REALIZAÇÕES E HISTÓRIA DA CEPLAC 1957-2014

 2003 – CEPLAC – ABSORÇÃO  PELA  EMBRAPA

 

                    Esta foi mais uma tentativa. Momentos de irritação pelo descaso e falta de cumprimento da “promessa feita” pelo Presidente Fernando Henrique e Ministro Pratinni de Moraes. Em visita à região do Cacau, rápida, política e cheia de seguranças, os aproximadamente 170 presentes à reunião ouviram a promessa de resolver os problemas do funcionalismo da Ceplac. Isto é: incluir no chamado PCC – Plano de Cargos e Carreira, os desesperados servidores públicos do Cacau.

Diga-se de passagem, até hoje três de abril, NADA foi feito. Os poucos funcionários incluídos no plano de carreira, foram por uma decisão, ajuizada, séria e correta, da justiça federal brasileira.

Foi neste período de incertezas e insatisfação que os técnicos, em especial os pesquisadores da Ceplac, manifestaram o desejo de passar para o quadro de servidores da Embrapa.  Reuniões e até a busca de uma liderança científica foram aventadas, no sentido de fortalecer a idéia e resolver o angustiante problema dos ocupantes do Centro de Pesquisas do Cacau.

Logo, logo os pesquisadores começaram a sentir que as funções desempenhadas pela Ceplac não se restringem apenas às áreas de estudos e pesquisas agro-econômicas. A transferência de novos conhecimentos tecnológicos – via Extensão Rural – e a formação de uma mão-de-obra especializada – via Escolas Profissionalizantes –   representavam uma grande parcela dos objetivos institucionais.

Verificou-se que na Embrapa também existiam problemas salariais e funcionais e seu interesse institucional restringia-se à área de pesquisas – Centro de Pesquisas do Cacau, – com seus projetos técnicos científicos, seus respectivos autores e o importante patrimônio físico das áreas experimentais.

Outro aspecto considerado foi o fato de os servidores da Ceplac serem regidos pela legislação do serviço público federal e a Embrapa, tendo seu funcionalismo vinculado à CLT, o que diferencia significativamente quando o tema é aposentadoria.

Imaginava-se que esta absorção tinha algo de positivo. Talvez mais recursos financeiros para as pesquisas, facilidades de utilização da estrutura científica da Embrapa (laboratórios e equipamentos), melhoria salarial e o relacionamento com uma equipe técnico-científica das melhores no Brasil.

Finalmente, chegou-se a um consenso, que esta não era a melhor solução para o futuro da Ceplac. Melhor seria manter um enlace institucional, permanente, intenso e cooperativo visando à busca de soluções para os problemas da economia e da produção de Cacau.

Brasília, DF – abril 2003.

    Jorge Raymundo Vieira, Eng. Agrônomo MS – aposentado CEPLAC.


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