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CABANAS DE PRAIA QUE ESPANTAM CLIENTES

O verão é uma época boa para se falar das nossas cabanas. Não agravando a todas, claro, mas à maioria.
Pra se ter uma ideia, entre as dezenas de cabanas da orla urbana de Ilhéus, só costumo frequentar duas ou três, e isso após anos de tentativas, pesquisas e experimentos. O critério de seleção é simples: o tripé da qualidade cardápio/atendimento/preço. Convenhamos, duas ou três cabanas, num universo de dezenas, é muito pouco. Por conta disso, ainda insisto, na teimosia, tentar conhecer e aprovar novas opções. Em vão. Não adianta, é só decepção e aborrecimento. Vou contar, aqui, minhas três últimas experiências.

1) Certa vez, escolhi uma cabana aleatoriamente e adentrei. Sem som ambiente, bom sinal (melhor nada do que certas “músicas” e a certos volumes). Puxei a cadeira para sentar, o garçom se aproximou. Foi quando, nesse exato momento, o “DJ” botou um “som” a todo volume, bem naquele estilo. A “música” era “Puta que Pariu” (alguém ainda lembra dessa?). Não deu tempo nem de sentar. Dei meia volta, fui embora e o garçom não entendeu nada. A tal cabana pode até agradar a alguns, mas espanta muitos.

2) A famosa cabana que não aceita cartão. Cheque, ninguém mais aceita; ainda bem que já está quase em desuso e, em se tratando de pessoas físicas, não tardará a virar peça de museu. Já os cartões de débito/crédito nunca estiveram tão em voga como atualmente, pela facilidade, praticidade e segurança de não precisar andar com o bolso cheio de dinheiro. Mas a cabana que não aceita cartões não pensa assim. Eu mesmo não volto lá. Aliás, essa cabana deveria ser incluída no roteiro de turismo histórico de Ilhéus, como “a cabana do século dezoito: só no dinheiro vivo”. Seria uma atração, pois é a única cabana que conheço, em praias urbanas do Brasil, que não opera cartões. O pior é que o proprietário parece não imaginar que a fama de “cabana que não aceita cartão” vai muito mais além do que a de “cabana do sanitário limpinho”.

3) Essa foi hoje. Além da famosa tabuleta bem visível “Não aceitamos cheque”, garçons de cara amarrada e o aviso verbal de “pagamento com cartão, só acima de vinte reais”, estabelecendo valor mínimo, numa afronta explícita ao Direito do Consumidor. Mais uma, riscada da lista.

Enfim, estamos ainda na pré-história do bom atendimento. Essa é, sem dúvida, nossa maior deficiência em toda atividade comercial, como se fosse uma praga, uma doença sem cura. Imagine essa praga instalada numa cidade que almeja projeção no turismo…

Nilson Pessoa

3 respostas para “CABANAS DE PRAIA QUE ESPANTAM CLIENTES”

  • Romilson A. Santos says:

    Caro Nilson,
    Além de tudo que você citou eu ainda acrescento o fato de que, se algum de nós formos às cozinhas de uma dessas cabanas, nossa………………lhe garanto que desistimos de comer qualquer coisa de imediato. Tudo isso somado aos preços exorbitantes das cervejas, refrigerantes, sucos, água de coco, etc….. podemos concluir que; Se a praia é pública, o melhor é recorrermos ao bom e velho isopor e gelo e levarmos nosso próprio tira-gosto, assim, quem sabe esses cabaneiros tomam vergonha na cara e passam a cobrar preços justos pelos seus serviços e produtos! Ademais, esse não é um a prática só dos cabaneiros e sim da maioria absoluta dos donos de restaurantes e bares de toda a nossa cidade.
    Façamos como muitos cariocas, que em protesto à ganância dos empresários do setor, estão indo às praças com isopores e levando suas próprias bebidas e se a moda pega, com certeza eles tomarão vergonha na cara.

  • Caro Nílson,

    Diante destas ” questões ” que pra mim são velhas e ninguém está preocupado em resolver, haja visto que entra verão, saí verão, e nada muda, já há algum tempo tomei uma decisão meio egoísta, criei ambiente e condições aqui na minha residência e não sei onde ficam as barracas das nossas lindas prais.

    Nílson! sou nascido e criado na beira da praia, sou portanto biribano de praia, principalmente da gloriosa Soares Lopes e do Pontal, mas cansei, fico no meu cantinho pra não me aborrecer.

    Parabéns por suas colocações, cidadão que é cidadão age assim.

    ZÉCARLOS JUNIOR

  • Wagner Gentil says:

    Que cidade?
    Que Turismo?
    Que Cabanas?
    Aqui a movimentação de VERANEIO iniciou-se em 27 de Dezembro e em 20 de Janeiro tinha-se já, a cidade, esvaziado. Nem durista sobrou!
    Há!há!há!há!uia! – A orla norte verificou seu pior verão em muitos anos e a sul contabilizou, da mesma forma, sua pior movimentação em qualidade de visitantes; mais uma vez ficamos com os goianos do quadradinho e de fora dele, mineiros de Montes Claros e região de Janauba nas versões funcionalismo público tipo modelo 1000, pé de boi, sem ar, à gasolina, ano 2010 para baixo.
    Coitadinho daqueles empreendimentos que esperavam pagar seus compromissos e fazer manutenção, não vão não, as placas de R$ 70,00 a diária, por casal, já infestam a rodovia Ilhéus Olivença desde o dia 15 de Janeiro; isso é o que eu chamo de turismo em alta!
    huauahuiahákahakahakahahahahahakakakakaká.
    Wagner Gentil

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