A briga é feia. Na minha estatística pessoal a Coelba está vencendo. Precisei acioná-la judicialmente duas vezes, nos últimos dois anos, por motivo de cobranças indevidas. A OI, uma vez, por equívocos cometidos no serviço de banda larga.

Até parece que gosto e me divirto em mover ações  judiciais, mas não é isso. Todos sabemos o quanto é burocrático, a perda de tempo, as audiências, etc, mas nada é pior do que o descaso das concessionárias dos serviços de telefonia e fornecimento de energia elétrica ante minhas tentativas de resolver os problemas de forma amigável. Detalhe: problemas que as próprias companhias geraram, não eu.

Até parece que elas, sim, gostam e querem ser processadas. São péssimas prestadoras de serviço, com atendentes mal educados e despreparados para lidar com o cliente, salvo raras exceções. Não é à toa que ambas são recordistas de queixas nos órgãos de defesa do consumidor.

O resultado está aí. Alguma coisa precisava ser feita, até que a Anatel saiu do marasmo e resolveu agir com as telefônicas, que há muito tempo já tinham extrapolado todos os limites possíveis e imagináveis de como NÃO se deve prestar serviço.

Já que a esperança é a última que morre, o jeito é aguardar que a Aneel também resolva agir e punir quem bem merece. Continuo curiosíssimo em saber como é a qualidade do serviço de fornecimento de energia elétrica na Espanha… 

Nilson Pessoa