CHUVA: POR ANÍSIO CRUZ
Anísio Cruz
Tolda-se o horizonte por negras e grossas nuvens,
Relâmpagos rasgam o céu, trovões ecoam,
É o anuncio da nova estação.
Crianças disparam a buscar abrigo,
Das frias gotas que desabam céleres,
E inundam tudo com esperançosa umidade.
Torrentes ferem a terra ressequida,
Onde dormitam sementes do amanhã.
Sertanejos lançam brados de felicidade:
É chuva boa, vai molhar o chão!
Haverá fartura, sim, vai verdejar,
E Asa Branca pode voltar ao sertão.




























































