WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
secom bahia


abril 2011
D S T Q Q S S
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930








Paulo de Oliveira em: POBRES BRASILEIROS

Meditando sobre o Brasil e as conseqüências pós-eleições, recordei-me do que disse a Ex-Ministra da Economia Dona Zélia Cardoso de Melo, a Dama de Ferro do governo do Presidente “Pop Star” Collor de Melo (1990-1992), quando justificou o plano econômico e o confisco da poupança. Ela, adornada pela prepotência, disse em rede Global que:

– “O povo é só um detalhe”.

– “No final tudo acaba bem. Se as coisas não estão bem, é porque ainda não chegou o final.”.

Maldição ou não, ela foi condenada ao esquecimento, o governo Collor ruiu como um castelo de areia minado por escândalos e corrupção.

Com o esquema PC Farias denunciado por seu irmão Pedro Collor, a juventude nas ruas de “caras pintadas” pressionou o Congresso Nacional, que votou o “Impeachment” que afastou Fernando Collor definitivamente da Presidência da Republica do Brasil. Oito anos de inelegibilidade.

Apesar do desastre Collor, no seu governo neoliberal foi dado o início da abertura da economia para o comércio exterior, um ato importante que marca até os dias de hoje, quando decretou o fim das reservas de mercado, liberando as importações, principalmente de produtos de informática, bebidas, tecidos, bens duráveis e de produção, automóveis, etc.

O seu vice-presidente Itamar franco assumiu a presidência (1992-1995) e deu outra postura ao governo. Mudou os rumos da economia, cortou zeros da moeda e implantou a URV (Unidade Real de Valor), fincou com isso as bases fundamentais para o Plano Real, elaboradas pelos economistas Pérsio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Edmar Bacha, Clóvis Carvalho, Winston Fritsch, entre outros. Ele tentou promover o Fusca como carro popular do Brasil, defendeu a isonomia dos salários entre os três poderes e era contra a privatização do setor energético. Temperamental, foi colocado em segundo plano diante do status do seu super ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso (19931994). Destacamos duas de suas frases emblemáticas que foram:

“Resisti ao projeto neoliberal que se iniciara no governo Collor, e não concordei com a privatização de setores estratégicos, como os da energia e das telecomunicações.”

– “Os números não mentem, mas os mentirosos fabricam números.”

Nas eleições seguintes, “pongado” no sucesso do Plano Real, o ministro de Itamar, o sociólogo intelectual Fernando Henrique Cardoso o desprezou e se proclamou o pai do Plano Real, fato exaustivamente fantasiado e alimentado pela mídia global. FHC foi eleito presidente (1995-2003). Depois de sua posse, abandonou suas teorias acadêmicas e literárias, dizendo:

“… Esqueçam vocês tudo aquilo que eu disse e escrevi…”.

– “Fui ministro da Fazenda, o que não significa que eu entenda muito de economia. Para ser um bom ministro, não é preciso saber de finanças, mas conhecer quem saiba.”

Com essa confissão seguiu em frente com as diretrizes do plano original idealizadas pelos economistas de Itamar Franco, extinguiu a URV e criou a moeda Real (R$). FHC implantou outras medidas econômicas e, ignorando suas conseqüências para os mais pobres, cumpriu o primeiro mandato com o processo de privatização a todo custo, popularizou o Real e se reelegeu para um segundo mandato na euforia da nova moeda. Porém, com as seguidas crises mundiais despindo a fragilidade da economia do Brasil, forjada no Plano Real já enfraquecido e desvalorizado, em vias de inflação alta, o Brasil havia deixado de ser a 8ª economia mundial e passou a figurar a 24ª posição. Houve escassez de investimentos externos, apesar das controvertidas privatizações das empresas estatais mais rentáveis do Brasil por FHC, quando estatizou a banda podre (prejuízos) e transferiu para iniciativa privada a banda saudável (lucrativa), a preços acionários simbólicos e ainda emprestou dinheiro do BNDS a perder de vista aos compradores.

No segundo mandato de FHC o Brasil amargou índices de desenvolvimento humano – IDH um pouco melhor que o do paupérrimo Haiti, que figurava a ultima posição. Simultaneamente o risco país (Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+) – Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes – popularizado durante a crise de confiança do Brasil, quando atingiu a taxa (EMBI+) de 2436 pontos, maior grau de instabilidade já registrada na história do Brasil. Esse foi o pior resultado que o risco-país havia atingido. Essa pontuação recorde foi registrada logo depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter liberado um empréstimo de US$ 30 bilhões para socorrer a economia brasileira, aumentando ainda mais sua divida externa. Em tese, segundo analistas renomados, isto fortaleceu e favoreceu a campanha do Torneiro Mecânico Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.

