SALOBRINHO – A DISCÓRDIA I

Os eleitores do bairro do Salobrinho são alvo de disputa

O pacato bairro do Salobrinho, em Ilhéus, enfim, tem seus 15 segundo de fama, como diz o ditado. Agora, é pretendido pelos políticos de Itabuna, que pretendem anexá-lo ao seu território, a qualquer custo. Antes desprezado, era apenas uma referência geográfica na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Nem mesmo com a implantação da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) viveu seus dias de glória. Enquanto a Uesc é habitada por profissionais de todas as áreas do conhecimento, com graduados, especialistas, mestres e doutores, o Salobrinho sequer possui saneamento básico. E o que é pior, ainda tinha (e tem) que aguentar a poluição causada pela Uesc, que despeja seus dejetos no rio Cachoeira.

SALOBRINHO – A DISCÓRDIA II

A antes vila de pescadores e trabalhadores rurais convivia com os “donos do conhecimento” sem qualquer ligação mais estreita, apenas observava os carrões em que eles passavam para a universidade. Como água e óleo, não se misturavam. Cada qual no seu canto, sem qualquer contato. O Salobrinho era desprezado pelos doutores por ser um vilarejo de pessoas de nível menor, apenas trabalhadores rudes e que nunca frequentaram ou ilustraram os bancos de uma faculdade.

SALOBRINHO – A DISCÓRDIA III

Mas essa estranha vizinhança foi se aproximando aos poucos, com a chegada de alunos de outras cidades, outras regiões. Se os doutores preferiam ignorar o Salobrinho, os alunos foram se aproximando, alugando quartos, casas, formando “repúblicas”, encurtando a distância.

E o Salobrinho foi ganhando fôlego na economia, com a abertura de novas casas comerciais para atender à demanda, agora diferente devido à clientela oriunda de outras paragens. Se os doutores nunca ensinaram qualquer matéria aos moradores, os estudantes, sem quadro ou giz, passaram a ministrar aulas de cidadania.

SALOBRINHO – A DISCÓRDIA IV

Mas, infelizmente, nem todo o Salobrinho aprendeu essa lição de cidadania e alguns ainda se deixam levar pelas falsas promessas de políticos inescrupulosos, que usam e abusam da população. Na última eleição municipal várias denúncias de aliciamento de eleitores foram feitas, inclusive com transporte para os locais de votação.

E esses veículos tinham como destino a cidade de Itabuna. Hoje, também segundo denúncias, vários moradores do Salobrinho teriam emprego na Prefeitura de Itabuna, sendo ocupantes de cargos de confiança. Deve ser esse o interesse mais pelo Salobrinho: enriquecer o colégio eleitoral de Itabuna, que não anda tão pródigo para o atual prefeito.

Uma lástima, para uma população que precisa de reconhecimento e cidadania.

ENFIM, O CACHIMBO DA PAZ


Após uma série de entreveros, sentam para “fumar o cachimbo da paz” o coordenador da Polícia Civil de Itabuna, delegado Moisés Damasceno e o presidente do JORNAL AGORA, José Adervan de Oliveira. As diferenças foram aparadas, os desentendidos acertados e agora tudo é “céu de brigadeiro”, “mar de almirante” entre as duas instituições.

Censura é hoje uma palavra proibida no Complexo Policial de Itabuna. Só não dá para explicar como fazer a conta para reduzir o índice de criminalidade em Itabuna. Os jornais dizem que o índice aumenta, a Polícia Civil jura que diminuiu. É simples, basta colocar em pauta do passado e contabilizar os números do presente. É tudo uma questão de aritmética.

O BOM JORNALISMO I

O editor do CIA DA NOTÍCIA recebeu críticas de repórteres (colegas) que militam no rádio de Itabuna sobre o artigo que escreveu defendendo a liberdade de expressão e do exercício da profissão, no caso da denúncia do Agora. Mesmo os colegas ressaltando que respeitavam este jornalista e radialista como profissional, discordaram do artigo, por entenderem que reportagem policial é diferenciada.

