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NOTA PÚBLICA

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Nós, Igreja Católica presente em Ilhéus, estamos preocupados com a situação caótica do nosso Município. As manifestações surgidas por todos cantos clamam por soluções junto aos responsáveis da administração da nossa cidade. A população já não suporta mais essa situação.

A Igreja como “advogada da justiça e defensora dos pobres”, diante dos clamores do povo, se coloca à disposição para ajudar no diálogo a fim de que se chegue a uma solução em benefício da população, em especial aquela mais pobre e carente.

A Igreja Católica em Ilhéus está do lado da população, “trazendo o bem precioso da fé em Jesus Cristo, que veio para que todos tenham vida em abundância”.

Não podemos ficar desiludidos com a corrupção daqueles que “em vez de buscar o bem comum procuram seu próprio benefício”. Fazemos nossa a palavra do Papa Francisco que nos diz: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar.

É preciso, urgentemente, encontrar uma solução para essa situação, que já se alastra por muito tempo, para que a nossa cidade possa voltar à sua normalidade.

Ilhéus, 05 de setembro de 2013

Dom Mauro Montagnoli, bispo diocesano

1 resposta para “NOTA PÚBLICA”

  • JUVENTINO RIBEIRO says:

    Dom Mauro,
    ao ler a nota de Vossa Excelência Reverendíssima, lembrei-me do sermão do Padre Antonio Vieira, proferido em 1650, na Capela Real, em Lisboa (pelo local onde o fez, no primeiro domingo do Advento, suponho que diante de toda a Corte Lusitana, com Vossa vênia, faz-me crer que aquele padre, do qual sou grande admirador, tinha três testículos).
    … e Deus há-vos de pedir a conta a vós, porque o vosso voto foi causa de todos aqueles roubos. Prove o que elegestes os ofícios de paz e guerra, nos que têm mais que peitar, deixando os que merecem e os que serviram; e vós haveis de dar a conta a Deus; porque o vosso voto foi causa de todas aquelas injustiças. Oprime o que elegestes os pobres choram as viúvas, padecem os órfãos, clamam os inocentes; e Deus vos há de condenar a vós, porque o vosso voto foi causa de todas aquelas opressões, de todas aquelas tiranias. Matam-se os homens no governo dos que elegestes, arruínam-se as casas, desonram-se as famílias, vive-se como em Turquia; e vós o haveis de ir pagar ao Inferno, porque o vosso voto foi causa de todos aqueles homicídios, de todas aquelas afrontas, de todos aqueles escândalos.
    … Maldito seja o dia em que nos elegeram e maldito quem nos elegeu! Maldito seja o dia em que nos confirmaram, e maldito quem nos confirmou! …Sabei, Cristãos, sabei príncipes, sabei ministros, que se vos há de pedir estreita conta do que fizestes, mas muito mais estreita do que deixastes de fazer. Pelo que fizeram, se hão de condenar muitos; pelo que não fizeram, todos. … Lede agora o relatório da sentença do Dia do Juízo e notai o que diz: Discedite a me, maledicti in ignem æternum: Ide, malditos, ao fogo eterno. — E por que? — Non dedistis mihi manducare non dedistis mihi potum, non collegistis me, non cooperuistis me, non visitastis me. Cinco cargos, e todos omissões: porque não destes de comer, porque não destes de beber, porque não recolhestes, porque não visitastes, porque não vestistes. Em suma, que os pecados que ultimamente hão de levar os condenados ao Inferno, são os pecados de omissão.
    … A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete e com mais dificuldade se conhece; e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo; e pecado que nunca é má obra, e algumas vezes pode ser obra boa, ainda os muito escrupulosos vivem muito arriscados neste pecado.
    … Entrou Zaqueu em exame escrupuloso de sua consciência sobre o que tinha roubado, e fez estas contas: Se eu não roubara a Fulano, tivera ele a sua fazenda; se a tivera, não perdera o que perdeu, adquirira o que não adquiriu, não padecera o que padeceu. Ah sim! Pois para que a minha satisfação seja igual à minha culpa, dê-se a cada um quatro vezes tanto como lhe eu houver defraudado. Com a primeira parte se pagará o que lhe tomei, com a segunda o que perdeu, com a terceira o que não adquiriu, com a quarta o que padeceu.

    Seria tão bom se isso se aplicasse no Brasil, penalizando esses canalhas usurpadores que se utilizam das procurações (votos) a eles confiados por incautos nas urnas.

    JUVENTINO RIBEIRO

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