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abril 2011
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Heckel Januário em: TRIÂNGULO ETÍLICO

Na Cidade Nova, bairro meio-praiano daqui da Capitania dos Ilhéus, há três bares que possuem certas peculiaridades e são conhecidos como o “Triângulo Etílico” da Cidade Nova. Antes de conferirmos, salientamos que o –fechado – Bar de Macário fazia parte da figura geométrica, e o Bar de Marcinho (defronte ao Fórum Epaminondas Berbert de Castro), é candidatissimo a integrar o circuito e formar um quadrilátero, aguardando tão somente o parecer final do Bare´s Club.

O Zequito’s Bar, o tradicional do pedaço, localizado na Praça dos Vários Nomes (denominação dada por um freguês pelo fato da praça já ter sido Juscelino Kubitchek, Miguel Alves e Mizael Tavares; atualmente é Florêncio Gomes), possui no bojo das singularidades a de não vender comida, nem sequer um tiragostozinho. É o bar boteco boteco como no jargão do futebol se diria zagueiro zagueiro àquele beque marcador implacável e espanador, mas que se embanana todo ao sair jogando, ou seja, é do tipo basicão: nele só rola aquela “água que passarinho não bebe”, salvo nos fins de semana quando alguma iguaria é trazida por um paroquiano aficionado. Por outro lado supre não ter o “de comer” a liberdade de expressão, visto ser este um dos raros recintos da cidade onde o cidadão se gostar, se envolverá tranquilamente em discussões religiosas, políticas, falar dos maus políticos (é o tema de preferência), e até discutir “baba de praia” dentre outros ecléticos assuntos sem a menor nem prévia censura, porque dentro de seus limites a razão de cada um é considerada um direito inviolável. Mas fique de olho o neófito, a Casa pode assustá-lo: Não deixe ao se deslocar, indo, por exemplo, ao WC, jamais seu copo ou qualquer pertence sobre a mesa dando sopa, pois em seu retorno, poderá não encontrá-lo. Aí, quem bobeia dança direitinho! Claro, sendo uma das qualidades do ambiente, tudo se faz na base da sacanagem, da brincadeira, e com a suprema equiescência e participação do considerado Zequito, o comerciante.

Já o Bar de Iratê e o Bar de Borrachinha localizados na parte norte da Av. Soares Lopes, são vizinhos. No primeiro a particularidade é o churrasco de pronto preparo, podendo o cliente saboreá-lo ouvindo casos e contos interessantes da cidade ilheense narrados pelo proprietário e por calejados usuários, não se esquecendo, entretanto, da devida precaução de não se encher de entusiasmo para não se tornar um dos personagens dessas histórias. O Bar de Borrachinha é recém-inaugurado e é especializado em bons e exóticos petiscos. Como o dono é um “chef”, o gourmet terá à sua disposição pratos dos mais variados como a “Feijoada Mexicana”, a “Língua ao Molho Madeira” e outros, agora, se ele não for daqueles cheio de “não-me-toques” e de “nove-horas”, e se tiver licença do Ibama em mãos, pedirá para degustar um “Macaco Assado com Farofa” ou uma “Sucuruiuba ao Molho Pardo” feito na hora.

No Triângulo a espiritualidade tanto do lado empresarial quanto da freguesia –e boa parcela é freqüentadora dos três– é notória e curiosa. Para se ter uma ideia, por continuar inacabado um serviço público de esgotamento pluvial nas imediações do Zequito’s Bar, transtornando o acesso da clientela motorizada, um desses incomodados não tardou em apelidar a obra de Túnel do Tempo. Recentemente, ao sabor de chuvas torrenciais que alagaram a Av. Soares Lopes, os empresários, diante do prejuízo iminente, mesmo sendo competidores no negócio, trataram de se socializar não hesitando ao diálogo: “Viu vizinho que alagação retada?! Por pouco não me causa danos na Casa!” Pontuou o do Bar Borrachinha. “Ora, se! Por um triz a água não me invade. Eu não sei não; colega, por muito que se fucem esses bueiros, a zorra permanece entupida, e olhe que moro aqui há uma porrada de tempo!” enfatizou o parceiro.

Note que além da patente solidariedade, o prenome ou o cognome dos donos caracterizam o nome de fantasia dos estabelecimentos, incluindo o do ex, Macário, e o do Marcinho, candidato a formalizar a quadrilateral área etílica. Uma outra característica marcante é a cerveja: Ó, sai geladíssima! Confira.


Heckel Januário

2 respostas para “Heckel Januário em: TRIÂNGULO ETÍLICO”

  • LUIZ CASTRO says:

    Foram citados vários bares do triangula etilico, contude esquecer do Bumba Meu Boi na Avenida Soares Lopes, que já teve seus tempos aureos.
    A próposito devo informar que o nosso amigo Louredncinho tem conmta corrente em todos bares do triangulo, contudo o pagamento somente acontece após a distribuição de sua renda no INSS com as suas kengas; Zwquito que o diga quanto sofre pçara receber!!! ufaq!!!

  • Heckel Januário says:

    Oi Luis Papa, correto, o Bumba Meu Boi poderia enquadrar a lista, só que se tratou de bar, com destaque para os basicões como o de nosso Zequito, rsrsrsr. O Bumba, no caso, especifica um restaurante, mas valeu a observação. É isso, o nosso Lourencinho é realmente querido.
    HJ

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