Anna Karenina em: Pranto de Uma Brasileira
O sétimo dia de setembro: luto nacional. Não dá pra comemorar o oposto do que seria a independência, suplantada pela a hipocrisia política e dos três poderes, e também dos próprios fantoches da comunicação. Viva a manutenção da des(ordem) e do deterioramento da dignidade humana! D’onde a verdade, a vida, a democracia, a liberdade e a justiça não há, se não conseguimos mais lutar com o braço forte, e nem mais um povo heróico, brado e retumbante. De desamor e desesperança a terra desce, mesmo! E a pátria, tão vanglória, se enche de sangue sugas que com palavras pomposas ironicamente exaltam a lama do Planalto Central e que se reproduz nas ruas, de nossos estados e municípios. Mas é assim mesmo, vai indo, vai indo, que o povo não tem memória, futebol, cachaça e carnaval, é a escola. Esqueceram da educação, é bicho homem, animal há de se ficar em cerco, sitiado em todos os lados pela pseudofelicidade consumista, que ao contrário de libertar, te escraviza. Mas não tem nada não! Existe uma bolsa dependurada no pescoço daqueles, que ao acreditarem ser favor, é o fardo da nação! Esmola pra quem tem direito, favor pra quem com o dedo aperta a tecla na urna eleitoral, dá ração, dá merenda, dá luz, dá gás, passando a mão na cabeça da falta de educação. E há quem ainda diga, “vou ter mais neném, pra ganhar mais um trocado”, enquanto de dentro da residência cela de segurança máxima, “comando o que está organizado”.
O Brasil está em luto ou em festa? Eis a questão.
Em luto, para aqueles que não ficam alheios diante do cenário político, famílias de trabalhadores (verdadeiros) que resistem, e torcem as sobrancelhas indignadas com o retrato desgraçado da nação, de legado vermelho.
Em festa, para as camadas em ascensão material, ludibriadas, mas que sofrem quando assistem suas avós enganadas na fila da previdência privada, sem o dinheiro para seu remédio de hipertensão.
E ainda tem amor? Quem é minha avó? “Ah! Essa geração já passou! Estou feliz com meu Black Berry, acessando o Facebook enquanto me bronzeio na praia!”
Mas que ingrata!
Os mais altos impostos do mundo, os mais altos salários políticos em crescente escala de corrupção, enquanto o povo lascado finge felicidade sorrindo em propagandas do Governo Federal, ajudando a mamata. E tudo isso para comprar o silêncio da dor, de milhões de brasileiros, em carne viva, órfãos e sem leito, sem saúde, alimento, educação.
Brasil, que vergonha!
Eu clamo por Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a padroeira da nação, dê Mãe a essas cabeças ovais e salientes em seus pedestais poderosos, mais amor e mais compaixão. Que eles se comprazam de seu povo sofredor, que sofre calado, com fome e com dor desse país machucado.
Que Nosso Senhor Jesus Cristo tenha misericórdia e nos dê a graça para ter força de atravessar esse rio escaldoso, que se chama “Pátria amada, idolatrada, salve! salve!” BRASIL: um verdadeiro sonho intenso e raio vívido, que ainda haja luz no coração dos brasileiros em vencer pela verdade e não pela mentira que vivemos hoje.
Anna Karenina



























































