Paulo de Oliveira em: O DESPERTAR DO CIDADÃO PARA UM NOVO TEMPO EM ILHÉUS
É verdade, os tempos são outros! A nossa democracia contemporânea nos traz de volta a liberdade de expressão, tanto no estilo de vida, na arte, na cultura, bem como nos movimentos sociais e políticos, embora tímidos. Com a democracia vem o desejo de botar a boca no trombone, para mudar e corrigir tudo aquilo que nos amargura. Cobrar, reclamar, exigir decência na politica e administração publica, seja em prol da educação, da saúde, dos órgãos de justiça, executivos ou legislativos, além dos que garantem a segurança das pessoas, parece-me que tarda aflorar o despertar do cidadão para um novo tempo em Ilhéus.
Lutar pelo direito de liberdade, ter um emprego, educação, melhores salários, condições de trabalho, moradia, justiça social, preservação do meio ambiente, direito à vida etc., tudo isso são resquícios das deficiências mais graves do estado de direito, suprimidos pela ditadura e inúmeros planos econômicos, que contemporizaram os anseios reprimidos da nossa sociedade atual.
Quando o povo insatisfeito se encoraja e se manifesta por melhorias, aparecem os saudosos do regime militar dizendo que se trata de desobediência civil, baderna de subversivos e anarquistas. Em nossa cidade isso não é diferente do resto do país. No que diz respeito à aplicação e desperdício de verbas publicas, corrupção, ineficiência politico-administrativa e incontáveis problemas setoriais vitais para a população, tudo é a mesma coisa, só muda o endereço. O eleitor de Ilhéus deve notar que está tudo errado nessa província de quase cinco séculos.
A um mês de completar 477 anos de fundação, o município encontra-se largado às traças. Hoje, endividado, vitimado pelo empobrecido moral e econômico, ao mesmo tempo sem planejamento para o futuro, sendo ele considerado o portal do desenvolvimento regional, despreza o seu potencial, riqueza histórica e cultural, não define o que fazer com as incontáveis belezas naturais, oscila em se definir como uma cidade polo de exportação, portuária, industrial, agropecuária e turística, que sempre esperou que as soluções caíssem do céu, já que na política é uma cidade inexpressiva no contexto geral.
Estamos decepcionados com a deficiência dos nossos gestores públicos atuais, não conseguimos esconder o desapontamento das promessas feitas nas campanhas eleitorais nesses passados trinta anos. Nossas “Terras do Sem Fim”, sempre se caracterizaram como um lugar que historicamente perde território e benefícios econômicos, principalmente para Itabuna, por falta de planejamento estratégico e políticos influentes, dinâmicos e comprometidos com ilhéus.
Hoje, autoridades inescrupulosas itabunenses, reclamam por uma área territorial fronteiriça, que nos pertence e, pelo fato de ter recebido grandes investimentos comerciais, estão tentando obter vantagens econômicas e politicas, num ato de: “em se colar colou”, já que sofre o mesmo desgaste político e administrativo de Ilhéus. Eles agem sorrateiramente, talvez com a vantagem da falta de representatividade dos nossos legisladores eleitos, enquanto nós assistimos com parcimônia essa tentativa clara de investida de apropriação territorial.
A essa altura os gestores de Ilhéus já deveriam ter construído um posto avançado da prefeitura nessa área fronteiriça, garantindo sua presença em tempo real, para atender as reclamações de serviços básicos, urgentes e necessários, inclusive com posto de segurança, para esses investimentos e possíveis moradores do local.
Essa não é simplesmente uma questão bairrista, mas se trata de despertar no cidadão ilheense o interesse pelo cumprimento do respeito à soberania do nosso município nos seus limites territoriais, por isso a população tem que se manifestar e cobrar das autoridades providências nessa e em outras questões relevantes. Por que, em breve (ano que vem) começam as campanhas para as eleições municipais de 2012, e todos estão cansados de ver os denuncismos, as acusações, críticas e promessas levianas, ou não, mas com fins eleitoreiros que não resolvem nada porque serão sempre oportunistas e ocasionais. Não basta ficar só de olho, tem que haver participação direta ou indireta dos ilheenses nessas questões.
Encerro essa narrativa pedindo a Deus pela juventude ilheense, àquela provida de consciência política e bom caráter, que dela aflore o novo desejo de ver, nessa terra, triunfar a honestidade e a competência com o despertar do novo cidadão para um novo tempo de prosperidade em ilhéus, renovando amplamente o quadro político municipal, já que os atuais e tradicionais perderam o gás e inexplicavelmente a eficiência. Amém!
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Paulo de Oliveira



























































Paulinho,
Como sempre você se faz muito feliz nas suas abordagens.
Creio que mais uma vez não tivemos sorte na escolha do comandante para guiar os destinos de Ilhéus, se algo está ruim, eu como eleitor também tenho minha culpa no caso, pois apostei ou votei na pessoa errada, agora é tarde.
A situação de nossa cidade, além de política, parece que perdemos a auto estima em vista de tanta bagunça que é gerada e patrocinada pela prefeiura municipal e seus gestores públicos.
Tiramos um mineiro doido e colocamos um ilheense que não deu certo.
Nos caminhos da vida vamos ter em 2012 mais uma oportunidade de procurar acertar, com sabedoria e discernimento, pois o atrazo que estamos vivendo poderá atrapalhar em muito o futuro de Ilhéus.
Mas vou continuar por aqui cobrando, criticando, denunciando, pois essa é a função básica de todo cidadão, exercer a sua cidadania, como você faz tão bem.
Um abraço,
ZÉCARLOS JUNIOR