomanto Junior, na Rua Ramiro Castro. Poderá seguir pela Avenida Almirante Linhares, que vai passar a ter o fluxo somente de ida, no sentido 2 de Julho com acesso à nova ponte.

Agora, para o motorista que sai da Avenida 2 de Julho, que antes seguia na Avenida Almirante Linhares, poderá percorrer a rotatória principal e seguir na Rua Eustáquio Bastos, que passará a ter sentido contrário, no fluxo para a Cairu. Continua como antes para o motorista que vem da Avenida Princesa Isabel e quer acessar a Cairu, através da Rua José Cândido, via que passa em frente ao Mercado de Artesanato e Justiça Federal.

De acordo com Gilson Nascimento, diretor da Sutram, os problemas de mobilidade urbana vão além das fronteiras municipais. “Estão em todo o Brasil e se repetem há anos. Em Ilhéus, colocamos em prática por determinação do prefeito Mário Alexandre, um projeto que muda a cara da cidade. O resultado vai ser comprovado com o passar dos dias, quando perceberemos uma maior fluidez no trânsito, promovendo mais conforto para moradores e turistas”, ressaltou.

Nascimento salientou que as alterações se devem em razão do fluxo viário da nova ponte e destaca que a Avenida Almirante Linhares, será a via principal de ligação entre a ponte antiga e a nova, formando com a Rua Eustáquio Bastos, o chamado binário de trânsito. O diretor informou que a Rua Barão do Rio Branco, no Pontal, se tornou uma via local de entrada e saída de moradores, sendo seccionada com o novo eixo sul da nova ponte.

Zona norte – A Prefeitura destinou em 2018 investimentos para região. A Avenida Litorânea Norte, por exemplo, ganhou ciclofaixa, sinalização, iluminação, corredor exclusivo para ônibus, faixa para automóveis e estacionamento rotativo à esquerda. A via possui dois quilômetros e meio de extensão e compreende o trecho entre o Parque Infantil e o início do bairro Cidade Nova. A segunda fase do projeto contempla a construção de uma alça de retorno na região do Tamarineiro para ligar o fluxo que vem da Avenida Soares Lopes para a Avenida Canavieiras. Obras de pavimentação com asfalto serão realizadas neste trecho de influência do tráfego.

Pesquisador baiano recupera fósseis de plantas e animais do período Cretáceo na Ilha de Itaparica

Trabalho pode recuperar espécies ainda não descobertas que viveram na região há 130 milhões de anos
O período Cretáceo, que marcou a separação de continentes como África e América do Sul, consagrou o desenvolvimento de espécies e criou novos habitats. Entretanto, muitos mistérios ainda cercam um dos períodos mais transformadores da história da Terra, sendo inclusive responsável pela extinção dos dinossauros. Em busca de investigar como este período ocorreu na realidade local, o pesquisador da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Téo Oliveira, estuda fosseis desta época na Bahia, em específico na Ilha de Itaparica. Segundo ele, o projeto, que começou em 2017, aborda desde a coleta até a descrição de fósseis de 130 milhões de anos atrás, localizados nas rochas da Ilha. O objetivo é conhecer mais sobre os organismos que viveram no este período na região.
Téo conta que a maioria dos exemplares são espécies de peixes, tendo inclusive descoberto algumas espécies possivelmente novas durante a coleta. “Tive a ideia de desenvolver este estudo pois minha especialização no mestrado e no doutorado foi com paleontologia, que consiste no estudo dos fósseis, e seria impensável não fazer pesquisa numa localidade tão importante para esta área do conhecimento quanto a Ilha de Itaparica”, ressaltou. Ele afirma que, embora, os fósseis já tenham sido coletados por outros pesquisadores, estas coletas eram mais esporádicas, enquanto agora ele realiza o trabalho com regularidade, nas visitas aos afloramentos de rocha na Ilha de Itaparica.
Atualmente, os fósseis coletados são estudados para categorização e descrição. O pesquisador afirma que o projeto tem grande impacto no setor acadêmico por abrir espaço para que outros estudiosos do mesmo tema possam ter mais informações acerca do período. “O estudo permite que tenhamos um conhecimento mais completo sobre as faunas e floras que habitavam a região que viríamos a chamar de Ilha de Itaparica em um passado bastante remoto, e assim podemos compreender mais sobre nosso território e sua história”, destacou.
A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Uefs. Além disso, contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e da Universidade Federal do Sergipe (UFS).
Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

O COVID-19 E A RODA DO MUNDO.

