A imagem do homem revela o que o distingue dos outros; sua habilidade em observar a si próprio. É a sina do homem, que ele não se contenta com o que vê; mas que se aborreça com suas imperfeições físicas ou mentais.
A ânsia por “civilização” leva o homem a tentar melhorar não só suas condições materiais, mas a si próprio como um todo. Podar e cultivar. A imagem do homem é testemunha dessa ambição.

Por volta de 1900, a eugenia, higiene racial, idéia de aperfeiçoamento da raça humana; iria se tornar o credo científico do novo século quase à revelia total dos aspectos filosóficos e morais.

A mensagem é dramática. O desenvolvimento biológico do homem está em conflito com a civilização que ele construiu: Decadência hereditária, degeneração, rumo à destruição como o homem era “observado” à época. Em face desse dilema duas saídas são propostas: Voltar atrás no tempo ou enfrentar a iminente catástrofe com a ajuda da ciência. Estamos falando de Ciência biológica.

Há no século XIX um factóide científico obcecando os homens no sentido de descobrirem a essência da vida; de intervir no processo da natureza. Isso sempre foi o sonho do homem; ao mesmo tempo é o que mais o atormenta. Observe que me refiro ao homem/Estado, esses que ainda subsistem aqui!

Estudar a vida humana é o maior desafio que a ciência oferece. Essa premissa lógica torna-se um pesadelo.

O fictício cientista Frankstein é o símbolo aterrador do sonho utópico da reconstrução do homem modelar.

Arte: O produto sublime da autocontemplação. A imagem clássica do homem em busca da beleza e harmonia, longe da impassível realidade. O desespero do homem em face da sua inadequação, sua incapacidade de conviver com a imagem que ele próprio criou levam-nos a essa impotência. A imagem do homem às vezes nos dá compaixão. Todos os dias eu sou assolado por essa compaixão indesejada, mais estritamente, diante a fragilidade moral do homem moderno.

“O que a natureza faz às cegas devagar e impiedosamente, o homem pode fazer com cuidado e carinho”, afirmava à época o cientista inglês Francis Galton. De acordo com Galton a evolução do homem estava em perigo pelo fato de as pessoas “inferiores” procriarem mais rapidamente. A idéia de vida, sociedade, podem ser cultivadas como num jardim em que as ervas daninhas devem ser distinguidas de plantas úteis, é algo que Galton tentou desenvolver como uma ciência. Ele chamava essa idéia de eugenia.

Eugenia: O controle da seleção natural que apresentava duas alternativas. Eugenia “positiva”, a melhoria da raça humana com o cruzamento de seres superiores em procriação. Eugenia “negativa” que evitava que pessoas inferiores se reproduzissem. Uma sobreposição aos poderes divinos do criacionismo.

O processo de hereditariedade foi coberto de mistério. Em 1900 as leis genéticas de Gregor Mendel são redescobertas. Contudo, a teoria gerou uma controvérsia. Os Lamarckistas, como eram chamados os oponentes do mendelismo, sustentam que o meio ambiente forma a hereditariedade!

Se o recém-nascido demonstra ser um fraco ou se é um bebê deformado os médicos provocarão a sua morte, talvez com pequena dose de morfina já um Poisson naquele tempo.

O médico alemão Alfred Ploetz inventou o termo Higiene Racial. A seleção “positiva” acompanhada de uma purgação. Na Alemanha, Raça Eugênica torna-se uma ciência popular.

“Desde os estudos de Darwin vemos o mundo sob um outro prisma” O surgimento da ciência biológica dá ao homem uma nova perspectiva de vida. O conceito de degeneração tem agora uma antítese otimista; a biologia como redentora do mundo ocidental. A ciência parece ter não apenas o dom de mostrar a natureza, mas também a habilidade de intervir e ajustar o seu produto ao arcabouço planejado. Tudo é biologia! E, como o próprio homem, a sociedade é um organismo regido pelas leis da natureza. Ou não?
“Às vezes, salvar uma vida é um crime maior do que tirá-la” sob alguns aspectos, claro. “Se o homem pudesse ser levado a se apaixonar com inteligência; se a procriação humana pudesse ser feita igual à dos cavalos, a maior revolução progressista da história poderia ser alcançada”; (Charles Davenport) Pai do movimento eugênico nos Estados Unidos. Charles Devenport treina trabalhadores rurais para visitarem asilos, cadeias e hospitais psiquiátricos. Seu objetivo é documentar e eliminar traços hereditários inferiores. Em 1907, a primeira lei de esterilização compulsória é introduzida. A maioria dos estados a adotam e, dezenas de milhares são esterilizados. O Estado introduz a busca de heranças positivas e negativas em cidades, vilas e pequenos ajuntamentos populacionais rurícolas. A Higiene Racial era vista como fundamental para o bem estar da sociedade moderna!

