JORGE AMADO, UNIVERSAL
Geraldo Menezes Barbosa – jornalista e escritor
Do Instituto Cultural de Juazeiro do Norte-CE
O ser humano é um universo de valores intrínsecos, capaz de gerar em seu redor, outros mundos, sob sua atração e transferir irradiações magníficas pela energia de sua mente e do seu espírito, alguns deles considerados gênios. Esses gênios são raros na constelação humana.
O século XX foi bastante generoso em oferecer ao Brasil uma dessas valências geniais, com o nascimento de Jorge Amado, em Itabuna, em 10 de agosto de 1912, indo residir em Ilhéus na Bahia, cuja presença imorredoura comemora um centenário.
Uma luminária intelectual que resplandeceu em literatura em sua terra pátria, estendendo-se pelas Américas e recebido em quase todas as nações, com a maestria de renomado escritor, exibindo a arte literária e a riqueza da cultura brasileira.
Motivado por uma inteligência genial, Jorge Amado escreveu a maioria de suas obras, exibindo a essência nacionalista de seu berço, a Bahia, o calor da terra, o sentimento nativo de sua gente, a riqueza emocional do amor e paixão da mulher brasileira, o céu e o mar tão ricos de poemas e seduções, as ruas e sobrados seculares, sabores do acarajé e a mística dos afoxés, dos pais e mães de santos, que descobrem os destinos de uma gente forte e nutrida por uma fé nunca esmorecida ao Senhor Deus que criou Iemanjá.
As obras de Jorge Amado foram traduzidas para 49 países e, no Brasil, são livros de cabeceira, do bom gosto literário nacional e seus textos solicitados para questionários nas aulas dos educandários e nos vestibulares das nossas universidades.
Em homenagem ao seu ano centenário, os temas de alguns livros de Jorge Amado têm sido matéria cultural para teatros, cinema e televisão, com destaque o de “Gabriela, Cravo e Canela”, “Tieta do Agreste”, “Dona Flor e seus dois maridos”, obras já imortalizadas, onde o escritor se propôs a levar ao mundo uma paisagem rica de emoções de uma gente que faz do amor o seu maior encanto e da vida uma alegria necessária em busca das esperanças, tendo como cenário um recanto onde o Brasil teve o seu começo, a Bahia do Senhor do Bonfim.
. Juazeiro do Norte tem a honra de estar ligada à cidade onde viveu Jorge Amado, Ilhéus, através do Instituto Cultural do Vale Caririense, que, em fevereiro deste ano, atendendo ao convite da Academia de Letras de Ilhéu, compareceu àquele sodalício para o lançamento do livro do sócio Geraldo Menezes Barbosa, em memorável e histórica noite de autógrafos, onde a imprensa baiana documentou em vários jornais e a sociedade participou com distinção.
Visitando aquela cidade histórica, observa-se que o escritor centenário Jorge Amado está presente, não só na sua estátua, sentado numa cadeira na calçada do “Bataclan”, mas à porta de sua residência, na Biblioteca, ruas e praças, num conflito de emoções propícias em que os visitantes sentem-se abraçados pela memória deste gênio do século da Literatura brasileira.
Juazeiro do Norte, 10 de agosto de 2012




















