Luiz Ferreira da Silva

Engenheiro Agrônomo e Escritor

luizferreira1937@gmail.com

O vírus é um ser tão pequenino que se fizesse uma ruma a gente, mesmo assim, não o via. Isso dizia meu professor de Horticultura, Dalmo Giacometti, quando perguntado pelo tamanho do “exocortis”, um vírus que atacava a laranjeira. Isso em 1961 quando eu cursava o terceiro ano de Agronomia, na UFRRJ.

E hoje, o mundo está se prostrando diante deste “pestinha” que, apesar de insidioso, está elaborando um diagnóstico preciso do nosso combalido sistema de médico hospitalar, incluindo o esgotamento sanitário e a carência de água potável para bilhões de pessoas.

Todos nós vamos ser “picados” pelo Covid 19. Ninguém vai escapar. Apenas vamos escolher a hora certa antevendo melhores condições médico-hospitalares.

A única chance de se livrar da coronavírus é se quarentenar por uns 18 meses até se dispor de uma vacina. Ou surgir uma droga nestes 6 meses. Ou, no caso dos idosos, fazer uma plástica para se remoçar, enganando-o.

O bichinho não vai embora e nem vai morrer. Como todos os outros vai permanecer em busca da sua sobrevivência massiva, procurando hospedeiros compatíveis. Essa é uma realidade que se escamoteia? Ou a gente, sobretudo os da faixa de risco, não quer ver?

E que não se concretize a profecia:

“Naquele tempo, Deus resolveu revitalizar o Céu. Mandou todos os velhos para serem reencarnados na Terra e chamou os desta para recompor seu Grupo lá de cima. Assim, como estava escrito nas profecias, Deus remoçou o Mundo”.

Com certeza o Céu ficará com mais sabedoria e a Terra será obrigada a produzir Manuais de convivência produtiva e pacífica para orientar os novos donos do pedaço, jovens inexperientes.

Se assim vai ser, não tendo jeito mesmo, vamos ter que aproveitar a quarentena para nos dar uma “vassourada”:

* É o momento de ver e sentir quantos mundos existem bem diferentes do nosso, mundinho egoísta, perdulário e prepotente.

* Muitas pessoas que, antes tinham uma CASA (moradia), tem a oportunidade de a transformarem em um LAR.

* Outros que não sabiam ligar um fogão, passam a dar valor as atividades domésticas, aquilatando o quanto é difícil gerenciar uma casa.

* Aqueles casais, sem tempo para nada, submissos a vontade dos filhos, sem se preocuparem com a educação doméstica, transferindo a missão para as professoras e babás, devem estar incomodados com o comportamento deles, não sabendo lidar com a meninada.

* As vaidosas, que fazem do corpo seu cartão de visita, acostumadas com as 4 horas diárias de musculação, fator até de manutenção de seu casamento, e até dependentes da rigidez glútea, vão ter que se rebolar de outra maneira..

* A juventude que vivia “medindo ruas”, pouco usufruindo do convívio familiar, e só sabia mexer no celular, vai se enfadar por não ter habilidade para encher o tempo, tampouco gostar de ler.

* O mau humor que passou a ser combatido com o empanturramento – “fast food”, via ifood-, dar lugar a uma disciplina alimentar saudável.

Por outro lado, a despeito destes, vamos na onda de Charles Chaplin (“Nada é para sempre neste mundo, nem mesmo os nossos problemas”).

Então, nada de perder tempo, mas aproveitá-lo da melhor maneira possível, de modo útil e sobretudo, salutar, adquirindo novos ensinamentos, outra visão do mundo e foco no crescimento amplo.

