Centrais sindicais decidem realizar Dia Nacional de Paralisação
Os sindicalistas identificaram que o Governo
iniciou reformas sem consultar os trabalhadores
As centrais sindicais se reuniram na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), na manhã desta segunda-feira (17), em São Paulo e decidiram que haverá um dia de paralisação nacional como estratégia de ação contra as reformas trabalhistas e previdenciárias que o Governo Federal já vem promovendo sem escutar as entidades de classe.
Antes da paralisação, que será definida em reunião na próxima quarta-feira (19), os sindicalistas decidiram que serão intensificadas as negociações junto aos poderes executivo, legislativo e judiciário, com o objetivo de debater as questões de interesse da classe trabalhadora e da sociedade em geral.
Esta foi a primeira reunião das centrais sindicais após o processo de impeachment, o que mostra a união das entidades apesar das diferenças políticas. “É muito importante que cada central sindical tenha toda a possibilidade de fazer o que achar ser mais importante na defesa dos interesses de cada entidade no que tange as questões macro políticas, mas em relação as pautas sindicais e trabalhistas, num momento como esse, é fundamental que esses assuntos individuais não impeçam a unidade e todo o trabalho que estamos realizando hoje”, explica Ricardo Patah, presidente nacional da UGT.
O encontro contou com a presença de Ubiraci de Oliveira (Bira), CGTB, José Maria de Almeida, CSP Conlutas, Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), Força Sindical, Wagner Freitas, CUT, José Calixto Ramos, Nova Central, Rogério Nunes, CTB, Ricardo Saraiva (Big), Intersindical e Clemente Ganz Lúcio, Dieese. “A unidade é fundamental para construir políticas públicas de interesse dos trabalhadores”, enfatizou Patah.
O presidente ugetista ressaltou que existe um ataque sistemático contra toda a estrutura de organização da classe trabalhadora, muito forte principalmente por decisões do Supremo Tribunal Federal que, segundo o dirigente, é danoso para todo o movimento sindical já que está discutindo questões como o negociado sobre o legislado e acabou de aprovar uma liminar que suspende a aplicação da ultratividade de normas de acordos e de convenções coletivas.
“É um conceito grave e perigoso, que caracteriza mais uma pedra nos nossos sapatos”, conclui Patah.
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Informações para Imprensa:
Mauro Ramos – Assessor de Imprensa da UGT



























































