“ZÂMBIA”: ONDE DAR LUZ DÓI MAIS QUE DAR À LUZ
Minha avó dizia que a pior dor é a do parto e que se o dom de parir fosse dado aos homens, estes não aguentariam, morreriam de dor e ia faltar homem no mundo.Como se não bastassem os buracos e o lamaçal dos logradouros conjugados Faelba e Santo Antônio de Pádua, pertencentes ao bairro Hernani Sá, ainda temos que conviver com uma “Zâmbia” às escuras, até em noites de lua.
Difícil entender por que o poder público municipal não executa ou providencia junto à concessionária de energia (nem sei se é o caso) o serviço de, simplesmente, passar uma fiação e colocar lâmpadas nas luminárias dos 4 (quatro) postes instalados no local e que não estão interligados, como mostra a foto. Seria tão difícil e dispendioso assim? Não compensaria – a custo financeiro tão irrisório – o benefício aos alunos do turno da noite do colégio CAIC, que têm medo de transitar naquela via num breu absoluto e preferem, por segurança, utilizar outro percurso mais longo, contanto iluminado? Será que não compensaria, o benefício da inibição do descarte de lixo doméstico à noite e a prevenção contra outras atividades criminosas favorecidas pela escuridão, como assaltos, tráfico/consumo de drogas, estupros e até desova sabe-se lá do quê?
Fico imaginando o quanto poderia repercutir positivamente para o Município e suas Secretarias tornar a “Zâmbia” um local iluminado. Ao Município seria, proporcionalmente, uma tarefa tão simples quanto você trocar uma lâmpada em sua casa. E a custo quase zero.
Pensemos na abrangência positiva do feito, a começar pela suposta iniciativa elogiosa da Secretaria do Desenvolvimento Urbano, provável executora do serviço. Aí refletiria positivamente na Secretaria do Desenvolvimento Social, pelos benefícios proporcionados aos estudantes e moradores do entorno dessa que não parece mas é uma imortante artéria de ligação entre URBIS, Faelba e Santo Antônio de Pádua; a iluminação se converteria em conforto e melhora na qualidade de vida dos cidadãos. Em seguida, resvalaria de forma igualmente positiva na Secretaria do Meio Ambiente, pelo esforço em inibir o descarte de lixo doméstico naquela via pública. A Secretaria de Saúde agradeceria, pois quanto menos lixo acumulado, menos doenças e menos despesas com medicamentos. Quer mais? A segurança dos munícipes sendo preservada de forma responsável e preventiva, graças à iluminação do lugar. Por sua vez, a pasta da Comunicação Social faria seu papel na divulgação da medida adotada, enfatizando como um trabalho, mesmo que simples e a baixíssimo custo, pode gerar diversos benefícios à comunidade. Resultado final: Município e população, todos ganhando e, de quebra, uma “levantada” na já desgastada imagem do nosso burgomestre.
Infelizmente, não obstante a tudo isso, trazer luz à “Zâmbia” parece ser um verdadeiro parto.
Já que a esperança é a última que morre, aguardemos, então, o nascimento da criança. Se vier, que seja iluminada.
Nilson Pessoa




























































Lamentável; E segundo a Secom da PMI, com a caríssima terceirização da iluminação pública, Ilhéus ficaria mais iluminada que o céu em noite de lua cheia!