TOCANDO EM FRENTE!!!!!

 

Prefeitura de Ilhéus vai comprar testes rápidos para detectar o Covid-19

Durante entrevista nesta sexta-feira (3) realizada pelo comunicador Vila Nova da Ilhéus FM, no programa O Tabuleiro, o secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, informou que a Prefeitura vai adquirir 2.500 testes rápidos de detecção do novo coronavírus (Covid-19). A medida, segundo ele, atende à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em ampliar as testagens de pacientes suspeitos.

Magela ressaltou que os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS) para a realização do teste são mais rigorosos. O órgão federal de saúde considera aproximadamente 10 sintomas para coleta das amostras, dos quais quatro ou cinco precisam ser cumpridos, entre eles febre, tosse, dificuldade para respirar e coriza (nariz entupido).

“Os protocolos do Ministério da Saúde são rígidos e restringem a coleta. Com a aquisição dos testes pelo Município, melhoraremos o serviço, pois adotaremos critérios mais flexíveis. Pretendemos testar o máximo de pessoas, contudo a população precisa entender que nem todos os casos serão submetidos à coleta. Também seguiremos protocolos específicos, porque não há testes para todo mundo”, disse o secretário.

Magela lembrou que há certa dificuldade para a contratação de fornecedores, devido à alta demanda mundial. Porém, a expectativa é que o material chegue na próxima semana. O secretário ressaltou ainda que não adianta Ilhéus fazer a testagem e o controle da doença e os municípios vizinhos não adotarem medidas eficazes para conter o vírus.

“Esperamos que as outras cidades também façam a sua parte, monitorando os casos suspeitos. Senão, de nada adiantará Ilhéus reforçar as ações de prevenção. Neste momento é necessário unir forças para conter essa pandemia”, finalizou.

Ilhéus registra décimo caso de coronavírus e secretário pede que população fique em casa

Mais dois casos de infecção por Covid-19 foram registrados nesta sexta-feira (3), em Ilhéus, totalizando dez casos positivos na cidade. A informação foi divulgada no fim da tarde pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Trata-se de uma senhora de 66 anos e de um homem de 33 anos, ambos residentes no Malhado, zona norte da cidade. A mulher retornou de viagem de outro Estado, já com apresentação dos sintomas. Quando chegou a Ilhéus, a senhora entrou em contato com a Central Covid-19. Os dois pacientes se encontram em isolamento social.

“A população precisa entender que o vírus é perigosíssimo, e mais ainda, iremos conviver por algum tempo com essa doença. Por isso, é importante que as pessoas permaneçam em casa, a fim de evitar o aumento do contágio”, reforçou o secretário municipal de saúde, Geraldo Magela.

Centro de Convenções será referência para atendimento Covid-19 em Ilhéus

Como medida para assistência e acompanhamento de pacientes com Covid-19, a Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Saúde, estrutura um posto de atendimento (PA) no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães exclusivo para a triagem de demandas relacionadas ao coronavírus, foi o que informou hoje (03) o secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, no programa O Tabuleiro, da Ilhéus FM.

A iniciativa é fruto da atenção que o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, tem dedicado ao assunto da pandemia do coronavírus, no diálogo e parceria com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), para buscar recursos e estruturar a cidade para o enfrentamento da Covid-19, desde o início do ano.

A expectativa é que o posto de atendimento fique pronto até a quarta ou sexta-feira da próxima semana. O secretário de saúde frisou que inicialmente serão disponibilizados 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no PA e outros 11 contratualizados pela Sesab junto ao Hospital de Ilhéus.

“Teremos dez leitos, dos quais de dois a quatro estarão equipados com respiradores pulmonares para atender os pacientes infectados pela doença. O espaço será destinado à triagem dos casos, sendo que os graves ficarão em observação ou serão encaminhados à UTI. O PA Covid-19 vai atender exclusivamente problemas relacionados a qualquer síndrome respiratória”, explicou o secretário Magela.

