Ir para Aritaguá
A recente decisão do governo da Bahia, alterando o local da instalação do Complexo Intermodal, foi largamente comemorada pelo grupo que se opõe ao empreendimento. De seu lado, os que apóiam o Porto Sul alegam que nada mudou na prática, e que nenhuma grande diferença fará a decisão do governo. Defendem que o evento não foi uma derrota para as pessoas de Ilhéus, que aguardam a execução do projeto.
Mas foi. Não adianta tapar o sol com a peneira.
O Complexo Intermodal segue sendo a única alternativa concreta para retirar esta cada vez mais pobre região ex-cacaueira da crise econômica em que se encontra. Ilhéus precisa do Porto, haja vista o decrescimento constante de sua população, a insuficiência crescente de sua arrecadação e a total estagnação econômica que a cidade vive.
Infelizmente ocorre que a vontade das pessoas, a necessidade da região e as carências da cidade não mudam os fatos: o Complexo Intermodal sofreu um duríssimo golpe.
Porque a mudança requererá novas análises. E os que são contrários certamente carregarão novamente suas armas, agora ainda mais animados com a vitória momentânea, e voltarão artilharia cerrada contra a instalação do Complexo em Aritaguá.
Bem como, aliás, qualquer outro ponto do litoral ilheense.
Os prejuízos não são apenas no prazo e nos custos da obra. Há uma grande perda política, que com certeza será muito eficientemente capitalizada pelo grupo que se opõe ao Complexo. Eles já mostraram que jogam muito bem nos bastidores da Imprensa e da Política.
Daqui de Ilhéus não se vê o alcance das ações contrárias ao projeto. Porque esse jogo está sendo jogado em São Paulo, com ONGs de fora da região Sul da Bahia, no Rio de Janeiro, em conjunto com os bastidores da grande imprensa nacional, e em Brasília, junto à classe política.
Daqui da cidade de São Jorge o horizonte é finito. A vista dá conta de que o Complexo virá, é uma realidade iminente. Todavia, lá fora, de onde se tenta impor, com mão de ferro, uma decisão contra a vontade das pessoas daqui, a impressão é bem outra.
Os que desejam ver o Complexo se tornar realidade que se cuidem. E se movam.
O jogo não está decidido ainda, mas o Rei está em xeque.





















































EX CACAUEIRA?? ainda tem cacau na mata e muitaS ARVORES PROTEGIDAS POR ESTA CULTURA…
O “Ex-cacaueira” não é porque não tem mais Cacau para disputar de verdsade contra a concorrência. Cacau há e sempre haverá. Mas hoje o Sul da Bahia, que já foi protagonista nisso em outros tempos, faz um mero papel coadjuvante. Vejam a disposição de alguns países da África produzirem Cacau de verdade.
Mesmo no Brasil, em poucos anos, o maior produtor não será mais a Bahia. O Pará já se prepara para tomar a dianteira.
Leia mais em http://alvarodegas.blogspot.com/2009/08/cesta-eovos.html
A região ainda produz Cacau. Não há dúvidas. Mas não é mais exatamente uma região “cacaueira”.
Aritaguá é mais perto da cidade não?
Quer dizer estamos condenados a cheirar pó de minério de ferro nesta cidade, onde não há um único hospital decente?
Até quando vamos ser meros carregadores de commodities (começou com o pau brasil) para colocar no barco para os gringos levarem embora (eram os portugueses, agora os chineses)?