:: 18/abr/2013 . 9:00
Heckel Januário / UMAS E OUTRAS INUSITADAS DA CIDADE ( I )
(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)
São pertinentes as ligações nada convencionais envolvendo Bebel a começar pelo topônimo, uma corruptela de Belo Monte, pois o local onde fora erguida sequer um montinho boiando como prova se tem ciência. Elevações que a circundam por ação da conquista territorial e o fato do nome da cidade natal do descobridor português estar inserido, ou melhor, claramente inserido –para homenageá-lo– desde o século 18 na Vila de Nossa Senhora do Carmo do Belo Monte, são outros quinhentos.
E o mais incomum mesmo considerando a catequese jesuítica, foram os donos do pedaço, os Botocudos, respeitados pela ferocidade a ponto de não hesitarem em abater o próprio parceiro para traçá-lo, terem convivido de mãos dadas desde início com os inimigos: os aportados colonizadores lusitanos. Diz-se até que a pacificidade entre eles era tão exemplar que juntos adentravam o caudaloso Patiche, ou Rio Grande (designações primitivas do rio Jequitinhonha dadas pelos nativos e primeiros colonos) na garimpagem de disputados diamantes e outras pedras preciosas.




























































