Alfredo Amorim da Silveira em: “10TAQUES”
Raimundo Diógenes Campos
(Mundinho)
Mundinho, como era conhecido, no longínquo ano de 1936, precisamente no dia 23 de julho, aqui em Ilhéus, foi que sua mãe, Carmosina Diógenes Campos, lhe deu a luz, sendo o 4º filho do seu casamento com Paulo Pinto de Campos com quem tinha mais seis filhos; Guilherme Diógenes Campos; Janira Campos Cabral, casada com Walter Cabral; Paulo Pinto de Campos Junior; Maria Carmosina Diógenes Campos; Sílvia Maria Campos Cardoso, casada com Augusto (Guga) Cardoso e Denise Campos Fávero, casada com José Fadel Fávero.
Começou sua vida esportiva em 1956 no futebol de praia junto a vários amigos: Americano, Wilson Longo, Nido, Maracanã, Toneca, Gustavo, Armandinho, Ivo Baba, Carlinhos Freitas, Padre, Tanus e muitos outros, também gostava de praticar vôlei, basquete e remo, mas preferiu seguir carreira como goleiro no Colo-Colo de Futebol e Regatas (fundado em 3 de abril de 1948 por um grupo de desportistas liderado por Airton Adami), foram 55 anos de serviços como atleta, conselheiro e Vice-Presidente, na gestão de José Maria Almeida de Santana no período de 2007/2011. A mulherada de Ilhéus não perdia um jogo do Colo-Colo só para ir ver as bonitas pernas de Mundinho.
Ainda jovem foi para o Vitória Esporte Clube, como amador, depois para o Esporte Clube Bahia atuando como profissional, onde teve um dos grandes momentos da sua vida quando o Esporte Clube Bahia foi campeão da Taça Brasil em 1958. Foi convidado por Pelé para atuar no Santos Futebol Clube como goleiro e não quis ir, também foi convidado para atuar no time do seu coração, o Botafogo de Futebol e Regatas, também não aceitando o convite.
No Clube Social de Ilhéus, foi presidente nos biênios de 1978 a 1980, reeleito para 1980 a 1982, sendo seu sucessor Antônio Joaquim Bastos da Silva. Dez anos depois, após a gestão de Soane Alves Gomes, candidatou-se novamente, reeleito, assumiu o biênio de 1992 a 1994, substituindo-o José Maria Almeida de Santana. Foi um ótimo presidente nos três períodos, reformou o salão de festas, a boate, a sauna, a piscina, o restaurante “Sabor e Arte”. Promoveu grandes eventos como o réveillon, o carnaval e bailes inesquecíveis. Criou a escolinha de futsal, vôlei e basquete, sempre mantendo a tradição do clube.
Tinha quatro grandes paixões, seu amigo inseparável e fiel companheiro, Maradona, seu cachorro de estimação; o Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro; um diamante de grande valor financeiro e sentimental que usava nas festas e fã incondicional da grande artista alemã Marlene Dietrich, de quem tinha uma foto na sala de sua casa.
Empresário, era sócio de seu irmão Paulo numa grande serraria. Também foi servidor público municipal, fiscal de posturas da Prefeitura Municipal de Ilhéus, de onde se aposentou.
Certa vez foi convidado pela Rede Globo de Televisão para atuar como ator, recusando o trabalho, foi então substituído pelo ator (iniciante) Tony Ramos.
Faleceu numa segunda-feira, dia 29 de junho de 2009 de acidente vascular cerebral. Seu corpo está enterrado no mausoléu da família no cemitério da Vitória.




























































Mundinho possuía um dos maiores acervos esportivos sobre o Colo-Colo e Ilhéus em geral; não poderia ser aproveitado numa espécie de Museu do Esporte da nossa terra? Com relação a esse assunto Itabuna serve de exemplo porque já conta com livros diversos, os quais possuo. No que tange à nossa terra, se tenho um bom acervo futebolístico agradeço a Mundinho e Ivo Babá, que sempre fizeram questão de me municiar. Precisamos de mais, precisamos de um registro definitivo, para domínio das gerações futuras.