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A PREFEITURA E O CRIME DAS FRUTAS.

De: Prepúcio Batráquio dos Anjos
Assunto: A PREFEITURA E O CRIME DAS FRUTAS.

Corpo da mensagem:
Que me permitam aquele que lerem este post, pelo emprego duma palavra pouco usual e, ate desrespeitosa: Será que os nossos representantes políticos na Prefeitura, que nada fizeram nem o farão por Ilhéus, associaram-se à contravenção que impera em nossa cidade? Eles por acaso sabem que Contravenção é crime previsto em lei.
Explico: De repente resolveram retirar sem aviso prévio e com o emprego da truculência, os vendedores de frutas e seus carrinhos do ganha-pão das ruas! Na tora!

Entendo que muitos desses vendedores de produtos perecíveis, frutas, adquiridas com sacrifício e ate em consignação com os atravessadores. Devam ser devidamente realocados para pontos urbanos e administrados para que não interfiram nem obstaculizem o livre acesso e movimentação dos pedestres e automóveis nas ruas de nossa cidade; e muito menos, que se agrupem formando mini-feiras a exemplo daquelas existentes à porta do Banco do Brasil; na Rua D. Pedro II e Almirante Barroso, Etc.

Outrossim, o que nos deixa pasmo é que, seletivamente, apenas os vendedores de frutas; digam-se, legítimos; pois suas frutas não são falsificadas, foram seletivamente os penalizados com mais esse “decreto” incongruente e injusto sobre o trabalhador do mercado informal honesto e legítimo (à exceção dos pirateiros, é claro. Esses são contraventores consentidos e aceitos pelos “Poderes Públicos”).
Daí a nossa dúvida: A contravenção tem participação associativa com o Governo Municipal? Explico: Na tora; retiram das ruas os vendedores de frutas e legumes (infalsificáveis), e deixam deitarem e rolarem sobre os passeios, calçadões, ruas, portas de bancos, igrejas e lojas do nosso comércio, centenas de vendedores ambulantes contraventores que comercializam DVDs e CDs piratas (são centenas mesmo. Há um crescimento monstruoso nesse ramo por aqui. Acredita-se que em Ilhéus haja dezenas de “fábricas” desses produtos de altíssima lucratividade). E mais… Telefones celulares; relógios; óculos e exames oftalmológicos na hora; tensiômetros, sapatos e sandálias, roupas, ferramentas, apostilas e materiais escolares, brinquedos, serviços sexuais, materiais eletroeletrônico, facas e talheres… Etc. Tudo pirateadíssimo made in Paraguai e China. Será que eles pagam impostos? E encargos sociais? E COFINS? E ISS? Eu acho que eles votam! É um enorme contingente de eleitores. Melhor não mexer com eles. São peixes! Diriam alguns políticos.

Minha gente, Ilhéus está abandonada e prostituida política e administrativamente. Não fosse o ter que levantar da poltrona em frente da televisão pra chegar ate a janela da sala e gritar a plenos pulmões: “PREFEITO E SECRETÁRIOS! NÓS ESTAMOS SATISFEITÍSSIMOS COM O TRABALHO DE VOCÊS!”. Ou invés disso; ficamos mandando e-mail e post de congratulações pelo que estão de “flato” nos oferecendo, muito mais que merecemos; seriamos reconhecidamente melhores credores de tanta dedicação, trabalho e altruísmo administrativo-governamental bem como, da imensa atenção que imerecidamente somos contemplados.

Felizmente, à última hora, ficamos sabendo que ELES recuaram pra trás (é tautologia mesmo) dos gabinetes e colocaram “O Decreto” em banho-maria. Os vendedores de frutas, sabiamente anteciparam-se. Obstruíram com seus carrinhos de mãos abarrotados de frutas, o acesso ao Palácio Paranaguá. Será que ELES chuparam as mangas?
Minha solidariedade aos vendedores de frutas. Na melhor das hipóteses, elas são nossas, foram plantadas, nascidas e cultivadas no nosso querido Brasil.

E dizer que votei nisso! Que Vergonha me dá.


Esta mensagem foi enviada através do formulário de contato do site R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade http://www.r2cpress.com.br/v1

1 resposta para “A PREFEITURA E O CRIME DAS FRUTAS.”

  • Jorge Luiz Araújo dos Anjos says:

    Caro amigo dos Anjos, a maior parte do seu texto possui argumentos corretissimos e dificeis de serem contestados. Porém, a possivel permissividade em relação a permanência de vendedores ambulantes em alguns locais do centro é totalmente fora de próposito. Um erro não justifica outro.
    O Poder Público nunca consegue resolver o problema em razão de alguns fatores, tais como:
    1-Fiscalização feita de forma parcial(existe indicios de pagamento de propina)
    2-Ingerência politica(sempre aparece um padrinho)
    3-Alguns lojistas oferecem abrigo aos vendedores de contrabando
    4-O problema social (não pode transformar-se em regra)
    5-Falta de segurança e respaldo administrativo para os Fiscais

    A única certeza que tenho é que, se a fiscalização deixar de existir, o comércio no centro da Cidade, ficará com uma paisagem bem parecida com a existente em alguns paises da África (apenas um exemplo).

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