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março 2013
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Alan Dick Megi em: O TÚNEL

Imagem ilustrativa

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Alan Dick Megi

Quando planejamos o trânsito na cidade, buscamos encontrar soluções para os trechos congestionados das vias, para os pontos de conflito e para a segurança dos veículos e pedestres.

Nesse sentido, os pontos de conflito se resolvem através de divisores de tráfego, de rótulas, de sinalização semafórica e da mudança de sentido das vias, dentre outros. Mas quando o problema é a falta de fluidez devido à saturação das vias que não contam com largura suficiente para o volume de tráfego demandado, uma das soluções é a criação dos binários de tráfego.

Cria-se um binário transformando uma determinada via que tem dois sentidos de tráfego, em uma via de mão única, abrindo ou transformando outra via paralela também em mão única, porém em sentido contrário.

Em meados da década de 1980, quando eu ocupava o cargo de Secretário de Obras, tive a oportunidade de projetar e construir um binário na Barra de Itaípe, pois na época, o único acesso à zona norte, Jardim Savóia e distrito industrial, era a Av. Ubaitaba.  Uma via de apenas 8 metros de largura que apresentava problemas sérios ente o parque infantil e o Jardim Savóia, com as duas mãos de trânsito totalmente saturadas já naquela época.

A solução foi abrir outra via no leito da antiga linha férrea.  Assim construímos uma ponte sobre o canal de itaípe e asfaltamos a via que passa em frente ao batalhão da Policia Militar e vai até o parque infantil, resolvendo o problema.

Outro pequeno binário foi necessário na Av. Itabuna, a partir da confluência da Av. Petrobras, pois naquele encontro o ponto de conflito ocasionava acidentes quase todos os dias. Quando abrimos a rua pelos fundos da Maçonaria, resolvemos o problema a contento, pois daí em diante não ocorreram mais acidentes e o tráfego melhorou substancialmente no trecho.

Mas o que podemos fazer quando uma via está em vias de saturação e não há outra rua paralela próxima?  Isso em Ilhéus é muito comum, pois, se por um lado os morros, os rios e o mar transformam a cidade em um espetáculo de deslumbrante beleza natural, por outro lado causam sérias dificuldades ao sistema viário principal, o qual ocupa os vales entre os diversos morros ou as margens fluviais e marítimas, sem vias paralelas nas proximidades, constituindo-se em opções únicas de tráfego.

Esse é o caso da Rua Bento Berilo, mais conhecida como Rua da Linha, trecho entre a Praça Cairú e a Av. Canavieiras. Essa via tem fundamental importância na estrutura viária de nossa cidade e já começa a apresentar problemas sérios. A primeira opção será eliminar o estacionamento de carros, aumentando uma faixa de tráfego em cada sentido, porém essa solução não durará muito, pois chegará o momento que a via estará novamente saturada e a melhor opção será transformá-la em via de mão única.

E qual seria uma via que pudesse canalizar o trânsito em sentido contrário? A Av. Soares Lopes não resolverá, porque entre essas duas vias situa-se o Centro histórico com suas estreitas ruas, no qual deve se evitar o incremento de tráfego.

Buscando uma solução, surgiu-me uma ideia que para alguns parece estranha e complicada, porém para outros significa uma solução prática e até simples: projetar um túnel entre a Baixa Fria e o Carneiro da Rocha, por baixo do morro do Terezópolis, ligando assim a região da Av. Canavieiras à região da Praça Cairú.

Esse túnel, pelas minhas contas, terá a extensão aproximada de 130 metros, portanto bastante curto, o que significa que os custos não serão tão elevados. É claro que serão necessárias desapropriações de alguns imóveis, mas nada que possa inviabilizar o empreendimento. Foi assim que, em 2006, quando foi elaborado o Plano Diretor Participativo de Ilhéus, fiz a exposição da ideia, que foi aceita e consta das diretrizes do desenvolvimento da infraestrutura urbana de nossa cidade.

Sei que muitos podem achar que se trata de algo difícil ou até um sonho inviável, porém afirmo que a sua concretização não é tão difícil, basta que tenhamos coragem e iniciativa de desenvolver o projeto e sair em busca dos recursos necessários para transformar a simples ideia em uma obra que poderá solucionar um dos gargalos do nosso sistema viário principal.

Um bom assunto pra discussão!

2 respostas para “Alan Dick Megi em: O TÚNEL”

  • Manoel David says:

    Tenho algumas sugestões: construção de duas passarelas para pedestre, paralelas à ponte,e criação de mais uma via para veículos com a supressão dos passeios, assim o transito poderá ser direcionado de acordo com o volume de veículos, colocando a disposição do maior fluxo duas vias e uma para retorno, tal solução é usada em São Luis do Maranhão. outra intervenção salutar para a nossa cidade seria a ampliação da Av. Princesa Isabel, e criação de um túnel ligando esta a Av. Candeias, com uma revitalização de toda a faixa da Av. Princesa Isabel, desapropriação das casas beirando o mangue e construção de uma orla com ciclovia e demais aparelhos para beneficiar a população daquela região. Lembrando ainda da construção de casas, no bairro, para realocar as pessoas desalojadas pela desapropriação.

  • Carlos Mascarenhas says:

    Claro que aqui escrevo leigamente, mas acredito que esta idéia defendida pelo Alan é brilhante, exequível e economicamente viável.
    Ilhéus com certeza vai experimentar uma fase de grande crescimento com a implantação do Projeto Porto Sul e da nossa ZPE, e uma obra como a proposta vai dar condições para que este crescimento seja feito sem maiores traumas na mobilidade urbana.
    Podemos pensar também em outras intervenções como: 1. A volta do serviço de lanchas entre o Centro e o Bairro do Pontal; 2. A definição de incentivos fiscais para a construção de edifício garagem; 3. A volta do Sistema de Zona Azul.
    Por outro lado sabemos todos nós da baixa capacidade de investimento da nossa Prefeitura, e portanto para conseguir os recursos necessários para a realização dos investimentos necessários, poderíamos pensar em PPPs – Parcerias Público Privada.
    Só para ilustrar, quero dizer que a idéia do Alan, deve parecer tão ousada hoje, quanto foi a idéia do Prefeito Eduardo Catalão construir em 1955 o viaduto que leva o seu nome.

    Parabéns Alan.

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