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Grande Oriente Estadual da Bahia

Loja Castro Alves faz homenagem ao Irmão

No dia 06.03.2014 (domingo), a Loja Castro Alves fez uma grande homenagem ao Irmão Antônio Pereira Franco, carinhosamente chamado por todos de FRANCO. O evento aconteceu na casa de sua filha, a presidente da Associação dos Magistrados da Bahia, Drª Marielza Brandão Franco – localizada no Condomínio Pedras do Rio, município de Lauro de Freitas. O Irmão Pedro Cardoso foi o escolhido para fazer o discurso de homenagem (leia o discurso na íntegra abaixo). O Venerável Mestre Marco Aurélio juntamente com o Eminente Grão-Mestre Silvio Souza Cardim entregaram a ele a placa de Irmão Benemérito da Loja. Durante a cerimônia houve diversos discursos alusivos ao ato. O Irmão Raimundo Meira, que fez a indicação do Título, falou sobre a importância do Irmão Franco para a Maçonaria e contou alguns casos do nosso querido Irmão. Relembrou o ditado que o Irmão nas oficinas não deixa de citar: “Gosto de vir a Loja, porque aqui recarrego as minhas baterias”. Drª Marielza, sua filha, representando a família fez um discurso que emocionou a todos: “Lembro-me muito bem da minha casa cheia de pessoas que vinham do interior para resolver problemas em Salvador, e meu Pai os recebia com o maior prazer. Essa atitude dele nos ensinou o espírito do amor ao próximo e da solidariedade.” No final, o Eminente Grão-Mestre Silvio Cardim relembrou algumas histórias dele juntamente com FRANCO na Ordem, agradeceu o apoio e a dedicação da sua esposa, Elza, e parabenizou sua colega, Drª Marielza, pelo destaque que tem na carreira e pela bela história de vida do seu querido Pai. O Irmão homenageado, emocionado, agradeceu a todos, salientando a importância que aquele evento festivo teve para completar seu currículo maçônico. O Irmão FRANCO tem 87 anos de vida e 60 de Maçonaria e é um verdadeiro exemplo para todos nós.Discurso:  

Tem seu fundamento na crença da existência de um criador do Universo, DEUS, o Grande e Supremo Arquiteto do Universo. Tem ainda como regra, a Lei Natural; como causa, a busca da Verdade; como princípios, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade; como frutos, aVirtude, a Caridade, a Sociabilidade e o Progresso, e por fim, a Felicidade, a Paz e a Concórdia para toda a humanidade.

            Assim conceituada, os Maçons devem ser homens bons, leais, honrados e corretos, quaisquer que sejam suas crenças e convicções; tratar por igual todos os homens, sem distinção de classe, raça, cor ou credo; combater pela instrução a ambição, o orgulho, o preconceito; lutar contra a ignorância, a mentira, o fanatismo, a superstição e a inveja; lamentar por aqueles que erram, esforçando-se por reconduzi-los ao caminho certo. 

          Prezado e Sapientíssimo irmão Franco. 

          Fostes iniciado no ano de 1954 na Augusta e Respeitável Loja Simbólica Luz e Labor. Já se passaram sessenta anos daquele dia memorável, das provas  iniciáticas a que fostes submetido e que pela dramatização, marcou de forma indelével, em vossa mente, todos os ensinamentos maçônicos. A Iniciação constituiu aquele momento mágico, em que sentistes através de cada parte de vosso Ser, que estava se abrindo, de par em par, a porta de comunicação com um mundo de dimensões e consciência num plano bastante superior. Um novo mundo no qual somente o corpo espiritual pode atuar e, unicamente, pode ver tal grandeza, o Terceiro Olho. 

          Compreendestes que Iniciação, é simplesmente uma palavra que empregamos para expressar a transição da consciência do humano para o espiritual, e o Iniciado é aquele que agregou compreensão intelectual às qualidades de uma sadia devoção e caráter moral. Imbuído do propósito de servir aos seus semelhantes,  torna-se  apto a apresentar-se ante o Portal da Iniciação

            E assim, através do processo de Iniciação, é que um mundo novo vos fostes revelado. A Maçonaria utilizou-se desse método, para que pudesses com sabedoria e honradez , reorganizar vossa escala de valores, sempre em busca da perfeição, para aí sim, ser reconhecido Maçom pelos vossos Irmãos. 

            A honra foi tamanha, que não vos sentistes merecedor. Por isso mesmo, nunca declarastes: “Eu sou Maçom”. Entretanto, vos orgulhais muito em serdes reconhecido como tal pelos Irmãos… 

          No ato de vossa Iniciação, começou, então, a magnífica tarefa, pontilhada de riquíssimos ensinamentos, que no vosso caso, já dura seis décadas. 

          Contudo, essa tarefa é infindável, é a missão de vos empenhardes na busca da perfeição, contribuindo assim no aperfeiçoamento da humanidade.        

               Iniciado maçom, tomastes consciência de que, aquilo que em um profano seria uma qualidade rara, não passa para vós, do cumprimento elementar de um dever. E que, como verdadeiro maçom, não podíeis perder a oportunidade de ser útil, sob pena de infidelidade à Ordem Maçônica. 

               Foram justamente esses sadios princípios, e essa busca incessante de aperfeiçoamento, que vos levaram a aceitar o honroso e indeclinável convite, quase uma intimação, para fazer parte de um grupo de Irmãos com grande expressão intelectual, política  e social, em todas as épocas, como também, em toda a história da humanidade. 

