A farra das demarcações indigenas é o resultado da ganancia e da falta de controle que propiciaram o surgimento de uma aberração cientifica. Antropologos e indianistas brasileiros inventaram o conceito de “indios ressurgidos”. Eles seriam herdeiros de tribos extintas há 200 ou 300 anos. Os laudos que atestam a sua legitimidade não se preocupam em certificar se esses grupos mantem vinculos históricos ou culturais com suas pretensas raizes. Apresentam somente reivindicações de seus integrantes e argumentos estapafurdios para justifica-las. Com esta maneira fraudulenta de reconhecer terras indigenas, a Av. Paulista e Copacabana estão seriamente ameaçadas. Por isso que comunidades como a de Olivença se apresentaram como “indios ressurgidos” de tribos desaparecidas.

Casos assim escandalizam até estudiosos benevolentes que aceitam a tese dos “indios ressurgidos”. “Não basta dizer que é indio para se transformar em um deles. Só é indio quem nasce, cresce e vive num ambiente de cultura indigena original”, diz o antropologo Eduardo Viveiros de Castro , do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Conceito que não corresponde a realidade dos “ressurgidos” Tupynambás de Olivença. Declarar-se indio, no entanto,  alem de facil é uma farra.

O problema é que quem tem sede quer beber e quem tem fome quer comer, por essas carencias, as pessoas são facilmente cooptadas para se tornarem indios. Pela ausencia do Estado na implementação de politicas publicas, é preciso virar indio para ter acessso as benesses da civilização. O governo gasta mais de 250% com a saude de um indio verdadeiro ou generico, do que com qualquer cidadão que (ainda) não decidiu virar indio, “Essas vantagens fizeram as pessoas assumir artificialmente uma condição etnica, a fim de obter serviços que deveriam ser universais”, constata o sociologo Demetrio Magnoli.

Indio que não é indio, negro que não é quilombola. Por esta politica disceminadora  de conflitos e sofrimentos,  os Peq. Agricultores não podem continuar pagando a conta, como os de Olivença, legitimos proprietário que hoje, injustamente, são taxados de grileiros e invasores, numa inversão da realidade. Agricultores que são obrigados a deixar os seus afazeres cotidianos na roça, fugindo das suas rotinas com prejuizos para protestar no aeroporto, clamando por justiça. E, ainda são vitimas de simpatizantes indianistas que criticam a sua civilizada manifestação.  Indianistas, que não sabem o que é ter uma arma apontada para a sua cabeça e de seus familiares. Que não sabem o que é ser expulso do seu lar em plena madrugada. Que não sabem o que é ficar sem ter daonde tirar o sustento da sua familia. Que não sabem o que é ficar sem ter a quem recorrer para fazer valer um direito constitucional, o direito de propriedade.

Em tempo:  Indigenista é uma classe extinta no Brasil. Tivemos alguns verdadeiros, Anchieta, Nobrega, os Irmãos Villas-Boas, Marechal Rondon, Darcy Ribeiro. Indigenista era quem verdadeiramente cuidava dos indios  Hoje o que temos são fabricantes de indios, portanto, indianistas.         Até quando os Peq. Proprietários serão vitimas desses falsarios?

Edgard Siqueira

UM  AFRODESCENDENTE,  AGORA,  “INDIO”   TUPYNAMBÁ

 

índio_ônibus

 

 

A foto acima parece estranha – e é. O baiano José Aílson da Silva é negro e professa o candomblé. Seu cocar é de penas de galinha, como os que se usam no Carnaval. Silva se declarou pataxó, mas os pataxós disseram que era mentira. Reapareceu tupinambá, povo antropófago extinto no século XVII. Ele é irmão do também autodeclarado cacique Babau, que vive em uma área que nunca foi habitada pelos tupinambás. Sua “tribo” é composta de uma maioria de negros e mulatos, mas também tem brancos de cabelos louros. Há seis anos, o grupo invade e saqueia fazendas do sul da Bahia, crimes que levaram Babau à prisão. Seu irmão motorista também esteve na cadeia, por jogar o ônibus sobre agricultores. As contradições e os delitos não impediram a Funai de reconhecê-los como índios legítimos e de oferecer-lhes uma reserva gigantesca, que englobaria até a histórica Olivença, um das primeiras vilas do país.

Fonte: Veja  

Enviada por Edgard Siqueira