PRAÇA DO CACAU
Em 2007, aqui mesmo no R2CPRES, fiz esta nota sobre a Praça do Cacau.
Como parece que voltou a ser cogitado o projeto de adoção de praças, resolvi republicar o assunto.
ESTAMOS EM 2013 E O ABANDONO TOMOU CONTA DA ÁREA.
Portanto, fica para conhecimento do poder público e se possível a adoção de alguma providência.
Eis a nota:
No segundo mandato do prefeito Jabes Ribeiro, foi revitalizada a Praça do Cacau. Lembro-me que o projeto era simples, mas cheio de simbolismo, sobre o que é uma fazenda de cacau. Suas cercas, os cacaueiros, as árvores de sombreamento, alguns brinquedos representando os objetos que existem em toda fazenda da nossa região e que nos levava a uma viagem ao meio da roça. Teve, ainda, a instalação do busto em homenagem ao escritor Adonias Filho, doado pela Nestlé.
Lembro-me, também, de quem estava à frente da empreitada, o nosso amigo César Benevides, mais conhecido como César Cão. E como ele se desdobrava para manter aquela área arrumada e que lembrava uma mini fazenda de cacau, símbolo de uma região, mesmo com a incômoda presença da vassoura de bruxa.
Não me lembro se a prefeitura, na época, teve apoio da CEPLAC para realização da obra. Mas ela foi feita e virou atração, tanto para os nativos, como para os turistas e visitantes.
Passado algum tempo, e a nossa Praça do Cacau foi sofrendo a ação do abandono, como foi a ação virulenta da vassoura de bruxa nas fazendas de toda a região cacaueira.
Hoje, se encontra em TOTAL ABANDONO, como se fosse uma área longe de tudo e de todos. Perguntamos: de quem é a responsabilidade? de quem é a culpa pelo desmando? Sinceramente, não sei.
O busto em homenagem a Adonias Filho, totalmente estragado, inclusive, sem a placa indicativa (foi arrancada).
Quando do início do projeto do atual prefeito, versando sobre a adoção de praças por parte das empresas sediadas na nossa cidade, o Superintendente Regional da CEPLAC, Sr. Geraldo Landim, foi entrevistado pela TV Santa Cruz na própria Praça do Cacau, e ele afirmava, naquela oportunidade, que a CEPLAC iria colaborar adotando aquela praça.
Fiquei muito feliz por dois motivos: primeiro por ser ceplaqueano e, segundo, por a CEPLAC tomar a iniciativa de revitalizar um logradouro que vislumbra a história do que foi um dia a era do cacau, a era do apogeu econômico, a era dos coronéis, a era da bonança, a era do poder, a era da gastança desenfreada, a era do eu faço e aconteço, a era … a era….
Voltando à responsabilidade, quando à essa altura todos vão se esquivar de alguma maneira, achamos que alguma coisa tem que ser feita. Não vamos criar mais um projeto milionário, vamos adotar as práticas que uma roça precisa fazer, tais como: capina, poda, desbrota, correção de sombreamento, recuperação de cercas, combate às pragas, correção do solo, adubação, etc.
Nada que um grupo de OPERÁRIOS RURAIS da CEPLAC não possa fazer ou mesmo orientar o pessoal da prefeitura, claro que com a supervisão direta dos nossos colegas, agrônomos ou técnicos agrícolas.
O que está faltando para que isso aconteça? A prefeitura solicitar? A CEPLAC se prontificar a colaborar? os homens que mandam esquecerem as divergências e construir um benefício para todos?
Por todas as dificuldades porque passa no momento a nossa querida cidade, a Praça do Cacau é mais uma situação que nos deixa perplexo.
Minha gente, uma cidade que tem na atividade turística um meio de crescer economicamente, aquela praça, que alguns podem entender que não seja uma necessidade a sua recuperação, é um ponto turístico. Ali está uma maquete ao vivo de uma fazenda de cacau. Para o visitante que não conhece é uma coisa importante.
Todas as cidades que adotam o turismo como uma alternativa de mais desenvolvimento, têm seus símbolos bem cuidados e bem divulgados.