Essa deve ser uma regra nova que ainda não chegou ao conhecimento deste profissional, que já militou em todos os setores da reportagem e aprendeu, durante todo esse tempo, que o jornalismo deve ser pautado na verdade, na ética, no respeito mútuo entre “fonte” e “profissional”. Tanto faz no jornalismo econômico, político, geral, colunismo social, cultura, e por aí afora.

O BOM JORNALISMO II

O artigo elaborado por este profissional de imprensa foi apenas uma defesa, como disse acima, da liberdade de expressão e do exercício profissional. E esta não é a primeira vez que isso acontece, conforme foi narrado no texto. O jornalista tem de saber diferenciar a notícia boa da ruim, sem, no entanto, “brigar com ela”.

Também não pode se deixar influenciar pela amizade que une “fonte” e “repórter”, que podem conviver amigavelmente, conforme manda os manuais da boa educação. Competição na reportagem sempre irá existir e é o que existe de mais saudável, entretanto, o que é condenável é o privilégio concedido por uma instituição pública a um ou alguns profissionais em detrimento de outros. Ainda mais quando o motivo é a divulgação de forma dirigida à vontade de determinada pessoa ou situação.

E olha que este jornalista está calejado de sofrer pressões. Mas claudicar…é outra história. Também esse jornalista estranha que da vez anterior que o jornal sofreu esse tipo de pressão os críticos foram praticamente os mesmos.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA I

Caboclo Alencar aprova a logomarca

Itabuna viveu nesta sexta-feira (20) um dia histórico com a fundação da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., (Alambique). As solenidades de fundações foram bastante concorridas e ocorrem em três lugares distintos: às 18 horas, no ABC da Noite, no baixo Beco do Fuxico, e às 19 horas, nos bares Artigos para Beber e Whiskytório, ambos no Alto Beco do Fuxico.

A Alambique (isso mesmo, não é erro de concordância) é considerada a antiacademia, devido à característica de não possuir regras formais (por enquanto) e ter como objetivo tratar em suas reuniões de futricas e outros assuntos relevantes e próprios de mesa de botequim, conforme está bastante evidenciado no seu nome.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA II

Acadêmicos-fundadores posam para a foto

Recebidos pontualmente às 18 horas no ABC da Noite por Caboclo Alencar, os trabalhos de fundação foram iniciados com duas rodadas de batidas de gengibre (pagas pelos acadêmicos) um garrafão do mais fino vinho da Serra Gaúcha e tira-gosto de queijos Gouda e Gruyère, foi apresentada a logomarca da Academia, aprovada sem pestanejar pelos acadêmicos e o aval do Caboclo Alencar.

Em seguida, os acadêmicos – representados pela fina flor da sociedade itabunense, a exemplo de jornalistas, advogados, médicos, motoristas, funcionários públicos de diversas ocupações, administradores, empresários, cobradores, auxiliares de serviços gerais, dentre outros – se dirigiram ao Alto Beco do Fuxico para lavrar a ata de fundação nos mais famosos estabelecimentos da boemia etílica: Artigos para Beber e Whiskytório.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA III

José Eduardo, do Artigos para Beber, aprova a Academia

Assim como aconteceu nas outras duas coirmãs de Itabuna, a solenidade de fundação foi marcada por um “racha” entre os acadêmicos, que em protesto não compareceram às solenidades realizadas no ABC da Noite, Artigos Para Beber e Whiskytório. Para “reunir os cacos” e promover a paz e o bem-estar geral dos acadêmicos, a Alambique deliberou que se reunirá, ordinariamente, em cada um desses estabelecimentos.

Também constou da ata de fundação realizar uma solenidade de desagravo aos políticos das cidades de Ilhéus e Itabuna, que brigam por um pedaço de terra. Conforme deliberação aprovada por unanimidade, os acadêmicos se reuniriam, extraordinariamente na Barrakítica, após os convites formais de praxe. O local foi escolhido por dois brilhantes motivos: ser próxima à coirmã de Ilhéus e sua aparência com o Beco do Fuxico, em Itabuna, local em que se regista a maior concentração de boêmios por metros quadrado.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA IV

O jornalista Valdenor Ferreira e Vera Lúcia, esta a primeira filiada

Assim como se verifica nas congêneres, a Alambique também permitiu em seu quadro de associados a presença do sexo feminino, sob a argumentação de que não existe qualquer concorrência entre os dois sexos. Com isso, já na fundação foi aprovado o ingresso de Vera Lúcia da Cruz, primeira mulher a ter assento, voz e voto no Bar do Ithyel, no Alto Beco do Fuxico. Outra presença feminina aprovada foi a da jornalista Manuela Berbert.

