PARA ONDE VAMOS
Fiz esta pergunta e nem eu sei responder.
Corri pela cidade. Andei pelo centro. Fui aos bairros e adjacências. Não fui aos distritos, povoados e vilas, mas, se estiverem nas mesmas condições do Rio do Engenho, Lagoa Encantada e Sambaituba, nem é preciso dar a volta ao mundo.
O que vi e ouvi são coisas absurdas. A nossa cidade está caminhando para o caos total.
Lixo, lixões, ruas e avenidas esburacadas, acessos impraticáveis, construções irregulares, violação ao meio ambiente, oficinas mecânicas em plena rua, barracas espalhadas por todos os cantos, desrespeito às normas do Código de Postura, saúde e educação batendo cabeça, enfim, parece que estamos caminhando para os confins de uma cidade que está enfrentando uma séria e perigosa crise de desatenção político/administrativa, a população sem acreditar no Gestor Público, os impasses e arrogâncias sem chegar a um consenso pelo bem comum.
Misturando todos esses ingredientes o prato final será muito indigesto e ninguém vai querer saborear.
Fala-se muito em Lei de Responsabilidade Fiscal, excesso de pessoal e afins, não entendo o porquê da prefeitura ter contratado tanta gente para as diversas secretarias.
Só para relembrar um assunto que em outra ocasião abordei aqui no R2CPRESS, a Prefeitura Municipal de Ilhéus dispõe de um quadro de servidores que faz inveja a qualquer empresa privada.
No quadro de nível superior temos profissionais para qualquer atividade – engenharia civil, arquitetura, planejamento e desenvolvimento urbano, meio ambiente, saúde, educação, recursos humanos, jornalismo, etc. No quadro técnico e de apoio administrativo também temos inúmeros servidores em condições de assumir responsabilidades e dar conta do recado.
Mas depois das eleições vem uma enxurrada de contratações, com salários altos e aí somando aos graves problemas encontrados a bola tende a explodir, foi o que aconteceu nesses seis meses de mandato do novo alcaide.
Nunca vi e nem conheço nenhum plano de valorização ao servidor público municipal, os nossos barnabés, entra prefeito, sai prefeito e eles continuam nos mesmos lugares e sem a devida valorização.
E o caos está implantado, a turma e os agregados do alcaide estão criando uma couraça de proteção tentando esconder a bronca visível e a coitada da Gabriela entregue ao próprio destino.
Meus caros conterrâneos: projetos são projetos e nem todos chegam a ser implantados, mas a nossa vida diária precisa ser resgatada, a comunidade precisa acreditar em alguma coisa, ninguém pode resistir a mais quatro anos de inércia, nessa brincadeira já sofremos doze anos, é fácil fazer as contas.
O tempo é perverso, passa rápido e as seqüelas ficam entranhadas marcando a passagem dos gestores públicos.
Temos uma praça denominada José Joaquim Seabra, de um lado fica a casa do povo e do outro um palácio, e no meio a comunidade sem saber para onde vai e com quem vai.
Devemos resistir? Sim senhor, desistir jamais.
ZÉCARLOS JUNIOR



























