Em um primeiro momento, serão disponibilizados 11 leitos de UTI no Hospital de Ilhéus e, após, mais 11 leitos de UTI, caso seja necessário, detalhou. De acordo com Magela, todos vão possuir respiradores pulmonares.

O secretário reiterou que os pacientes infectados pela Covid-19 devem se dirigir ao novo PA no Centro de Convenções, quando estiver em funcionamento. Os pacientes que apresentarem outras doenças devem procurar o Pronto Atendimento (PA) da Zona Sul ou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas do bairro Conquista.

O Hospital Vida Memorial continua como referência pediátrica pelo SUS no município de Ilhéus. O secretário disse que já foi sinalizada à Sesab a necessidade de implantar mais leitos para funcionamento em caráter de emergência. “A ideia é que o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, seja referência pediátrica de Covid-19 e Ilhéus abrigue os leitos de retaguarda”, acrescentou.

Uma pesquisa multicêntrica de âmbito nacional, coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz para avaliar o programa De Volta para Casa, resultou na publicação de um dossiê na revista Saúde e Sociedade. Trata-se de um esforço interinstitucional para oferecer o panorama mais amplo possível sobre o programa voltado para a desinstitucionalização de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos por períodos superiores a dois anos e, até então, nunca antes avaliado. O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp – Baixada Santista), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Instituto Philippe Pinel. A professora Gabriela Andrade da Silva e o professor Antônio José Costa Cardoso, da área de Saúde da UFSB, participaram da equipe de pesquisa e da redação de três dos artigos do dossiê.

programa De Volta para Casa (PVC) foi criado em 2003 e consiste na concessão de um auxílio-reabilitação, opções de moradia e oferta de serviço multiprofissional para apoiar o paciente na reabilitação fora de uma instituição hospitalar. Essa política faz parte de um contexto de mudanças nas políticas públicas de saúde mental, de um modelo hospitalocêntrico, no qual o sanatório ou o manicômio são os locais de tratamento em regime de internato, para um modelo de convivência na sociedade apoiado por estruturas de saúde de base comunitária. É uma forma de tratamento que prevê a inclusão do beneficiário na comunidade onde mora, com atenção para a autonomia e os direitos humanos da pessoa em sofrimento psíquico, e que deve muito aos princípios defendidos na  Reforma Psiquiátrica.

O trabalho conjunto dos pesquisadores, conforme a professora Gabriela, consistiu na aplicação de diferentes metodologias, envolvendo análise documental, entrevistas com pessoas que atuaram na implantação do programa, análise dos itinerários de vida dos beneficiários e observações cotidianas. Os cientistas atuaram vinculados ao Comitê de Acompanhamento da Pesquisa, instalado em cada um dos municípios integrantes da avaliação. Cada um desses comitês incluiu em sua composição os beneficiários do PVC, representantes das equipes atuantes no programa e das comunidades locais onde a pesquisa foi feita. 11 cidades nos estados da Bahia, Minas Gerais,Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo foram selecionadas, nas quais a equipe obteve dados de 108 beneficiários do PVC.

O primeiro artigo com co-autoria de pesquisadores da UFSB, O Programa de Volta para Casa na vida cotidiana dos seus beneficiários, trata da articulação metodológica empregada na avaliação multiterritorial do programa. O artigo Produção compartilhada de conhecimentos em saúde mental: o Comitê de Acompanhamento de Pesquisa  aborda com detalhes a criação e o funcionamento do do Comitê de Acompanhamento de Pesquisa (CAP), desenhado para a realização do estudo nacional sobre os resultados do Programa de Volta para Casa (PVC). O terceiro artigo, intitulado Narrativas e sentidos do Programa de Volta para Casa: voltamos, e daí?, mostra e discute os resultados encontrados na pesquisa, destacando as repercussões do Programa de Volta para Casa nas vidas dos beneficiários entrevistados.

