Hans Schaeppi

A campanha ambientalista pegou rápida e internacionalmente. Hoje, pensamos duas vezes antes de cortar uma árvore que nos incomoda e de ter um passarinho na gaiola a nos alegrar com o seu canto; com medo dos ambientalistas. A pesca à baleia foi proibida, como a caça a dezenas de animais em extinção.

Ao tomarmos diariamente conhecimento de tanta corrupção no Brasil, onde vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores, políticos em geral são corruptos, além de diretores de departamentos, funcionários públicos, empreiteiros, policiais e por aí vai, abrangendo grande parte dos brasileiros de todas as classes, nos veio a idéia de propor uma nova campanha, cujo lema seria “SEJA HONESTO!”

Não creio que essa campanha pegue tão rápido como a ambientalista, mas quem sabe, faria efeito aos poucos, e, dentro de talvez uns vinte anos tivéssemos um Brasil mais sério, onde roubar fosse exceção punida disciplinarmente, com o Judicial menos complacente com os bandidos, diminuindo a impunidade.

A campanha começaria pelos pais novos (os antigos podem estar contaminados). Juntos aos novos pais seria incutida a idéia da nova campanha, começando a ensinar os filhos os princípios da Honestidade. Depois, no Jardim de Infância e no curso primário a campanha continuaria, com cartazes nas paredes com o tema Seja Honesto! Os professores ensinariam as crianças de que pegar o lápis do colega é roubo, pegar uma fruta no quintal do vizinho também é roubo. Mais tarde, nos cursos fundamental, ginasial e superior a campanha continuaria mostrando que não devolver o troco a mais que o Caixa lhe passou é roubo; e por aí em diante, com os cartazes nas paredes das escolas e até out-doors nas ruas e estradas com a frase SEJA HONESTO!

Os alunos seriam formados com essa idéia da honestidade na cabeça e nas suas profissões se sentiriam dignos em não cometer deslizes, como assinar o “ponto” e sair sem trabalhar. Os médicos teriam mais cuidado ao lidar com a vida humana. Os advogados não teriam a má fama de “sabidos” e passariam a ser “justos”; e os profissionais em geral teriam a honestidade na consciência. Os políticos seriam vigiados entre si. Deputados e Senadores seriam mais respeitados do que hoje o são. Os juízes, ao invés do que hoje acontece, acabariam com a impunidade dos comprovadamente bandidos.

Seria um outro Brasil, não o de hoje. SEJA HONESTO!

Hans Schaeppi