7 de abril: Dia de Paralisação do atendimento a planos de saúde
Médicos paulistas fazem passeata no Centro de São Paulo
Profissionais de medicina vão às ruas para esclarecer população sobre os problemas recorrentes do sistema suplementar
Em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, os profissionais de medicina de São Paulo farão uma grande passeata na capital para alertar a opinião pública sobre o desrespeito dos planos de saúde à assistência médica, com graves interferências na autonomia e defasagem inaceitável dos honorários. Na mesma data, será suspenso o atendimento eletivo em todo o país, conforme movimento deflagrado pelas entidades nacionais.
O ato de protesto é organizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Sindicato dos Médicos de São Paulo, Academia de Medicina de São Paulo e Sociedades de Especialidade no Estado. O ponto de encontro será o estacionamento da APM (Rua Francisca Miquelina, 67), a partir das 9h30. Trajados de jalecos brancos, os médicos sairão em protesto até a Catedral da Sé.
Figurantes com jalecos esfarrapados e médicos com narizes de palhaços e apitos dão tom inusitado à manifestação
A manifestação também terá caráter inusitado, pois figurantes com jalecos esfarrapados encenarão como o poder aquisitivo dos profissionais de medicina caiu nos últimos anos em virtude de boa parte dos planos de saúde não reajustarem os honorários de consultas e demais procedimentos. Isso tem forçado médicos a acumularem vários empregos, sendo que atualmente há quem cumpra jornadas com cargas horárias inimagináveis para garantir uma renda digna.
Na passeata médicos também utilização narizes de palhaços e apitos, para protestar contra o fato de até hoje seus contratos com os planos de saúde não terem cláusulas de reajustes anuais obrigatórios, o que não ocorre com qualquer outra classe profissional do Brasil.
O ato público conta com o apoio de representantes dos usuários, hospitais e clínicas, parlamentares médicos, acadêmicos de medicina e diversos outros segmentos da sociedade envolvidos na saúde suplementar, como, por exemplo, o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP), a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (FEHOESP), a Ordem dos Advogados do Brasil, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) e o Conselho Federal de Odontologia (CFO). Profissionais de medicina do Grande ABC, Baixada Santista e região de Campinas, por exemplo, devem engrossar o coro dos manifestantes.
Passeata de protesto contra a desvalorização do trabalho e as interferências na autonomia
Saída: Sede da Associação Paulista de Medicina
Rua Francisca Miquelina, 67 (estacionamento)
Horário: A partir de 9h30 – Destino: Catedral da Sé
Mais informações: www.apm.org.br / www.cremesp.org.br / www.simesp.org.br



























































Parabens
Um movimento ètico que já vem se delineando a muito tempo, porem a voz do médico não ecoa…
Normalmente quando se fala de saúde na Mídia é para apontar um Mal ou Falso profissional.Pouco se discute sobre marcadores de saúde.
Gostaria de lembrar que algumas de nossas (sou médica com muito orgulho)reivindicações já tramitam a mais de 10 anos na Camara e/ou Senado sem falar naquelas que aguardam apenas Sansão presidencial…
As politicas publicas de saude falam somente de valores a serem repassados do Governo Federal para estados e municipios, pouco ou nada se discute sobre os projetos ou necessidades especificas de cd setor especificamente.
O maior sofrimento hoje é nos Recursos Humanos
Por isso chegamos até aqui
É necessario vontade política para que haja reestruturação da Saúde no País
Os problemas foram apontados e há muito tem sido discutidos, agora é necessario ação IMEDIATA