O SILÊNCIO – Estado de quem se cala
Pois é! Os dias estão passando, a grave denúncia foi feita e o silêncio da casa do povo já está incomodando.
A inquietação dos ilheenses decentes que querem ver o caso apurado é grande, mas nem isso está levando a mesa diretora da gloriosa câmara de vereadores a adotar medidas urgentes para devolver à população uma resposta adequada e, acima de tudo, convincente.
O que deixa a todos apreensivos é que o cidadão que apresentou a denúncia não quis apenas jogar flores no ventilador, ele foi ao vivo em plenário e deu seu depoimento, não se preocupando em omitir nomes e nem que a denúncia pudesse também lhe atingir, haja vista que não apresentou nenhuma prova naquele momento.
A mesa diretora da câmara tem instrumentos legais para apurar os fatos, apenas a população está questionando a demora em fazer com que a verdade nua e crua apareça.
Se o acusador tem provas que apresente, seja à própria câmara ou às autoridades judiciárias, se os acusados são inocentes, que também saiam da toca e apresente suas versões, o que não se pode admitir é esse disse-me-disse, e o caso sendo empurrado pela barriga.
A nossa sofrida cidade já tem uma importância e uma idade que não pode absorver esse tipo de comportamento dos nossos bravos edis, que são eleitos como representantes de um povo e encarregados de criar leis que influem no bem estar das pessoas.
Não podemos aceitar que os belos exemplos da capital federal sejam parâmetros para a nossa cidade e o assunto fique apenas sendo comentado nas ruas e na mídia.
Os políticos parecem que estão acostumados com essas denúncias, pois com provas e até sem provas, eles procuram de todas as maneiras algum escape para não ser punidos e continuar exercendo seus mandatos passando por cima do bem e do mal.
Se os membros da mesa diretora apurar com rigor e decência este grave fato e apresentar um resultado positivo, com certeza estará fazendo um grande trabalho em benefício da ordem, da ética e do respeito à causa pública.
Não devemos desistir de cobrar e nem deixar que o assunto seja varrido para debaixo do tapete, as pessoas envolvidas não têm nenhum problema na cabeça e nem atestado médico de loucura, portanto, estão todos aptos e em condições de prestar contas à sociedade ilheense e, principalmente, aos seus eleitores que lhes confiaram seus valiosos votos.
ZÉCARLOS JUNIOR



























































