por Edgard Siqueira

O assunto deste título na postagem anterior provocou a elaboração do texto mais extenso que até hoje publicamos no R2CPRESS. Embora muito longo muita coisa ainda precise ser dito.

Só nós que fomos vitimas desta FARSA sabemos o prazer que estamos sentindo com a sensação de que a verdade começa a ser restabelecida. Estamos vivendo um momento em que este assunto está saltitando no nosso inconsciente, num exercício de refrescar a nossa memória para ordenar os fatos acontecidos, de forma que as pessoas e depois JUSTIÇA tenham uma clarividência desta farsa urdida.

Alguns podem está fazendo uma leitura equivocada de que este tema se trata de picuinhas de cunho particular. Não! Este tema tem a ver com a condução do nosso processo. Tem a ver com desvio de objetivos, com omissão, com negligencia, com a falta da verdade e com a falta de responsabilidade com o interesse coletivo. O esclarecimento destes fatos irá irradiar consequências, que temos certeza, ajudaram na definição da melhor estratégia que todos apoiarão.

Temos dito que se fizermos corretamente os procedimentos jurídicos, como é feito em outras regiões, a exemplo de Suiá Missu, a nossa chance de êxito não é maior que zero. Lá eles PROCRASTINARAM o que puderam. Aqui não está acontecendo nem uma coisa e nem outra.  A presunção de que uma FARSA construída em cima de pilares de isopor vai lograr êxito perante a JUSTIÇA, é a mesma presunção da incompetente e inconsequente maneira de como está sendo conduzido o processo dos Agricultores pelo Presidente da Associação e o seu advogado. Com esta condução o resultado não é só previsível, é inevitável.

Poderíamos não ter noticiado esta FARSA e ter ficado esperando a sua desmoralização pela JUSTIÇA. Mas este não é o nosso objetivo principal. Aguardar a JUSTIÇA, que infelizmente é lenta, estaríamos perdendo um tempo valioso que não mais dispomos, e acreditamos que com o restabelecimento da verdade, aumentará a nossa esperança de que outros apoiem a nossa estratégia de PROCRASTINAR E PROCRASTINAR o nosso processo. Este sim é o nosso principal objetivo.

Voltando ao cerne da vergonhosa FARSA. Inicialmente ficaríamos satisfeito porque o Presidente disse que “não fomos expulsos”. A alegria durou pouco, porque em seguida disse que “nunca fomos sócios”. Será que alguém terá coragem de ir à JUSTIÇA confirmar esta mentira? Será que alguém terá a coragem de conscientemente cometer o crime de perjúrio? Honestamente não acreditamos, porque este é um problema criado pelo Presidente e o seu advogado.

A montagem desta FARSA se deu de forma acelerada depois que enviamos ao Presidente a cópia de um CD gravado numa reunião em Buerarema por um AGRICULTOR esclarecido, que não concordava com a covardia. Aonde, descaradamente foi feito campanha partidária e ataques violentos as nossas pessoas. Juntamos uma transcrição do CD e mais a cópia da liminar em que a JUSTIÇA FEDERAL nos autorizava a ter acessos a todos os documentos da FUNAI e de terceiros envolvidos neste processo, mostrando claramente que as acusações que nos foram imputadas eram mentirosas. Na oportunidade sugerimos ao Presidente que achasse outra maneira de nos expulsar na próxima Assembleia. Ele tinha empenhado a sua palavra na Assembleia anterior que “por uma questão de honra três ou quatro serão expulsos”. Pelo visto ele e o seu advogado tiveram tempo de fabricar com isopor esta maneira de nos “expulsar”.

É muito importante que as pessoas tenham o entendimento que estas ações em nada têm a ver com o nosso real problema. A questão é que hoje o movimento de luta contra demarcação ficou refém do autoritarismo de um Presidente. Hoje este movimento deixou de ser dos AGRICULTORES, hoje é do Presidente. E que, pelo que está transcrito na ata disponibilizada para a JUSTIÇA, é um Presidente ilegítimo. Atropelando o ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO, realizou um recadastramento de improviso numa ASSEMBLEIA ORDINARIA e criou um COLÉGIO ELEITORAL com apenas 90 “sócios” que teriam direito a lhe aclamar na próxima eleição que aconteceria na assembleia subsequente. Não satisfeito com o casuísmo, solicitou aparato policial para garantir o êxito do seu autoritarismo. Além de uma viatura nas imediações, escalou um policial na porta do Sindicato portando uma prancheta com os nomes daqueles que podiam adentrar para lhe reeleger. Aqueles que compareceram para votar e o nome não constavam na prancheta, foram barrados. Assim mesmo não obteve unanimidade, com chapa única, três votaram em branco. Parece história da carochinha, mas é a pura verdade.

Somos defensores de que quem cometeu desvio de conduta tem que arcar com as consequências, mas primeiramente tem que ser provado que realmente houve este desvio, para não se cometer INJUSTIÇA. No nosso caso fomos acusados levianamente pelo Presidente de termos cometidos delitos gravíssimos. Não satisfeito com as acusações tratou de engendrar uma FARSA, arrastando consigo pessoas humildes que entende bem da labuta com a terra e que não tem consciência das artimanhas em que foram envolvidos.

Já fomos qualificados pelo Presidente como “ESPIRITOS BABAUINOS”. Dos mentores desta FARSA podemos afirmar que não tem o “ESPIRITO BABAUINO”. Por que são muito piores que BABAU. Que credibilidade tem uma pessoa capaz de montar uma FARSA desta gravidade?

Para encerrar, tenho recebido reiterados conselhos de AMIGOS para aumentar os meus cuidados pessoais em função do meu destemor é expor as maracutaias. Honestamente isto não me preocupa, vou continuar a minha luta com a VERDADE e não acredito que em função disso possa sofrer um “acidente”.

Este movimento precisa ser REFUNDADO E REUNIFICADO, para que o foco principal seja a DEMARCAÇÃO e que o voluntariado volte a oxigenar o movimento com a PARTICIPAÇÃO DEMOCRATICA DE TODOS.