“Que país é esse?”. Perguntava Renato Russo. Cazuza queria mais um pouco de “Ideologia”. Esse é um país que os nossos poetas da música decretavam em suas canções à juventude de ontem. O poeta Ferreira Gullar é outro intelectual que declama aos nossos ouvidos essa indiferença social que existe desde o achamento do Brasil.

Drummond marcou um lirismo bem mineiro na poesia social, João Cabral de Melo Neto, era outro diplomata da realidade seca e crucial.

Onde estão os pensadores que pensam o real brasileiro? Será que estão encastelados nas academias. Estão mudos?

Seremos um povo de um mundo caduco mesmo. De um país alienado que Monteiro Lobato tanto quis mudar para ser uma nação industrial, mas Getúlio sempre, cruel, destruía.

O Brasil é um país tropical, uma democracia surreal. Plantamos e colhemos tudo que semeamos. Mas é uma terra muito mal distribuída em se tratando de sua renda. Era bom dar a vara de pescar, não o peixe. Pois vira um aleijão. Parece que já virou. Há muita usura.

Renato Russo, Cazuza, Chico Buarque. Tantos outros compositores tracejavam muito a respeito dessa terra varonil. Autores, dramaturgos, artistas em geral descrevem sobre as questões sociais desta terra chamada Brasil e isso nunca vai acabar, pois coisas desta terra jamais serão finalizadas enquanto tiver espertos para fazer a gente de besta.


Luciano Cordier Hirs – Itabuna – Bahia