NOS TEMPOS DO COMÉRCIO DE VILAREJO
Quem nunca aproveitou a hora do almoço pra ir numa loja comprar alguma coisa? Algo normal e corriqueiro, principalmente pra quem trabalha o dia todo e não tem tempo disponível. Mas não é o que pensa o comércio de Ilhéus (não agravando a todos os comerciantes, claro).
Precisei ir à Av. Itabuna comprar algo, na hora do almoço, e foi quando me dei conta que aquele costume de séculos atrás ainda se mantém firme e forte por aqui. Muitas lojas fechadas para almoço, em plena segunda década do século XXI, numa cidade de 200 mil habitantes, como se essas lojas fossem todas “bibocas” e “portinhas”, cujo patrão é, ao mesmo tempo, o único empregado e tem que fechar mesmo pra ir almoçar.
Pois é, lojas de porte, que empregam vários funcionários, fechando as portas para almoço e perdendo vendas, quando bastariam implantar o simples rodízio de empregados no horário de refeição. Com essa visão de negócio fica difícil sair do marasmo e olhar para a frente e para o alto, ou então já se sentem realizados e não fazem questão das quase duas horinhas a mais no dia. Ruim para o cliente.
Lembro que, há uns vinte anos atrás, corria noutras cidades a piada: “em Ilhéus, até restaurante fecha pra almoço”. Quase isso. De lá pra cá pouco ou nada mudou.
Nilson Pessoa


























































