Parabéns, Joaquim Barbosa, pelo esforço hercúleo e descomunal para mudar a máxima desse País onde ricos e políticos não vão pro xadrez.

Infelizmente seu projeto, por enquanto, foi por água abaixo, vencido não só por Celso de Mello nesta tarde, mas, principalmente, por Lewandowsky e Toffoli ao longo de todo processo do mensalão. Celso de Mello frustrou a expectativa de muitos milhões de brasileiros – quase todos – com o voto de hoje favorável aos embargos, o que já era esperado. Não vamos aqui dissertar ou detalhar os famigerados embargos infringentes (estes nunca antes aplicados pelo STF), até porque não somos juristas. Mas como um leigo observador, entendo que cabe a quem julga, interpretar tecnicamente a Lei e aplicá-la. Na teoria, tudo bem.

Na prática, penso ser um pouco diferente, pois o julgador não é uma máquina, é alguém dotado de razão, emoção e sangue nas veias. Máquinas não têm bom senso, humanos têm e podem usá-lo sem desvirtuar a Lei.

Perdeu-se uma oportunidade áurea de se mudar a história brasileira, no que tange à legislação ser dura e igual para todos.

Gente como Dirceu, Valério, Genoíno, Delúbio e outros será enormemente beneficiada pelo voto de minerva de Celso de Mello e, bem provável, alguns deles não mais verão o sol nascer quadrado, apesar dos crimes cometidos.

A noite deste 18 de setembro de 2013 será mágica e gloriosa aos mensaleiros, que comemorarão à base de muito champagne francês, caviar russo e charuto cubano, sem dispensar, claro, uma saborosa pizza à brasileira. Felicidade deles, tristeza e decepção nossas. Nada mudou.

Nilson Pessoa