RITOS MAÇÔNICOS – ORIGENS E HISTÓRIA – PARTE VII
Por José Everaldo Andrade Souza
Caríssimos seguidores do R2CPRESS!
Após uma breve pausa retornamos com a sequência dos nossos estudos relativos aos Ritos Maçônicos.
Gostaríamos de agradecer aos interessados no conhecimentos do assunto em pauta, aos irmãos Maçons, em especial ao nosso poderoso Irmão Antonio Firmino Bezerra, grande baluarte e autoridade da Maçonaria Ilheense, pelo seu especial interesse e acompanhamento em nossos estudos.
TFA meu Irmão!
RITO DE SWEDENBORG. Rito fundado em 1721 por Manoel Swedenborg, e que se propagou pela Alemanha, Inglaterra, França e América.
Propondo-se ensinar a imortalidade da alma, baseava no Gênese a constituição de seus graus e a apresentação de sua doutrina. Compunha-se de oito graus, divididos em templos, a saber: Primeiro templo: Aprendiz, Companheiro, Mestre e Eleito. Segundo templo: Companheiro Coen, Mestre Coen, Arquiteto ou Cavaleiro Comendador, e Kadosh.
Em 1783 foi reformado em Paris pelo marquês de Thomé, no seu entender para depurá-lo das idéias estranhas à Maçonaria, e reduzido para seis graus: Aprendiz Teósofo, Companheiro Teósofo, Mestre, Teósofo Iluminado, Irmão Azul e Irmão Vermelho.
Desse Rito derivaram diversos outros sob o título genérico de Iluminados. RITO DE ZINNENDORF. Rito criado cerca de 1766 na Suécia por João Guilherme Ellenberger ou Ellermann, universalmente conhecido pelo nome adotivo de Zinnendorf, e que teve aceitação entre suecos e alemães. Foi uma combinação do sistema templário e rosacruciano, depois de haver sido excluído da Ordem da Estrita Observância, da qual divergira.
Compunha-se de sete graus, assim distribuídos em três classes: Maçonaria Azul ou Graus de São João: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Maçonaria Vermelha: Aprendiz ou Companheiro Escocês, e Mestre Escocês. Maçonaria Capitular: Clérigo ou Favorito de São João, e Irmão Eleito.
RITO DO CAPÍTULO DE CLERMONT. Capítulo de altos graus criados em 1754 em Paris pelo Cavaleiro de Bonneville e outros maçons franceses nobres, cortezãos, militares e profissionais da elite, porém que, em realidade, foi uma continuação da Ordem do Templo de Ramsay em que se filiara o barão von Hund em 1742.
Baseava-se em sete graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre, Cavaleiro da Águia ou Mestre Eleito, Cavaleiro Ilustre ou Templário, e Sublime e Ilustre Cavaleiro. Nesta nova forma foram eliminadas as ligações jacobinas e jusuíticas.
Foi neste Capítulo e no Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente em que se transformou em 1758, que em grande parte se elaborou a adaptação das antigas tradições num rito cerimonial, que é hoje o Rito Escocês Antigo e Aceito.
RITO DO CAPÍTULO DOS CAVALEIROS DO TOSÃO DE OURO. Mais provavelmente formado por ex-membros da Academia dos Verdadeiros Maçons, este Capítulo compreendia cinco graus: Verdadeiro Maçom, Verdadeiro Maçom na Via Reta, Cavaleiro da Chave de Ouro, Cavaleiro de Íris e Cavaleiro dos Argonautas.
Em 1787 um grupo que se retirara deste Capítulo readotou em S. Pedro de Martinica a denominação de “Academia dos Verdadeiros Maçons”, depois substituída pela de Russo-Sueca, que finalmente parece haver-se diluído nos Capítulos alquimistas dos fins do século dezoito, em muitas cidades russas e suecas.
RITO DO CAPÍTULO METROPOLITANO DA FRANÇA. Mediante a Concordata de 24 de maio de 1785, uniram-se em Paris o Grande Capítulo Geral da França e o Grande Capítulo da Rosa-Cruz da França, presidido pelo Dr. Gervier, para se constituir num só corpo sob a denominação de Capítulo Metropolitano. O novo organismo procedeu a uma reclassificação dos altos graus que se arrogava possuir, e que são conhecidos como graus do Capítulo Metropolitano, ordenando-os e distribuindo-os em nove séries de nove graus cada uma, num total de oitenta e um. (Veja-se Rito do Grande Capítulo Geral da França).
RITO DO CAPÍTULO METROPOLITANO DOS CAVALEIROS E DAMAS ESCOCESAS DA FRANÇA, HOSPÍCIO DE PARIS, COLINA DO MONTE TABOR. Rito pertencente à Maçonaria Andrógina ou de Adoção, criado em 1810 no seio da Loja Monte Tabor de Paris pelo seu Venerável, o irmão Margourit. Compõe-se de sete graus divididos em dois grupos de pequenos e grandes mistérios. O primeiro grupo compreende os graus do Rito Azul Ordinário ou Simbólico e os do Rito Escocês Filosófico, antes professados pela citada Loja. O segundo grupo abrange os graus sublimes que formavam o Capítulo de Perfeição
Era a seguinte a sua nomenclatura: I – Pequenos Mistérios: Aprendiz, Companheiro e Mestre (Rito Azul ou Simbólico); Noviça Escocesa do Monte Tabor, Noviça Mitológica, Noviça Maçona, Companheira Bíblica, e Companheira Discreta (Rito Escocês Filosófica). II – Grandes Mistérios: Mestra Histórica, Mestra Moralista e Grande Mestra Filósofa (Capítulo de Perfeição).
RITO DO CAPÍTULO PRIMORDIAL DE ROSA-CRUZ JACOBITA DE ARRÁS. Capítulo fundado em 1747 na cidade de Arrás, França, pelo pretendente ao trono da Inglaterra, o exilado Carlos Stuart, como prova de seu reconhecimento aos maçons daquela cidade pela assistência que lhe deram. Foi esse o primeiro centro que então se constituiu para a administração dosd altos graus criados pelos partidários de sua causa. Podem classificar-se em três grupos os seus graus principais: I – Graus fundamentais ou simbólicos; II – Graus primitivos ou políticos; III – Reformistas.
RITO DO CELESTE IMPÉRIO. Também chamado Rito Otomano, é o praticado na Turquia e composto apenas de três graus, com os mesmos sinais, toques e palavras de reconhecimento dos demais Ritos. Também cultua a memória do mártir Alí, morto por haver introduzido a Maçonaria naquele país.
RITO DO ESCOCISMO REFORMADO DE SÃO MARTIM. É uma simplificação do Rito do Martinismo, reduzido a sete graus em vez de dez. Generalizou-se pela Alemanha e especialmente pela Prússia, com a seguinte nomenclatura: Aprendiz, Companheiro, Mestre, Mestre Perfeito, Mestre Perfeito Eleito, Escocês, e Sábio.
Encerraremos esta etapa para , em breve, retornarmos com a oitava parte deste estudo relativo aos Ritos Maçônicos.
JOSÉ EVERALDO ANDRADE SOUZA – GRAU 32
MESTRE MAÇOM DA LOJA ELIAS OCKÉ – NÚMERO 1841
FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL – RITO BRASILEIRO
ORIENTE DE ILHÉUS – BAHIA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FIGUEIREDO – Joaquim Gervásio de
MAÇONARIA:
seus mistérios
seus ritos
sua filosofia
sua história
EDITORA PENSAMENTO
São Paulo – SP





































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