Ir.’. Everaldo

Ascetas e místicos de uma antiga e misteriosa seita judaica, viviam em pequenas comunidades e estiveram localizadas em Engradi, do lado ocidental do Mar Morto, e no Lago Maoris, Egito, onde eram conhecidos como os “terapeutas”.

As informações que deles temos as devemos a Filon, o Judeu; ao historiador judeu Josefo, e a Plínio, o Antigo, todos seus contemporâneos, e ultimamente ao Documento de Damasco, descoberto no começo do século XX, no Cairo, publicado por Salomon Schechter em 1910 e apresentado à Universidade de Cambridge com o título de “Fragments of a Zadokite Work”, bem como a uns rolos descobertos em 1947 por alguns beduínos mercadores junto ao Mar Morto, dos quais o principal é o “Manual de Disciplina” (v. Dead Sea Scrolls, de A. Powell Davies). Ambos esses documentos remontam, pelo menos, ao 2° século pre-cristão. Essas fontes divergem apenas em pequenos detalhes, e os apresentam como vivendo vida simples, meditativa e contemplativa; frugais, vegetarianos, castos, infensos a sacrifícios de animais e à escravatura, e mantendo seus bens em comum.

Em seus cultos adotavam o Rito Mítrico, suas ordens angélicas e a sua cerimônia do pão, vinho e sal, que depois foi incorporada ao Cristianismo (Santa Eucaristia) e à Franco-maçonaria (Rosa-Cruz de Heredom).
Foi uma seita sui generis, baseada em princípios e mistérios que são diversamente interpretados como budistas, cabalistas, pitagóricos, cristãos, maçônicos, além de judaicos. Seus membros mais eruditos expunham as Escrituras, mas especialmente por meio de “símbolos e parábolas”, e foi entre eles que privou Jesus o Cristo.

Ao mesmo tempo que estudavam o Torah e observavam os sábados segundo os fariseus, a filiação à seita não dependia da raça e sim da livre escolha do pretendente, o que denota não terem tido ligação com as sinagogas dos fariseus, e portanto, mais se filiaram à linha dos profetas do que à dos sacerdotes judaicos. Ensinavam também as doutrinas da preexistência e do renascimento.

JOSÉ EVERALDO ANDRADE SOUZA
MESTRE MAÇOM DA LOJA ELIAS OCKÉ – N° 1841
GRANDE ORIENTE DO BRASIL – RITO BRASILEIRO
ORIENTE DE ILHÉUS – BAHIA

Referência Bibliográfica:
Dicionário de Maçonaria
Editora Pensamento