A professora Gabriela e o professor Antônio contaram com uma equipe de discentes graduados no Bacharelado Interdisciplinar em Saúde no Campus Jorge Amado, em Itabuna. Hoje cursando Medicina no Campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas, esses profissionais e pesquisadores em formação foram também bolsistas: Renê Luís Moura Antunes e Jaqueline Leu dos Santos (bolsistas PIPCI); Daniela Viana da Silva, Samuel de Jesus Martins Branco, Sandro Menezes de Oliveira, Laís Ferreira Soares e Adinailton Delmiro dos Santos (bolsistas Fiotec). “Daniela e Samuel participaram diretamente da coleta de dados, realizando entrevistas e observação participante. Os demais participaram das transcrições, análises, interpretação e discussão dos resultados, escrita de trabalhos para periódicos e para eventos científicos”, detalha a professora Gabriela.

A professora Gabriela Andrade da Silva falou sobre a participação no estudo e os resultados encontrados, em entrevista concedida à ACS.

 

Qual a situação atual do PVC (tenho em vista que a pesquisa foi realizada de 2015 a 2018)?

Gabriela Andrade da Silva: O PVC continua vigente, beneficiando mais de 4 mil pessoas atualmente. Conforme mostrou nosso trabalho, o benefício tem possibilitado que essas pessoas retomem suas vidas: andar pela rua, fazer amizades, cuidar da casa, namorar, retomar estudos e até mesmo trabalhar têm sido algumas das diversas conquistas. Estamos numa época de retrocessos nas políticas de saúde mental, com o retorno gradual da lógica manicomial. Por isso, manter o programa em funcionamento e avaliar seu impacto é fundamental para mostrar que há alternativas efetivas que podem substituir as práticas de internação e isolamento.

 

Sobre a experiência metodológica do CAP, que preocupações orientaram a definição e a articulação dos métodos usados? Como foi a experiência de incluir beneficiários e trabalhadores no processo dessa pesquisa?

Gabriela Andrade da Silva: A instalação do CAP se deu para assegurar a uma maior horizontalidade entre pesquisadores e participantes da pesquisa. Em geral, os métodos de pesquisa originados no âmbito das ciências naturais têm como pressuposto que, quando fazemos uma pesquisa, é possível manter um distanciamento do objeto, de forma a apresentar descrições imparciais dos fatos, isentas de subjetividade do pesquisador. Entretanto, essa concepção tem sido questionada, sobretudo nas pesquisas em ciências humanas.

Nada em uma pesquisa é isento de subjetividade. A escolha dos pesquisadores determina a pergunta de pesquisa, o tipo de metodologia, a análise, quais resultados serão apresentados e como serão discutidos. São questões que guardam relação com conhecimentos técnicos e consensuais na comunidade científica, mas que também são determinadas pelas experiências e percepções do pesquisador. Assim, nas ciências ditas “duras”, a subjetividade do pesquisador é vista como um viés – isto é, um desvio, um erro. Entretanto, nas humanidades, consideramos que o erro é justamente admitir que alguma pesquisa não tenha vieses de subjetividade.

Desta forma, ao realizar pesquisa participante, é importante que essas escolhas possam ser compartilhadas, refletidas e negociadas entre pesquisador e participantes. Consideramos que o pesquisador também é participante da pesquisa e os sujeitos da pesquisa também compartilham, em maior ou menor grau, do papel de investigadores.

Assim, o CAP foi um espaço para proporcionar esse compartilhamento. Foi uma experiência rica! Em um primeiro momento, sentimos uma certa desconfiança das equipes de saúde mental dos municípios, por ser uma pesquisa avaliativa. Porém, conforme fomos conversando, compreenderam que nosso papel não era julgar o trabalho que faziam, mas construir junto com as equipes aquela avaliação e refletir sobre as potencialidades e os pontos que poderiam ser aprimorados. Assim, tivemos mais apoio nos trabalhos de campo. Nas interpretações dos resultados também consideramos ter uma boa contribuição do CAP: ao apresentar nossa avaliação a profissionais de saúde e usuários e permitir que falassem e até mesmo discordassem de nossa visão, surgiram novos insights.

