Os moradores de Avenida Princesa Isabel resolveram interditar a passagem de motoristas e motociclistas na via que dá acesso a única rua por onde passam inúmeros carros. Colocaram improvisados cavaletes, fizeram uma fogueira, e finalmente ficou proibida a movimentação de veículos automotores que trafegam por essa artéria pública vindo de Itabuna para centro da cidade e vice-versa.

O mais interessante nessas controvérsias e que originou uma grande manifestação pública, deu-se pelo fato da existência de um enorme buraco na rua. Trata-se de mais um descaso de enormes proporções com requintes de falta de respeito aos moradores da Princesa Isabel. E, vamos contar porque ocorreram os fatos desastrosos dessa inusitada interdição.

A Administração pública de Ilhéus vem efetuando a sua operação tapa buraco, e não entendemos o porquê da inexistência de engenheiros formados acompanhando essas obras, as quais estão sendo realizadas de forma grosseira e sem nenhuma qualidade. Nessa localidade, nessas condições taparam vários buracos, e aconteceu que ficou uma cratera em frente a algumas residências e vem tirando o sossego dos seus moradores, quando veículos, principalmente caminhões, passam e caem nesses buracos provocando uma zoada de matar qualquer ser humano em estado de choque causado pelos estrondos dos pneus dos veículos com os buracos.

E o pior é que vários dias nesse desconforto e ninguém da Secretaria de Obras do Município resolveu tomar as providencias para corrigir essas mazelas que continuam contrariando a nossa população. Como vemos, são tantas coisas pequenas trazendo alvoroço e desavenças entre o povo e a administração pública de Ilhéus. E o culpado, com todo respeito, é o eleitor, o qual escolheu seus representantes pela ação da livre escolha do voto.

Analisando as informações que surgem no cotidiano da sociedade brasileira, temos a certeza, os eleitores conhecem a máquina para utilizada na eleição dessa classe cheias de contradições, e tem três botões, mas deveria ter quatro! Um, o branco, serve exatamente para votar em branco, o outro laranja, para corrigir, e o verde, para confirmar. Qual foi o botão que faltou? O de “anular o voto”. Dessa forma, agradecemos aos nossos dignos representantes, responsáveis por essa organização, a omissão do singelo e inofensivo ato para uma verdadeira democracia, “desse botãozinho”. Que seria dos candidatos se existisse essa opção, facultando ao eleitor o direito de votar ou ficar em silêncio diante de tantas aberrações e escândalos criados por políticos insensatos buscando apenas o poder?

Ouvimos exclamações pelas ruas: “Caso você deseje anular seu voto, digite um número inexistente, de preferência, 0000 para não haver enganos, pois ainda não há uma tecla específica para anular o voto”. Uma frase muito interessante que me deixou à interrogativa: Qual seria a forma honesta de orientar o eleitor? Tem ênfase no meio da população: “Cuidado!” Seu voto poderá ser nulo se você digitar um número de candidato ou de partido inexistentes e depois apertar a tecla verde “confirmar”.

Imaginamos qual a impressão que terá os eleitores, (vitimas dos candidatos, cabos eleitorais e santinhos com propagandas enganosas de políticos), sobre as máquinas que foram convenientemente fabricadas sem o botão de anular! Seria porque o Código Eleitoral, em seu Artigo 224, diz que “se a nulidade atingir a mais da metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais, ou do Município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias”?

Segundo o TSE, os votos em branco, de forma diversa, não anulam o pleito, pois não são considerados como nulos para efeito do Artigo 224 do Código Eleitoral (Acórdão nº 7.543, de 03/05/1983). Existem pessoas que opinam que este botão é desnecessário, vai confundir a população. Imaginemos o seguinte diálogo, fictício, mas altamente possível entre o inventor da máquina de votar e as autoridades: – Senhores, de que cor deverá ser o botão de voto nulo?

Anos atrás foi à vez de a esperança vencer o medo, e muita gente se deixou seduzir por candidatos travestidos de uma promessa impossível, lobos que perderam o pelo da noite para o dia, pelas mãos de milionário mago da publicidade e do ilusionismo.

Como controlar atualmente as mazelas dos descaminhos criados para o entendimento de tantas controvérsias que deixaram à ética e a moralidade em segundo plano? Nossa população está desconfiada de tudo e de todos os supostos homens que estão pleiteando um lugar à sombra do poder! Continuam blasfemando: “tudo por amor à minha cidade e ao meu País”.

A sociedade se sente humilhada, e tripudiada por quem deveria servi-la com alto bom senso de altruísmo. Ser elevado à categoria de representante popular, julgador ou comandante da nação é algo que deveria ser retribuído com reverência, respeito, e, sobretudo, honestidade. Vive-se hoje uma mudança de sistemas de escolhas eleitorais, pairando imensas dúvidas nos destinos dos nossos bens morais e patrimoniais, principalmente, “o erário público”, tão sacrificado para a manutenção e sobrevivência do povo e do nosso País.

Precisamos fazer com que a palavra, o olhar, o sorriso, a ternura e o amor, deixem de ser exclusividade nosso guardado dentro de nós, temos de repartir com os outros! O egoísmo e a falta de entendimento entre as pessoas contribuem para estes fatos. O mundo competitivo torna-se ameaçador e violento, gerando um homem medroso, inseguro e insensato. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – 73 8844-9147 – Ilhéus-Bahia