PSICOMUNDO – CONTO DE AMIGO MALANDRO
Esta semana encontrei um amigo que há anos não traçávamos um bom papo. Esse cara sempre foi do tipo de pessoa que quando encontrava seus amigos, como eu, é claro, era uma festa de memoráveis abraços. Fazia questão de perguntar como vai à saúde e a família vai bem, e os negócios estão em alta, seu carro está funcionando bem, e seu trabalho continua no mesmo, continua garanhão como antes, poxa você me parece que está muito legal e o que faz para ser assim tão jovem ainda! Ele após o meu pedido de calma, eu dizendo menos amigo, finalmente disse que continuava pescando e pegando enormes peixes e a sua vida estava boa.
Falando sério eu não encontrava palavras para contrabalancear seus argumentos. Ouvi tantas coisas e ele olhando para mim, continuou e ai, quais são as novidades? E quando respirei e ai falar alguma coisa o cara voltou com a sua carretilha, parecendo ter sido vacinado com agulha de vitrola.
Continuou. Mano a semana passada convidei cinco amigos e fui pescar na Tulha, lá pras bandas de Itacaré. Levamos feijão, carne do sol, arroz, e camarão cozido.
Fiquei imaginando, poxa pescaria com camarão cozido?
Ele continuou engrenando o papo. Justificando que o tal camarão cozido era para no caso de não pescar nada, colocariam esses ingredientes na panela para não ficar à noite com fome. E foi o que aconteceu! Segundo ele, quando foram acender o fogo que já estava com panela sobre quatro tijolos comuns, não havia fósforo, o que obrigou a um do grupo ir buscá-lo em outro local a mais de 5 km de distância.
E eu calado, ouvia tudo bem atento e sem piscar nem os olhos. O caso estava ficando muito interessante. Imaginei: que papo da zorra, esse cara falava de política, de assuntos sociais, jogava futebol, de coisas sérias, e vem agora com essa conversa frouxa.
Para meu espanto, bateu no meu ombro, e de repente, perguntei como ficaram as coisas, e o feijão e a carne sobre os tijolos?
O cara olhando para mim sério, disse: “quase ocorria uma briga infernal, porque quando o colega chegou com o fósforo, fogo estava com as brasas acesas e a panela fervendo, e acendeu sozinho!
Imaginei, esse cara pirou de vez, e perguntei quem acendeu o fogo cara? Uma lagarta de fogo, e todos seus companheiros viram quando ela saia rastejando de dentro do fogo.
Ele veio com essa de que uma lagarta de fogo havia entrado no fogo e passando pelo carvão acendeu o fogo, e foi à salvação para não continuar a briga entre os que ficaram e o cara que foi buscar o fósforo!
E eu fiquei atento nessa conversa por muito tempo e depois… PENSE NISSO!!!
Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia.


























































