O SUMIÇO DO AVIÃO MALAIO
Dizem que quem fala ou escreve demais acaba falando ou escrevendo besteira, principalmente quando aborda assuntos que não domina.
Vou me arriscar, aqui, a escrever umas besteiras sobre o misterioso sumiço do avião e o que poderia se extrair disso em prol de eventos futuros.
Começo mal, dizendo que não sou nenhum expert em segurança da aviação, tampouco nenhum perito em eletrônica e tecnologia da informação (longe disso).
Na minha modesta opinião, por mero palpite, acredito que a aeronave tenha se fragmentado no ar e caído no mar. Basicamente isto. A fragmentação poderia ter sido causada por inúmeros motivos, de mecânicos a intencionais.
Mas o ponto em que quero tocar – e aí vem a minha santa ignorância – é que, já há algum tempo, somos “vigiados” por circuitos de imagens em todo canto. Ruas, praças, instituições públicas e privadas, elevadores, ônibus (até taxis!), edifícios e condomínios residenciais, supermercados, shoppings, postos de combustíveis. Enfim, nossa vida passou a ser, literalmente, um autêntico reality show.
Por que não nos aviões? Por que ainda não há câmeras na cabine de comando, nas classes de passageiros e até no compartimento de carga?
Como um questionamento puxa outro, mando mais uma pedrada: por que os dados das caixas-pretas (e das câmeras, se existissem) não são transferidos em tempo real para um arquivo eletrônico em terra, como um back-up instantâneo? Não vão me dizer que ainda não existe tecnologia pra isso… depois da impressora 3D, nada mais parece ser impossível aos olhos dos nerds do Vale do Silício.
Sei não, será tão difícil assim, num tempo onde o mundo gira em torno de uma porrada de satélites de última geração?
O fato é que, com essas duas tecnologias – a das câmeras e a das caixas-pretas-terrestres – tudo ficaria bem mais fácil na investigação de acidentes aéreos, sobretudo quando os aviões e caixas-pretas não são encontrados nas buscas.
A aviação é regida por normas internacionais de segurança. Algumas dessas normas podem ser modificadas a partir do que se aprende com cada acidente aéreo, e isso vem acontecendo ao longo da História. Quem sabe, as besteiras aqui escritas possam mudar as regras um dia?
Nilson Pessoa



























































Amigo Nilson
Que clareza você descreve sobre uma coisa, que também não consigo imaginar a falta de informações com a tecnologia que se tem hoje. Imagine que uma espaçonave quando volta a terra, depois de ter viajado por este espaço sideral, muitos antes já foi calculado onde cairá, hora, minutos e segundos. Principalmente quando tripulado. O resgate já está lá em alto mar bem próximo do local, e dizer que não se sabe onde caiu o tal avião é mesmo uma coisa muito “barbuda”. Tem algo estranho no ar. Um dia saberemos, podes crer.
Um abraço
Rezende