               E nós, Maçons dos dias de hoje, resolvemos envidar esforços na viabilização de uma homenagem a um grande Maçom dos dias de ontem

               Caríssimo irmão Franco, os diplomas ou condecorações são símbolos que refletem valores sociais. Quando um diploma é outorgado a alguém, significa que esse alguém atingiu um comportamento de alto padrão, ou então que executou algo digno de ser admirado e imitado pelas outras pessoas que se dedicam à mesma atividade. Os diplomas, na maioria das vezes, vêm apenas formalizar, de direito, uma homenagem ou um sentimento que, de fato, já preexistia no coração de todos. No vosso caso, são 60  anos de uma longa viagem, “por mares nunca dantes navegados”, como diria Camões, o poeta maior da língua portuguesa. 

               Atravessastes tormentas e calmarias, sentistes o açoite dos ventos e o flagelo das tempestades, enfrentastes todas as procelas do mar.  Depois deste longo e ininterrupto período de atividades no meio maçônico, tendo, juntamente com mais dezesseis Irmãos, participado no dia 07 de maio de 1968, da fundação da nossa Loja Castro Alves, onde cumpristes um mandato de Venerável Mestre, com a consciência estruturada em pressupostos éticos como princípios básicos para o alcance do ideal de dirigir os destinos da Loja, bem como, tendo recebido do Grande Oriente do Brasil, a mais alta honraria, que é a condecoração com a Medalha da Ordem do Mérito  D. Pedro I, que vos confere, dentre outros, o tratamento maçônico de Sapientíssimo Irmão, nós vos homenageamos com o título distintivo de Grande Benemérito da Loja Maçônica Castro Alves, e outorgamos esta placa em reconhecimento aos vossos relevantes serviços prestados à Ordem, à Pátria e à Humanidade.            

             Esta manhã/tarde é muito especial e singular, porque estamos assentando o vosso nome na galeria de personalidades, e simboliza a eterna gratidão aos vossos grandiosos serviços prestados, motivo de grande júbilo e orgulho para nossa Loja.         

          Esta homenagem que vos é tributada, representa extraordinário valor para a Maçonaria, por  expressar o  reconhecimento público pelo valoroso e abnegado trabalho realizado, ao longo de vossa profícua vida, sempre norteada pela coragem, pela perseverança, e acima de tudo, pela assiduidade exemplar, necessárias para se atingir o ideal sublime de uma vida eficiente, respeitada e voltada para os anseios da sociedade e da humanidade. 

         Hoje, a Loja está cintilante e nesse evento recebe, com esplendor, preclaros irmãos Aprendizes, Companheiros e Mestres Maçons, Ilustres Autoridades, todos unidos fraternalmente, para abraçar e cumprimentar Antonio Pereira Franco, este homem honrado, de inteligência privilegiada, que tem por seu caráter, a Ética, a Moral e o  Respeito. 

            Vivemos, neste início do Século XXI, a expectativa da alvorada de um mundo melhor. A sociedade brasileira consciente de seus direitos e deveres de cidadania, assegurados pela Constituição em vigor, cada vez mais, busca nas sociedades constituídas, dentre elas a Maçonaria, atividades judicantes que necessitam de contínuo aperfeiçoamento.            

            Enquanto há reflexão nas Igrejas, nas Sinagogas e nos Templos, fora delas há a violência, há a desagregação social, há a corrupção. Fizemos, fazemos e faremos preces para que o mundo seja de mais justiça, mais tolerância e mais amor ao próximo. Não basta rezar. É preciso lutar pela Ordem e pela Paz. E o que é lutar pela Paz? É dialogar. Dialogar muito e fazer concessões entre os Irmãos dos diversos cantos do mundo. É abdicar daquilo que podemos dispor, em favorecimento daqueles que mais precisam. Respeito ao ser humano, respeito à vida, sem haver impunidades e nem tampouco, condescendências. 

           Sapientíssimo irmão Franco, queremos agradecer em nossos nomes e  das  nossas famílias, a honra de vos dirigir estas palavras, e dizer-vos que, nesta reunião em vossa homenagem, sem dúvida, a maior delas foi a presença de todos nós, maçons e não/maçons, nesta manhã/tarde memorável, que ficará marcada de forma imutável em nossa memória, minuto a minuto, relembrando, mesmo que resumidamente, de tudo aquilo que se passou ao longo dos 87 e 60 anos, nas vossas vidas, profana e maçônica, respectivamente.          Assim sendo, recebais meu Irmão, que, respeitosamente, nesta peça vos tratamos como Maçom dos dias de ontem, os cumprimentos e a admiração desta Loja, que vos rende este preito merecido, justo e perfeito, por seus prestimosos serviços dedicados à Maçonaria, e especialmente a todos nós, Maçons dos dias de hoje, que compomos a nossa querida Loja Castro Alves.  Que DEUS, o Grande e Supremo Arquiteto do Universo,continue recarregando as vossas baterias e, vos iluminando, extensivamente a toda vossa família. 

         O nosso muito obrigado.

Pedro Cardoso. 

MI.’.

1 resposta para “Grande Oriente Estadual da Bahia”

  • Tom says:

    Prezados IIr.’.

    Foi um dia especial para a Loja Castro Alves, especial para o Ir.’. Antonio Pereira Franco e, porque não dizer, um dia especial para a Maçonaria Baiana.

    TFA,

    Tom.

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