RITOS MAÇÔNICOS – ORIGENS E HISTÓRIA – PARTE III
Por José Everaldo Andrade Souza
Ir.’. Everaldo
Prezados seguidores do R2CPRESS, conforme anunciado em nossa edição anterior, estamos retornado com a terceira parte dos nossos estudos relativos aos RITOS MAÇÔNICOS.
RITO DA ORDEM DA ESTRELA DO ORIENTE
Pertencente à Maçonaria de Adoção, esta Ordem foi fundada em 1778, ignorando-se onde e por quem, e a cidade de Nova Iorque foi a sede de seu Patronato.
Divide-se em cinco pontos e baseia sua teoria nas Escrituras Sagradas. As personagens adotadas para tipificar estes cinco pontos, ou graus, encarnam altos ideais e virtudes maçônicas, com as seguintes nomenclaturas e significações:
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A Filha de Juphthah: ideal de obediência e respeito a um voto feito solenemente.
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Ruth: ideal de “Beleza” ou “Amiga”, exemplificado em seus costumes francos, simples, leais e corteses.
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Esther: ideal de fidelidade aos amigos.
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Marta: ideal da fé viva.
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Eleita: ideal da paciência e submissão mesmo ante a injustiças. Segundo as regras estabelecidas pelo Grande Patronato, só as esposas, viúvas, irmãs ou filhas de Mestres maçons regulares eram credenciadas para receber este grau. Para ser iniciadas, as filhas e irmãs solteiras dos maçons deviam contar no mínimo dezoito anos de idade.
RITO DA ORDEM DA ESTRELA FLAMÍGERA
Ordem fundada em Paris em 1766 pelo Barão de Tschoudy, tido como o autor da maioria dos Rituais de instrução dos graus do Rito do Conselho dos Imperadores do Oriente e da reforma em dez graus, conhecida como Maçonaria Adoniramita. Compõe-se de graus cavaleirescos, baseados nas lendas das Cruzadas e de conformidade com o sistema templário jesuítico.
RITO DA ORDEM DA ESTRITA OBSERVÂNCIA
Rito fundado na Alemanha em 1764 pelo Barão de Hund, baseado na tradição mística das antigas Ordens de Cavalaria. Como alguns autores têm estigmatizado este Rito como de origem jesuítica e mesmo lançado suspeitas sobre a idoneidade moral de seus criadores e primeiros seguidores, é oportuno tornar conhecido o comentário do Reverendo Carlos H. Vail em Los Misterios Antiguos y La Masoneria Moderna: “ Alguns escritores maçônicos tratam de falsários e charlatães os diretores da Estrita Observância, o que não se pode admitir, pois pertenceram a ela oficiais, homens cultos e nobres de grande reputação. Grande parte dos membros desta Ordem pertencia também aos Rosa-Cruzes e a outras sociedades análogas, e buscava a Porta Apertada e o Caminho Estreito que conduz à Sabedoria”
Depois de algumas alterações e modificações, o Rito ficou constituído em sete graus. Posteriormente se deram várias cisões nesse Rito, das quais resultaram os ramos da Exata Observância e a Lata Observância, que com suas reformas muito concorreram para o seu desmembramento, o que veremos à seguir no Rito da Ordem do Templo.
RITO DA ORDEM DA FELICIDADE
Rito criado em Paris em 1742 por Chambonnet e vários outros oficiais da Marinha, e que se compunha de quatro graus: Grumete, Patrão, Chefe de Esquadra e Contra Almirante, sendo da terminologia náutica todos os seus emblemas e vocabulários. Sua Loja se denominava Esquadra.
RITO DA ORDEM DA PERSEVERANÇA
Ignoram-se a época e o lugar da fundação deste Rito, cuja sede central foi em Paris em 1777. Compunha-se de cavaleiros e damas provindos das classes sociais mais elevadas, mas sujeitos todos a passar por determinadas provas antes de sua admissão, a não ser quando justificassem haver prestado algum serviço importante à humanidade.
RITO DA ORDEM DE CRISTO
Rito templário fundado em Paris pelo ano de 1806. Compunha-se de muitos graus de iniciação, cujas fórmulas se baseavam nos altos graus que então ostentavam todos os sistemas, e dos quais se destacavam os seguintes: Cavaleiro da Tripla Cruz (que se conferia depois do Rosa-Cruz), Cavaleiro da Águia Branca e Negra ou Grande Eleito Kadosh, Cavaleiro Adepto ou Querubim, Cavaleiro da Ordem de Cristo ou Soberano Comendador do Templo. Foi seu autor um português chamado Nunes.
RITO DA ORDEM DE PALLADIUM ou SOBERANO CONSELHO DA SABEDORIA
Ordem fundada em Paris em 1737, e cujo autor remonta sua origem à escola de Pitágoras. Compõe-se de dois graus apenas: Adelfa e Companheiro de Ulisses. Um retrato de Fenelon adorna o ritual, que termina com uma nomenclatura dos benfeitores da humanidade, aos quais se podem ir enfileirando outros, alçados posteriormente a essa categoria.
RITO DA ORDEM DE SÃO JOAQUIM
Este Rito, pertencente à Maçonaria chamada cristã, foi criado em Leutmeris (Boêmia) em 1756, e só aceitava nobres de pura estirpe. A cerimônia de ingresso na Ordem, demasiado aparatosa, era realizada num templo católico.
RITO DA ORDEM DO TEMPLO
Organizado primeiro no Capítulo de Clermont, de Paris, foi depois transferido dali para a Alemanha pelo Barão de Hund, que nesse Capítulo recebeu as linhas de sucessão em 1743 e fundou numerosas Lojas Templárias alemãs, e em 1764 criou a Estrita Observância, cuja estrutura era eminentemente templária.
Os Ritos criados posteriormente adotaram como tema obrigatório nos últimos graus a lenda da pretendida restauração dos antigos Templários, e suas alegorias giravam todas em torno da rememoração do trágico fim dessa Ordem e do martírio de Jaques de Molay, seu Grão-Mestre. Em 1806 surgiu em Paris uma associação com o nome de Ordem do Temple, composta de seis graus, que, posteriormente, em 1808, tiveram a sua nomenclatura alterada.( Cf. Rito da Ordem da Estrita Observância, visto em capítulo anterior).
RITO DA ORDEM DOS ARQUITETOS DA ÁFRICA ou DOS IRMÃOS AFRICANOS
Rito criado na Prússia em 1767, por iniciativa de Frederico II, com o escopo principal de promover o estudo das ciências e pesquisas históricas da Maçonaria. Anualmente se celebrava uma reunião solene, em que se premiava com uma medalha de ouro, conferida pelo Rei, o melhor trabalho elaborado sobre a história da Ordem.
Constava de onze graus, divididos em três grupos e distribuídos em dois templos.
Em breve retornaremos com mais etapa desse estudo relativo aos RITOS MAÇÔNICOS.
JOSÉ EVERALDO ANDRADE SOUZA
MESTRE MAÇOM DA LOJA ELIAS OCKÉ – Nº 1841
FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL – RITO BRASILEIRO
ORIENTE DE ILHÉUS – BAHIA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Joaquim Gervásio de Figueiredo Gr. 33
MAÇONARIA:
seus mistérios
seus ritos
sua filosofia
sua história
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