Para a nação mais “democrática” do planeta, os EUA, os seus interesses estão acima de tudo, mesmo nos casos em que implique relação de conjunto.

Digo esses de caráter internacional ou que podem envolver este direito, como a bisbilhotagem em 2012 da vida da presidente Dilma, seus assessores próximos e de órgãos nacionais pelo seu serviço secreto de inteligência através da internet, configurada por ser fora do “vale tudo” de uma guerra uma violação à soberania brasileira. E as provas são os documentos apresentados pelo ex-analista Edward Sinowden (o funcionário da Cia que abriu o bico nos noticiários e é procurado pelo governo americano) revelando os EUA violarem “segredos comerciais”, inclusive sobre petróleo e energia. Cenário este, motivo no início, do destaque entre aspas de seu regime.

E que me levou à suíça Abiah Reuter, forte empresária no ramo de coco, cacau e piaçava em Belmonte, de quem se dizia ter contacto por ocasião da 2ª Guerra Mundial com submarinos alemães nas proximidades de Mogiquiçaba, distrito deste município e, à conversa que os americanos atacavam barcos mercantes brasileiros para forçar o Brasil entrar nesse conflito.

Duvidei da primeira oitiva e da outra não aceitei verdadeira por achar recheada de absurdo, apesar do apelo de “guerra é guerra” da época.  Mais tarde, porém o Efeito Laranja no Vietnã, as bombas de Hiroshima e Nagasaki etc., etc., foram fazendo minha cabeça. Contudo, aberta, como se diz, não se prendeu ao antiamericanismo como simples contrapor do anticomunismo da direitona careta, nem tampouco se radicalizou contra o mercado, embora jamais o liberal sistema como solucionador de problemas sociais convencesse os neurônios. A atual proposta de ataque a Síria sem uma conversinha preliminar com as aliadas e o violentar recente de nossa intimidade, e ainda seus métodos e a prepotência, não deixam dúvidas.

Sim, um dos documentos de Edward merece o registro: diz da preocupação norte-americana com o crescimento do Brasil a ponto de externar se o tem como um amigo, inimigo ou como um problema. O tupiniquim aqui se arroga dizer que o xis do quesito cabe na terceira opção, as outras duas são para enganar a torcida. Explicando descarto a primeira porque só quando atrapalham seus planos os americanos não hesitam em afundar um barquinho indefeso; inimigo não vem ao fato haja vista o tratamento adotado por eles e conhecido de todo o mundo: a porrada.  Parece-me na verdade como  de muito eles têm consciência da fragilidade moral do político daqui, o que aflige a poderosa nação não está nesse aumento da capacidade produtiva, mas na corrupção, corrupção dos políticos que pode contaminar os de lá, ou seja, o problema é o problema de contaminação. Além disso, levando-se em consideração que uma nação é sua representação política ao longo do tempo, o problema se agrava em razão da corrupção ter sido com a experiência e credibilidade adquiridas, institucionalizada.  (Note bem neste espaço aberto que o presidente Obama, o “cara”, pretende diplomaticamente esclarecer o ocorrido, conforme a nossa mandatária fez questão de divulgar da reunião do G-20. Mas que não fique desta feita só na diplomacia e tão somente!).

Com uma tecnologia capaz de penetrar tranquila e calma nas entranhas alheias e, sabedores de que no território verde-amarelo os negócios dos políticos são, via de regra sobrepostos, contrariamente ao “acima de tudo” do preâmbulo, é redundante, mas é preciso reforçar que os americanos sabem timtim por timtim dos nossos sofríveis incorruptíveis e da força da maioria corrupta. Por outro lado, ora, astutos e cientes do poderio como são, não é de se estranhar que no fundo desejem e aplaudam usando da artimanha para nos confundir um Brasil de políticos corruptos, pois a submissão torna-se fácil!

Heckel Januário