ILHÉUS / ELEIÇÕES NA CASA DO POVO
Como muita gente ainda não sabe, então vamos lembrar uma das funções do vereador, inclusive para os próprios que estão aí batendo cabeça.
Mas, o que faz o vereador? “Enquanto agente político, ele faz parte do poder legislativo, sendo eleito por meio de eleições diretas e, dessa forma, escolhido pela população para ser seu representante. Esta noção de representante da sociedade está entre as noções mais caras dentre suas funções, pois as demandas sociais, os interesses da coletividade e dos grupos devem ser objeto de análise dos vereadores e de seus assessores na elaboração de projetos de leis, os quais devem ser submetidos ao voto da assembleia (câmara municipal). Dessa forma, são responsáveis pela elaboração, discussão e votação de leis para a municipalidade, propondo-se benfeitorias, obras e serviços para o bem-estar da vida da população em geral. Os vereadores, dentre outras funções, também são responsáveis pela fiscalização das ações tomadas pelo poder executivo, isto é, pelo prefeito, cabendo-lhes a responsabilidade de acompanhar a administração municipal, principalmente no tocante ao cumprimento da lei e da boa aplicação e gestão do erário, ou seja, do dinheiro público”. (Professor Paulo Silvino Ribeiro – UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas).
Pois é! Aí está uma excelente definição sobre a função de um vereador, aliás, de todos eles.
Ao término do segundo mandato, eis que circula na cidade notícias sobre a próxima eleição para presidente da câmara e claro a gloriosa mesa diretora.
Já que a turma não fez nada nesse período e não tem nada a fazer, apenas esperar o tão sonhado recesso de fim de ano, por sinal merecido devido ao estafante trabalho desenvolvido, começou a disputa frenética pela posse da principal cadeira na mesa diretora.
Se algum cidadão sair aleatoriamente pela cidade e perguntar o que foi realizado pelos nossos nobres edis, certamente ficará decepcionado, pois ninguém em sã consciência terá uma resposta à altura da pergunta.
Tem vereador que pelo menos defende o bairro onde mora e inclusive pega na enxada para limpar as suas ruas e não sai da prefeitura pedindo benfeitorias e melhoramentos para seus moradores.
Outros preferem fazer oposição ao alcaide e outros preferem ficar do lado do alcaide, subservientes e atrás de seus interesses, ou não é?
Outros até se envolvem em situações perigosas, como foi o caso CINQUENTINHA e que até hoje a nossa justiça não definiu os rumos desse caso que todos querem uma solução.
O caso cinquentinha aconteceu em 25 de março de 2014, portanto, irá fazer oito meses e até agora nadica de nada aconteceu.
Inclusive os acusados sequer se manifestaram contestando a acusação e nem processando o acusador, calados estão, calados ficarão eternamente e, se depender da mesa diretora, o corporativismo tomará conta do pedaço.
Teve até um vereador que declarou em alto e bom som “que tinha vergonha de ser vereador e nunca mais iria se candidatar”, mas continua lá até este momento.
Então minha gente! É hora de uma nova eleição e o nosso alcaide já está tomando as devidas providências para que o novo presidente seja eleito de acordo as conveniências do Palácio Paranaguá.
Esta eleição bem que poderia ser aberta e ter a manifestação popular através do voto do povo, seria muito interessante.
O que você acha?
Se ninguém acha nada, que os nossos bravos e laboriosos edis continuem recebendo o seu sagrado dimdim e participando das “proveitosas sessões plenárias”, que na minha opinião deveriam acontecer todos os dias, obedecendo o horário de todo trabalhador, ou seja, oito horas diárias.
Essa tal reforma política deveria deletar tudo e começar tudo de novo de uma forma correta e sem esses absurdos.
ZÉCARLOS JUNIOR




















