Estes fatores, associados ao enfraquecimento da economia, deram ao “temido” torneiro mecânico Lula a oportunidade de ser presidente do Brasil (2003-2011). Lula foi eleito e quando posse disse:

“… No meu governo eu não descansarei enquanto o povo pobre desse país fizer três refeições por dia, café da manhã, almoço e janta…”.

Essa frase foi marcante na era Lula. Os neoliberais (Collor e FHC) não se lembraram de governar para o povo e pelo povo, sendo que isso, mais a liberdade de expressão, que são alguns dos princípios básicos da democracia, conseqüentemente dos seus delírios mega-econômicos, 45 milhões de brasileiros foram lançados imperiosamente à miséria absoluta, os da classe média ficaram pobres e alguns ricos foram rebaixados à classe média, entre outros fatores agravantes como as crises da saúde, educação, segurança, moradia, desigualdade social, etc., tudo isso em nome do neoliberalismo.

Sem modéstia ou sutileza de caráter eles ignoraram o POBRE BRASILEIRO. Eles revelaram suas intenções e prioridades de governo, limitados basicamente a números e coeficientes econômicos que beneficiaram o capital especulativo em detrimento do fomento da indústria, do comercio e da agricultura, aplicou insignificantes programas sociais que não atenderam a maioria pobre ou classe média.

Os resultados desses governos e suas teorias extravagantes e neoliberais, na prática foram desmistificados após o advento do governo Lula, emergido das urnas principalmente pelo voto do povo da classe média e de baixa renda, do Norte e Nordeste. O governo de Lula com seus questionados programas econômicos e sociais conseguiu reverter o processo de risco país, emprego, inflação, empobrecimento, etc., com um misto de populismo e carisma, controle da economia, investimentos em infra-estruturas e programas sociais.

Ele viajou o mundo inteiro no seu primeiro mandato. Num de seus discursos disse que: 60% da economia brasileira dependiam dos EUA, que seu papel como governante era mudar esse quadro buscando novos parceiros comerciais, inclusive Índia, Paquistão, Emirados Árabes, países africanos, China e Rússia (os temidos comunistas de outrora). Lula alcançou índices de popularidades recordes e conseguiu eleger sua sucessora Dilma Roulsseff (a dama da torre), uma economista rebelde do “holocausto” militar que fez parte de uma triste história do país, que derrotou o neoliberal José Serra. Seu governo ainda está no seu quarto mês e mantém o país com razoável estabilidade. Sua credibilidade está em alta e de vários trechos dos seus discursos destacamos os dois a seguir:

“O presidente Lula me deixou um legado […], que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro.”

“Eu posso não ter experiência de governar como eles governaram com estagnação, desigualdade e desemprego, agora governar gerando emprego, distribuição de renda, tirando 24 milhões da pobreza e 31 milhões elevando à classe média, eu sei muito bem fazer.” (Dilma Rousseff).

Enquanto isso, Fernando Henrique Cardoso volta à cena pedindo ao seu partido, o PSDB, para esquecer os POBRES BRASILEIROS.

Continuamos em dúvida sem saber se o neoliberalismo (PSDB) é a cara de FHC, ou o FHC é a cara do neoliberalismo (PSDB).

1 resposta para “Paulo de Oliveira em: POBRES BRASILEIROS”

  • Augusto Bomfim says:

    Seu paulo

    Você esqueceu de falar das inumeras CPIs de corrupção das privatizações barradas por FHC, através de acordos que até o submundo ficava pasmo. Dos apagões e das tentativas de privatizar o BB, BNB e Petrobrás. Teve também a campanha para lotear o pré sal e outras maldadeszinhas. Foi uma dobradinha PSDB e PFL de espantar o diabo de tanta inveja. O PFL assumiu a sua realidade e mudou o nome para DEMO, falta o PSDB encontrar outro nome mais apropriado para seu neoliberalismo. Tenho uma Sugestão: PSNB – Partido dos Sinicos Neoliberais Brasileiros.

Deixe seu comentário





















WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia