Nota da Associação dos Professores da UESC à Comunidade
Na tarde da última terça-feira (12) foi realizada uma reunião do Fórum dos Reitores com o secretário de Educação. Infelizmente, esta reunião foi marcada pela indisposição do governo em revogar o decreto 12.583/11 que praticamente inviabiliza o funcionamento das universidades estaduais da Bahia. O Governo, aliás, deixou claro que continuará com o tratamento que vem sendo dado às universidades estaduais.
O desinteresse do Secretário Oswaldo Barreto em tratar com as universidades ficou evidente no momento em que ele informou que estava ali “somente para ouvir” e que não teria nada a dizer já que ele “não dispõe da competência e da prerrogativa para revogar o decreto”. Ou seja, aquela seria uma reunião sem nenhum sentido prático. É difícil de entender a autoridade de um secretário de governo que comparece a uma negociação sem ter a autonomia necessária, recusando-se assim a discutir a pauta em questão.
Por esse motivo, não houve avanço na solução dos problemas apresentados pela comunidade acadêmica. O secretário se “comprometeu” a “conversar com o governador”, embora sem nenhuma data para continuar os entendimentos. Desta forma, em função da indecisão do governo, a reunião da próxima sexta-feira (15/04), que poderia ser utilizada para avançar nas negociações, terá que ser usada apenas para se tentar iniciar novamente a negociação pelo interesse das universidades estaduais da Bahia.
Os professores permanecem inflexíveis no melhor interesse deste patrimônio de todos os baianos.




























































Caro Rabat,
Diante do descrédito de atitudes como essa do secretário de Educação Oswaldo Barreto em reunião com os representantes dos professores universitários baianos, às vezes eu não acredito que o Partido dos Trabalhadores,o outrora aguerrido PT, está no comando do governo da Bahia e, muito menos, que o governador Jaques Wagner um dia tenha sido sindicalista…
Ao que parece, todos eles se renderam às imposições do sistema capitalista,às regalias e benesses do poder para abandonar, definitivamente, os ideais éticos que apregoavam a valorização da Educação, das Universidades e dos trabalhadores professores para, enfim, revelarem-se muito mais brutos,insensíveis e perseguidores do que os mais ferrenhos políticos de “direita” que tanto criticavam.
Jaques Wagner,os seus secretários e os deputados que lhes dão sustentação se sentem extremamente confortáveis como os novos burgueses baianos, enquanto que os professores da UESC, UESB, UEFS e UNEB são reconhecidos como os de mais baixa remuneração de todo o Nordeste brasileiro, além de não gozarem do mínimo respeito por parte do governador do PT que, sequer, os recebe numa audiência deliberativa.
As práticas do atual quadro de comando político baiano precisam ser repensadas…
Um abraço fraterno,
Dirceu Góes – Jornalista e professor do Curso de Comunicação Social da UESB.