Ficam aí estas linhas, para que os homens do poder, tanto de um lado como do outro, revejam a situação e tomem as providências.
Ah! Lembrando: os outros pontos turísticos também necessitam de mais atenção.
Com relação ao patrimônio histórico e cultural de Ilhéus, é pano para muitas, muitas mangas. Se os poderes públicos (municipal e estadual) não adotarem medidas urgentes de recuperação e preservação, muita coisa vai se acabar (algumas já estão acabando).
ZÉCARLOS JUNIOR




























































Prezado amigo Ceplac.
Como ceplaqueano,mesmo aposentado, não poderia eu deixar de corroborar com seus apelos, para com aquela Praça do Cacau. Tudo que você disse é exatamente o que aconteceu, sem mais, sem menos.
Se nossa CEPLAC, não quer cumprir a promessa dela do passado, cabe a atual administração municipal, correr atrás de novo, e solicitar que a ADOTE,pois seria o mais lógico.
Apesar que, tomamos conhecimento extraoficialmente, que nossa Instituição, acaba de sofrer um corte em seu orçamento, que era inicialmente de 9 milhões para 900 mil reais. O que se comenta é que destes, 9 milhões, ela já teria usado até agora 5 milhões, portanto, são dos 4 milhões restantes que se corta nada menos de 4 milhões e 100 mil reais. Ora, se 9 milhões já era um orçamento anual, sem muita perspectiva a ser realizado nesta região, imaginem agora com este corte!
Quando venho anunciando, que o governo federal vai extinguir a CEPLAC por inanição, parte dos colegas da ativa, dizem que sou muito pessimista.Bom, quem viver, e não precisa ser por muito tempo,VERÁ.
Resta-nos pedir a DEUS, que o município, faça a sua parte o mais breve possível com esta e outras praças no básico, como roçagem, pintura de meio fio, varreção diária e coleta do lixo, que entendemos que não há mistério para isso. Para precisa de verbas mirabolantes,o próprio pessoal da prefeitura, resolve isto, ou então volta à tona com ADOÇÕES DE PRAÇAS E OU OUTROS LOGRADOUROS PÚBLICOS,pela a iniciativa privada. Só que desta vez tem que ser uma coisa urgente, e com firmas sérias, para que não aconteça como vem acontecendo com a Praça São João Batista, que na primeira ADOÇÃO, seu pai adotivo, sumiu no cartório. O segundo, ainda acho que cumpre os tramites legais para adoção, e como isto neste país leva tempo, esperamos que mesmo antes do filho adotivo, não seja adotado pelos “traficantes”, o seu verdadeiro pai tenha autorização para dá a este filho (Praça São João),a dignidade que todos nós merecemos.
Valeu Zé por mais este apelo.
Um abraço Rezende.
O que vemos aqui em Ilhéus parece ser o caso de um doente que tem uma doença séria por exemplo no coração, cujo tratamento é difícil e caro. Fica todo mundo preocupado com esta doença, tentando tratá-la sem muito sucesso. E aí uma serie de pequenas doenças vão aparecendo por todo o corpo do doente e ninguém faz nada, pois todos estão preocupados apenas com a doença grave.
O organismo vai então apodrecendo e o doente termina morrendo de infecção generalizado, mas o coração continuou batendo normalmente.
Que a equipe médica principal continue preocupada com a doença mais grave, mas que enfermeiros, enfermeiras, alguns outros médicos e todos os familiares se preocupem com as pequenas doenças que corroem o corpo do doente.
Voltando a Ilhéus, o nosso desequilíbrio fiscal é a grande doença que precisa sim ser tratada e aí precisamos ate de especialistas de fora. Mas o lixo, o abandono dos nossos prédios públicos, a ineficiência da saúde e da educação,o paradeiro do nosso comércio, a ociosidade da nossa industria e a inexistência de políticas e de ações para o nosso turismo, carecem de ações urgentes.
PREFEITO JABES RIBEIRO, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.