Relembrando a história.

Em meio a um terrível desastre administrativo e ético, apareceu no fundo do túnel a figura do vice-prefeito.
Com o apoio da maioria da população assumiu a vaga deixada pelo prefeito afastado.

Mal ele sabia da imensa responsabilidade que tinha pela frente, não se fez de rogado, arregaçou as mangas da camisa e mandou ver.
Fez uma verdadeira limpeza na cidade, nas suas ruas e avenidas, regularizou a data de pagamento dos salários dos funcionários municipais, montou a sua equipe de trabalho e todos viram no atual gestor a pessoa certa no lugar certo.

Mas como tudo que é bom às vezes acaba mal, o novo gestor partiu para ser candidato a prefeito e conseguiu um feito notável, se elegeu com espantosa votação popular.

Após a votação maciça, deu início ao seu mandato e o povo agora acreditando mais ainda na aposta que fez e o que a cidade iria ganhar, criou aquela expectativa, pois todos esperavam que a cidade viesse a passar por grandes transformações.

Mais uma vez a aposta não deu o resultado esperado. O tempo foi passando, as coisas começaram a tomar um rumo diferente, o gestor foi perdendo as rédeas de comando, enfim, foi literalmente engolido e envolvido numa teia de problemas difíceis de resolver.

A saúde é um caso sem solução, a educação passa por problemas, a assistência social deixou de ser social, as denúncias sobre irregularidades começaram a aparecer e a danação administrativa está a olhos vivo ninguém entende ninguém e todos querem mandar e ter o espaço do poder.

Faltam 16 meses para o encerramento do mandato do atual alcaide. É um tempo razoável para que muita coisa possa ser feita.

Claro que ninguém em sã consciência pode exigir obras mirabolantes, tendo em vista que é apregoado para os quatro cantos do mundo a total falta de recursos.

Para o alcaide tentar sair de cabeça em pé e ter o retrato estampado na galeria dos ex-prefeitos, deve adotar alguns procedimentos administrativos.
E o principal deles, que pode levá-lo a sair do marasmo, é aplicar a comidinha caseira do FEIJÃO COM ARROZ.

Que se danem os que não gostam da tradicional comida, mas a cidade inteira com certeza gostará.

Não esperem mais do que isso, é o máximo permitido de competência e compromisso do pessoal da prefeitura, mais alguma coisa é impossível neste momento complicado e triste para os ilheenses.

Afinal quem não tem cão, caça com gato.

ZÉCARLOS JUNIOR