 

A maior parte da população atendida corresponde aos grupos mais vulneráveis em termos sociais, econômicos e culturais, e os beneficiários estão se tornando idosos com histórico de institucionalização. O quanto o PVC está conseguindo amenizar ou reorganizar essas questões? Que desafios estão postos?

 

Gabriela Andrade da Silva: O PVC é um auxílio-reabilitação de R$ 412,00 (quatrocentos e doze reais). O valor é relativamente pequeno – menos da metade de um salário mínimo – e, portanto, certamente não é suficiente para manter todas as necessidades dos beneficiários. Entretanto, o auxílio não foi pensado como ação isolada, mas sim dentro de um contexto em que se pressupõe apoio familiar (quando possível), profissional (de trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial), moradia (quando estão em residências terapêuticas), saúde (pelo SUS) e, muitas vezes, outros benefícios, tais como aposentadorias e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Assim, o que observamos foi que as necessidades básicas da vida, tais como alimentação, moradia e saúde, quase sempre estavam sendo supridas por outras fontes. O PVC, além de apoiar essas necessidades diárias quando necessário, também foi reconhecido por usuários e profissionais pelo aspecto de permitir que o beneficiário comprasse outras coisas, que podem à primeira vista parecer supérfluas, mas são justamente aquilo que proporciona que eles voltem a ser sujeitos, que façam escolhas e expressem vontades. Por exemplo: roupas, cosméticos, eletrônicos, instrumentos musicais, brinquedos, atividades de lazer. Poder escolher o que comprar, de que marca, de que cor, em que local, é uma forma de criar e expressar identidade, que é justamente o que foi apagado no processo de institucionalização dos manicômios.

Além disso, essas pessoas costumam criar laços com a comunidade por meio das compras. Ao frequentar a padaria do bairro, a mercearia, a academia, o salão de beleza, os beneficiários criam vínculos e passam a ser aceitos como cidadãos. Isso contribui para a desconstrução de preconceitos e integração com a vizinhança, com o território.

É sempre importante ressaltar que o PVC é fundamental para a reabilitação psicossocial, mas não pode ser o único benefício nesse processo: deve estar inserido como mais um elemento em uma complexa rede de serviços e apoio.

 

Que achados são importantes subsídios para melhorar essa política pública?

Gabriela Andrade da Silva: Esse resultado é extremamente relevante atualmente, pois desde 2017 temos observado retrocessos nas políticas públicas de saúde mental. Por exemplo: o hospital psiquiátrico foi reinserido na Rede de Atenção Psicossocial, inclusive permitindo-se internações de longa duração. Essa prática, embora defendida por parte dos profissionais de saúde, não se sustenta com base nos resultados desta e de outras pesquisas. Agora podemos dizer com toda a convicção que o PVC é um programa efetivo, que deve ser mantido. Na realidade, considero que o custo dessa intervenção é até bastante pequeno em relação às vantagens que proporciona no processo de desinstitucionalização.O principal achado foi que todos os 109 participantes da pesquisa, que iniciaram a desinstitucionalização e recebiam o PVC há treze anos, estavam em melhores condições do que durante a internação, em todos os aspectos: saúde física, saúde mental, vínculos, autonomia. Ou seja, a pesquisa mostrou que é possível realizar a desinstitucionalização e que a convivência em comunidade tem efeito terapêutico muito superior à internação.

Por outro lado, também constatamos que a autonomia dos usuários poderia estar ainda melhor – sempre pode melhorar, na verdade, pois é uma construção diária. Observamos que em algumas situações, o excesso de preocupação levou a práticas de cuidado que tendem a um controle desnecessário. Estando dentro do serviço, é preciso que profissionais sempre se perguntem qual é a justa medida entre cuidar/proteger e promover a independência/autonomia. Nesse sentido, tanto nos encontros do CAP quanto em nossas publicações, fizemos algumas reflexões sobre situações em que a autonomia poderia ser mais incentivada.

 


Heleno Rocha Nazário
Jornalista – Mestre em Comunicação Social (PPGCOM/PUCRS)





















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