Julgamento do assasinato de Geisa Gabriela
De: Gabriel Marinho dos Santos
Assunto: Julgamento do assasinato de Geisa Gabriela
Corpo da mensagem:
Estamos fazendo um ato público em Ilhéus dia 21/09/2011 as 12:00h, conforme informações abaixo.
Ato Público em solidariedade à família de Geisa Gabriela
JÚRI DE DO EX-PM SARGENTO LINDOTE SERÁ NO DIA 28 DE SETEMBRO EM SANTO ANTONIO DE JESUS
Familiares e amigos de Geisa Gabriela Marinho dos Santos, realizarão um protesto no dia 21 de setembro, quarta feira próxima, às 12:00hs, no terminal de ponto de ônibus em frente ao Prédio Misael Tavares, ao lado do supermercado DELTA, no centro de Ilhéus.
Geisa Gabriela Marinho dos Santos, à época com 15 anos de idade, foi brutalmente assassinada e estuprada no dia 09 de dezembro de 2004, tendo sido jogada ainda com vida no Rio Almada e encontrado seu corpo em um trecho do citado Rio na estrada de Sambaituba em Ilhéus-Ba. O suspeito do crime é o ex policial militar Eduardo Claudino Lindote de Santana, conhecido como sargento Lindote. À época do crime o citado suspeito era policial militar na ativa, entretanto, por conta deste processo crime que responde, o Comando da Policia Militar do Estado da Bahia, através de processo administrativo disciplinar, expulsou o Sargento Lindote dos quadros da PM da Bahia.
O assassinato da menor Geisa Gabriela chocou a comunidade regional do Sul da Bahia pela brutalidade em que aconteceu. A menor Geisa foi violentada sexualmente e assassinada, havia ainda sinais de afundamento de crânio e lesões em várias outras partes do corpo, tanto é assim que aconteceram duas expressivas passeatas em Ilhéus em protesto pelo crime.
O inquérito policial que teve a frente o Delegado Evy Paternostro, comprovou que o sargento Lindote, na noite de 09 de dezembro de 2004, sequestrou, estuprou, agrediu fisicamente e matou jovem Geisa Gabriela, que teve seu corpo encontrado boiando no rio Almada, no bairro do Iguape, na cidade de Ilhéus. A vítima residia em frente da casa do Sargento Lindote, no bairro do Iguape em Ilhéus.
As testemunhas que depuseram no inquérito policial e no processo crime na Vara do Júri de Ilhéus declararam vários fatos que confirmam a denúncia do Ministério Público acerca da autoria do crime ser do Sargento Lindote.
01 – O veículo do Sargento Lindote foi visto por testemunhas, na noite do crime, vindo do local em que foi encontrado o corpo da menor Geisa, apesar de Lindote sempre declarar ter ficado em casa com seu carro.
02 – Também foi visto o veículo de Lindote circulando ao redor do condomínio.
03 – Ficou reiteradamente comprovado pelo depoimento das testemunhas que o sargento Lindote sempre agredia violentamente sua atual esposa e que chegava a gabar-se disto, alegando que preferia manter relacionamento sexual após as agressões.
04 – Também ficou provado unissonamente pelas testemunhas que Lindote esquivou-se de participar das procuras quando do sumiço da menor Geisa, apesar de sempre, em outros momentos, ser o primeiro a contribuir na solução de problemas de natureza policial na comunidade.
05 – As testemunhas também comprovaram que na noite do sumiço da menor Geisa, apesar de grande aglomeração de pessoas na frente do Sargento Lindote e dos latidos de cães, já por volta de 02 horas da manhã, este não saiu à porta, somente o fazendo após insistentes chamados dos vizinhos e, após sair, falava com as pessoas olhando para baixo e agachado.
06 – Confirmou-se à acusação que já existia de que o sargento Lindote agrediu, no final do ano de 2003, uma menor, que á época tinha cerca de 13 anos de idade, na tentativa de obrigá-la a fazer sexo. Depuseram a menor e duas outras pessoas que confirmaram o fato de que o Sargento Lindote, aproveitando-se da função de policial militar, levou a dita menor para um local deserto na Praia de São Domingos e obrigou a menor a fazer sexo com ele, como ela não consentisse, ele começou a agredi-la, mas ela conseguiu fugir.
07 – Restou também comprovado de que o sargento Lindote e uma irmã sua ligaram para testemunhas do processo, no sentido de constrangê-las para não depuserem no processo. Inclusive o sargento Lindote fez estas ligações enquanto estava preso, no natal do ano de 2005, de dentro do Batalhão da Polícia Militar de Ilhéus. O Juiz à época da Vara do Júri de Ilhéus – Dr Alfredo Couto, enviou cópia destes depoimentos para o Comandante do Batalhão de Ilhéus. O próprio Lindote, quando do seu interrogatório, confessou que teve acesso a celular no Batalhão de Ilhéus, embora estivesse preso e que fez uma das ligações referidas no processo.
08 – Várias testemunhas também confirmaram que o Sargento Lindote lavou a garagem e seu carro na madrugada do crime. Carro este em que foram encontrados: comprimidos de diazepam, diazepam diluído em um refrigerante, manchas de sangue, fios de cabelo humano, compatível com o de Geisa e outros objetos que estão vinculados ao crime.
Apesar do crime ter acontecido na cidade de Ilhéus, o Júri será na cidade de Santo Antonio de Jesus por que a defesa de Lindote entrou com um recurso denominado Desaforamento. O Tribunal acolheu o recurso e determinou que o Júri fosse na cidade de Santo Antonio de Jesus.
Atuarão no Júri a Juíza da Vara do Júri da Comarca de Santo Antonio de Jesus – Dra Katia Regina Mendes Cunha, o Promotor de Justiça – Dr Alexandre Soares Cruz e na qualidade de Assistente de Acusação da família da menor Geisa, atuará o advogado Davi Pedreira de Souza, que acompanha o caso desde a fase do inquérito policial. Não se tem ainda informação de quem vai atuar na defesa de Lindote, entretanto, o último advogado que atuou na defesa de Lindote foi o advogado Zilan da Costa e Silva e Moura, da cidade de Salvador, que já foi intimado para o Júri. O Processo é de n°: 0005052-08.2010.805.0229.
Fico grato por qualquer ajuda.
Gabriel Marinho dos Santos, pai de Geisa.
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