O DEVER DE CASA
Todo mundo sabe o que é dever de casa.
Na nossa caminhada pelas escolas da vida e aqui em nossa cidade existiram várias, relembrando Escola Eduardo Siqueira, Escola Afonso de Carvalho, Escola Municipal General Osório e tantas outras que marcaram a trajetória dos estudantes ilheenses.
Estamos em plena campanha que resultará na próxima eleição para os cargos de alcaide e edil.
Deixando de lado os tubarões, vamos falar um pouco dos peixinhos, ou seja, dos mais de 300 candidatos ao cargo de vereador, numa corrida disputadíssima por uma vaga.
A turma está fazendo de um tudo, gastando às vezes o que não tem, contraindo empréstimos, assumindo dívidas difícil de pagar, enfim, é um deus nos acuda, tudo para conseguir alcançar uma das vagas e sentar-se em uma das cadeiras com o título pomposo de vereador.
E o dever de casa? Os candidatos estão preparados para fazer? Já abriram a legislação que norteia o cargo para saber qual será a sua função na câmara? Legislar, fiscalizar são temas familiares ou terão que aprender?
No campo estritamente pessoal o que leva um cidadão a enfrentar um concurso acirrado, será que é apenas pelo salário e as benesses proporcionadas pelo duodécimo? E a ética, a lisura, o compromisso com o povo, notadamente aqueles que lhes deram o voto ficam em que estágio?
Mas a campanha não deixa ninguém pensar nessas coisas, estão todos inebriados com o vai e vem, com as caminhadas das coligações, com a distribuição de santinhos, com o carro de som, com os cartazes exibindo as fotos, toda essa movimentação sequer permite parar alguns minutos e pensar no que fazer caso seja eleito.
Mas os incautos candidatos não têm toda a culpa do cartório, cabe ao eleitor (se possível consciente), escolher no meio dessa multidão os mais capazes e que possam realizar um trabalho digno da responsabilidade que o cargo exige, votar com o coração não vai construir uma câmara atuante, apenas beneficia o amigo candidato e nenhuma contribuição para a cidade.
Não podemos generalizar, pois existem muitos candidatos que podem emprestar seu trabalho para dignificar o papel do vereador, mas aí vem a vontade popular e o caldo é entornado.
Caros eleitores! Pensem, repensem, observem, analisem, escrutinem o perfil dos candidatos e escolham aqueles capazes de formar uma câmara decente e comprometida com as mudanças que Ilhéus precisa.
VOTO não tem preço, TEM conseqüência.
ZÉCARLOS JUNIOR


























































