ZONA DE CONFORTO
Conversando com um amigo pontalense e também vascaíno, e no meio do bate papo sobre o momento político em nossa cidade, principalmente quem tem farinha no saco nesta reta final, saiu-se ele com esta frase: “o galego que habita o palácio de Ondina está numa tranqüila zona de conforto”.
E eu acrescento um reforço: está num céu de brigadeiro.
Claro que esta feliz colocação me provocou boas gargalhadas. É nessas horas que a gente vê a sabedoria do povo.
Trocando em miúdos e no que está acontecendo, o galego realmente não está nem aí para o que venha acontecer em Ilhéus.
Se der 13 é um candidato do partidão, se der 11 é coligado do seu governo, brigar pra quê? Fazer alguma coisa pra quê? Aparecer na campanha pra quê? Prometer alguma coisa pra quê?
Quem está nessa zona de conforto e no céu de brigadeiro, só não goza se não quiser.
Se o galego tiver que fazer alguma coisa, prestar alguma ajuda, deve ir pra outras localidades onde a situação está mais para zona de perigo e vôo com turbulência.
Ninguém espere que o galego venha por aqui prometer nova ponte, região metropolitana, duplicação de rodovia, projeto intermodal, aeroporto, se meter na confusão dos índios, até o tal DPT não será inaugurado agora, mesmo que apareça um defunto de última hora.
Mudando de pau para alguma coisa mais, à primeira vista não quero nada de mais de quem for eleito alcaide aqui na terrinha.
Quero sim um feijão com arroz bem temperado, os postos de saúde funcionando com médicos, enfermeiros e equipamentos, as escolas em prédios decentes e com professores satisfeitos, os programas de assistência social atendendo realmente a quem precisa, um serviço de limpeza pública atuante com maciça campanha de conscientização convocando a população para ajudar, praças, mirantes e jardins arrumados, ruas sem buracos, atenção aos moradores das encostas, valorização do servidor (barnabé) público, respeito às verbas carimbadas da saúde/educação/assistência social, enfim, dar um banho de loja na menina Gabriela para que ela seja vista com novos olhares e fique mais atraente, daí com certeza os olhos grandes dos investidores ficarão mais lascivos, mais gulosos.
Vejam na novela como os coronéis olhavam pra Gabriela.
Nada como olhar para uma cidade e ver a presença viva do poder público cuidando dos seus espaços.
Ilhéus foi tão abençoada pela natureza que pouca coisa já lhe acrescenta muito.
Quanto aos projetos e promessas de campanha, vamos baixar um pouco a bola, devagar com o andor que o santo é de barro.
Não é só assentar a tise na cadeira do palácio para se conseguir investimentos e recursos federais, tem que ter projetos, e projetos não se faz da noite pro dia, requer inteligência, trabalho e profissionais capazes.
E faltam pouquíssimos dias pra acabar esta barulheira infernal nos nossos ouvidos, que chegue logo o dia das eleições.
VOTO não tem preço, TEM conseqüência.
ZÉCARLOS JUNIOR



























