As duas tomaram posse e assentos às mesas na solenidade ocorrida nos bares Artigos Para Beber e Whiskytório.

BOA NOTÍCIA

Esta vem do Jornal da Tarde (São Paulo): “O álcool combustível volta a ser vantajoso na cidade de São Paulo, aponta pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgada ontem. Nesta semana, o preço médio do litro do combustível é de R$ 1,77, enquanto o da gasolina é de R$ 2,76, quedas, respectivamente, de 9,69% e 1,42% com relação à semana anterior.

O preço do álcool deve ser igual ou menor que 70% do preço da gasolina para que sua compra seja mais vantajosa, já que o rendimento do combustível é menor. De acordo com o levantamento, hoje seu preço médio equivale a 64% do preço da gasolina.

O litro da gasolina varia de R$ 2,48 a R$ 2,99 na amostra da ANP, enquanto o litro do etanol é encontrado por no mínimo de R$ 1,49 e no máximo R$ 2,09.

O álcool mais barato é encontrado em postos da zona leste e oeste da cidade. O levantamento completo pode ser consultado no site da ANP  www.anp.gov.br).

Só falta agora chegar em todo o Brasil.

CONTAM POR AÍ…

Na década de 50 do século passado, os baianos tomaram conta da União Nacional dos Estudantes (UNE). Dentre eles, alguns itabunenses participavam da diretoria ou exerciam forte liderança, a exemplo de Gutemberg Amazonas, Gervásio José dos Santos, Laércio Pinho lima e Dagoberto Brandão.

Formados, retornaram a Itabuna para seguir sua profissão. Desses, Gervásio botou banca de advogado, Gutemberg e Dagoberto os escritórios de engenharia e Laércio Pinho o escritório de economia, prestando serviços de consultorias às empresas privadas e órgãos públicos.

Diplomado pela conceituada Faculdade de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, considerada um centro de excelência no ensino superior, Laércio chega a Itabuna resolvido a realizar profundas transformações na cidade, tirá-la de sua condição de cidade do interior (apesar de rica) e dotá-la de todos os requisitos de uma verdadeira metrópole.

E não fez por menos. Ao encontrar o amigo Dagoberto Brandão, recém-formado e disposto a aplicar todos os ensinamentos aprendidos na Escola Politécnica, Laércio foi enfático e decisivo ao propor a elaboração de um grande projeto:

– Dagô, vamos revolucionar a capital do cacau, tornando-a uma cidade de primeiro mundo. Faça-me um projeto de duas lâminas verticais, cada uma dotada de todas as modalidades de comércio e habitação para abrigar 30 mil pessoas – encomendou ao amigo Dagoberto.

O astucioso Dagô desconfiou da viabilidade do projeto para uma cidade como Itabuna, que àquela época possuía uma população de pouco mais de 60 mil almas, desconversou e ficou o dito pelo não dito.

O local escolhido para abrigar tal empreendimento era as confluências do bairro do Banco Raso e onde está localizado o conjunto habitacional do BNH. O equipamento passou a ser uma realidade nos Estados Unidos e outros países do hemisfério norte nos final dos anos 70, sendo um misto de conjunto habitacional e shopping center vertical.

Fora esse projeto, o economista Laércio Pinho Lima foi empresário do ramo das construções civis, professor de Economia da Uesc e exerceu diversos cargos de confiança em órgãos públicos, entre eles as prefeituras de Itabuna e Ilhéus, nas quais elaborou grandes projetos.

Laércio Pinho era um grande visualista e um idealista incorrigível.

 

http://www.ciadanoticia.com.br/v1/