A antropologia aliada à biologia une-se, formando um conjunto inquestionável de teorias que sustentam a eugenia como elemento estratégico para o desenvolvimento e bem estar das massas a serviço de um estado forte que marcha célere em direção ao desenvolvimento e à supremacia sobre o resto do mundo.
Não nos esqueçamos que já a essa época o mundo florescia em ciências sociais, filosofia, política, literatura; que pensadores revolucionários em seus conceitos aperfeiçoavam conceitos libertários interagiam com a psicologia, a medicina psiquiátrica, a antropologia moral e os diversos ramos da filosofia pura. Foram todos calados pela supremacia do Estado sob os pressupostos do poder que lhes investiam o direito à razão irrecorrível, onde os aspectos mais subjetivos do conhecimento e intelectualidade, de moral e ética nada representavam no conjunto de caracteres dos novos biótipos da Eugenia “positiva”.

Hoje a humanidade se encontra numa encruzilhada moral conceitualmente fragmentada onde os princípios éticos implícitos da moral, fora literalmente manipulados por um Estado que legislou em próprio benefício, que estratificou o poder, de forma a construir uma genealogia progressiva e interminável, perpetuando seus congêneres familiares ou afins em toda a sua extensão genética ou afinidades eletivas convenientes.

E nós que somos o arcabouço do Estado? Que asseguramos a estrutura política; porque somos a pedra, a areia, o cimento, o suor, o sangue e a força produtiva do nosso país; o que fazemos para reformularmos o homem imoral? Refiro-me àqueles que estão no poder estatizado? Não nos interessa se ele, o imoral biológico, é moreno, alto, tem basta cabeleira cacheada. Se é branquelo, tem barba fechada, cabelos loiros sobre a fronte; se é de alta ou baixa estatura. Se o imoral biológico que elegemos tem língua pegadinha, se é meio gago, fanho ou fala aos tropeços? É fato que necessitamos a frieza seletiva para implementarmos e aplicarmos sem dó nem piedade, sem atenuantes e/ou pós-desculpas uma Eugenia “positiva” ao escrutínio das suas imoralidades; para nós agora, ao votarmos, um potencial purgado em razão da constatação da sua Eugenia “negativa”!Ou não? Os morais estão prevalecendo sobre nós, as massas, manipulam-nos com imoralidades e um sem número de desvios éticos sob o escudo das imunidades auto-atribuídas, da impunidade assegurada pelo corporativismo e do poder verticalizado!

Necessitamos uma Eugenia Positiva urgente na política e nos políticos do nosso país. Temos a faca, o porrete, a mobilização unida pelo repúdio generalizado no povo tem a força e temos principalmente o voto cirúrgico que tem o poder de amputar os membros desse corpo político que, gangrenados, apodrecidos e fétidos comprometem a vida do organismo social e ameaçam a sobrevivência do povo.

É hora da Eugenia Positiva como elemento de purgação dos maus políticos, os imorais biológicos.
Nós também temos algumas prerrogativas que nos permitem critérios de seleção. Não vamos engolir o que por certo é nefasto ao organismo do estado e por osmose ao organismo do povo.

Lembre-se do poder que tem o voto! Use esse poder! Faça a Eugenia Positiva. Não reeleja defeituosos do caráter; não reconduza ao poder os coxos da moral nem os deficientes de idoneidade.

Seu voto corta! Ele é afiado! É sua arma em defesa própria e da sua família. Vamos extinguir essa genealogia e exterminar as oligarquias que parasitam o Estado. Nosso Estado Brasileiro em todos os segmentos do poder político. Há muita sujeira, roubalheiras e nababos à custa dos nossos minguados salários, do nosso ganha-pão. Ilhéus carece urgente Eugenia Positiva. Pratique-a ao votar. Você pode!


Por: Mohammad.
28/05/2011 17:40:58