A vida é uma coisa própria de Deus, sendo o homem o principal responsável pelas ocorrências da sua própria qualidade de ser humano. É necessário informar que somos seres limitados, e por não nos sentirmos satisfeitos, sempre dependemos dos outros. Aí verificamos uma análise lógica, pois casa onde não entra sol, entra o médico. Assim como, casa onde não há pão, todos brigam e ninguém tem razão.

Analisando os mistérios que circundam a nossa existência, talvez, de proposito, nos deparamos com um aviso importante: quem semeia esperança nos caminhos dos homens, colhe paz e amor nas estradas da vida. Porém, vivemos num mundo que se transforma sempre, sendo o homem a figura que dá origem às modificações dos fatos e das coisas!

Pouco adianta dizer que transigir num pequeno deslize hoje é convidar o desastre irreparável num amanhã audacioso. Não importa fingir, desconhecer deslizes naturais que estão a qualquer hora à nossa frente. O que importa é a direção da fuga, muitas vezes mal idealizada pela espécie humana.

O nosso mundo jamais deixará de existir contraditórias escaladas de inúmeros erros constantes praticados pelas criaturas chamadas de populações humanas. Muitos erram pela falta de experiência, pelo desconforto da vida, todavia, existem os outros chamados experientes, têm o aprendizado e os confortos necessários para sua sobrevivência, e nós não entendemos o porquê se refugiar em tantas banalidades.

Observo muitas pessoas preconizarem a fraternidade como assunto palpitante. Contudo, enquanto muitos querem pregar a fraternidade outros buscam a discórdia. Sabemos que todos nossos gestos devem ser medidos e o amor jamais reclame sinceridade. E o que é lamentável é a busca cheia de emergência das coisas mais íntimas que são trágicos acontecimentos que a humanidade oferece aos seus habitantes.

Uns se refugiam na mentira, esquecendo que um cobertor desvelado de mentiras e falsidades é estreito demais para cobrir um homem em sua imensa fragilidade. E nós sabemos que não podemos mudar nossas inclinações básicas, que fazem parte de nosso feitio, como mudamos de traje. São partes de nós mesmos, e elas é que decidem a direção para a qual pendemos quando assaltados por uma prova difícil. Do mesmo modo que a inércia humilha o homem, o trabalho o enobrece.

Aquele que ganha o pão com o suor do seu rosto é enquadrado dentro da sociedade, e, por humilde que seja a condição do labor diário, com sacrifício de lutas rotineiras, é útil a si e às coisas pertencentes à natureza. Porém, se for dividido entre três pessoas um copo de cachaça e um pouco de dinheiro, a divisão é sempre exata, não sobra nada. Mas, a divisão da união ninguém nunca procurou adicionar aos meios das amplitudes humanas.

Idealizando sobre muitas transformações que o nosso planeta terrestre coloca diante de todos nós, podemos verificar que todas as mudanças sociais ao que nos aparecem, ocorreram diante de formas violentas! Hoje, novamente enfrentamos uma das escolhas decisivas em que a diferença entre destruição e crescimento fértil de nossa civilização é termos qualificativos de progresso.

Existe numa mistura de pensamentos uma grande quantidade de idealizações, mas a nossa maneira de ser, estamos convencidos, é a certa, a única forma de vida num campo onde a paz é espontânea, porque sabemos afinal que o ódio é sinônimo de discórdia.

As outras fórmulas de vida significam escravidão, brutalidade generalizada, com a extinção da liberdade e toda a dignidade. Os dois lados estão integralmente preparados e armados para a glória, simplesmente, porque a conciliação hoje em dia é considerada como o papel de covardia.

As transações de negócios por sua vez, já são meio caminho para a pacificação, ficando a meio passo da rendição. Assim aumentam os armamentos, a amargura tem prosperidade, as desgraças torna-se cada vez mais sinistra, tudo vai esvaziando-se, morrendo todas as poucas esperanças dos seres indecisos.

Reconhece-se que nada pode ser decidido com uma guerra nuclear. Já não podemos nos permitir uma guerra dos trinta anos para conseguir paz através de destruições. Também não podemos nos permitir o que é denominada, delicadamente, uma guerra com armas convencionais. Nem, contudo, podemos deixar que uma guerra desesperadora durante vários minutos de armas e arremessos tirânicos com cargas de muitos megatons de explosivos atômicos destrua o mundo nosso de cada dia, tão bem edificado a milênios de anos.

Será que diante de tantos contratempos e manifestações de ânsias e ganâncias dos homens imediatistas e calculistas pela conquista do mundo, existe saída para tudo isso que almejamos e chamamos de prosperidade da PAZ?

Eduardo Afonso – Para ler a 4ª PARTE clique AQUI.