Quando criança, ouvia dizer que o inimigo número um do ser humano era o rato.
A história mudou. Nos tempos atuais, o mosquito Aedes Aegypti passa a ocupar o posto. Fico pensando como pode caber tanta doença dentro de um reles, minúsculo, frágil e insignificante inseto. Aliás, fragilidade e insignificância é o que ele deve pensar sobre nós, humanos. Sim, somos mais fracos e mais burros do que o poderoso Aedes. Fracos porque, apesar de nossa capacidade de raciocínio – única entre todos os seres vivos – ainda não conseguimos criar antídoto para as doenças que o bicho carrega. Burros, poque somos irresponsáveis, displicentes e negligentes no trato da prevenção àquele mosquito que vai acabar infectando a nós próprios (clique aqui ).
Agora que pipocou a bomba em diversos países do mundo e a microcefalia entrou no jogo, rapidinho as campanhas governamentais foram retomadas, e cheias de fôlego; o assunto passou a ser tratado como prioritário absoluto, todo dia, o dia todo, nas esferas de governo e nos meios de comunicação, o que confirma nossa velha máxima de só fechar a porta depois de roubado.
Em paralelo, e por ironia do acaso, surge involuntariamente um tipo novo e eficaz de controle da natalidade, por conta da grave doença microcefalia.
Sim, mas… e o povo? Já tomou vergonha? Já resolveu praticar a prevenção ao mosquito?
Quem sabe agora. Mas está difícil. Afinal, o Sr. Aedes mostrou a que veio e vem provando ser bem mais competente.

Nilson Pessoa