ATENDIMENTO À LA COICE
Aconteceu num banco estatal poderoso, numa agência em Ilhéus. Não sou cliente, mas tinha uma quantia a receber lá.
Me dirigi à caixa, uma moça com cara de poucos amigos. Era o prenúncio.
Perguntei delicadamente: – Seria possível a senhora me dar tudo de cem?
A resposta nada cordial: “Não sei. Só vendo. Se todo mundo que chegar aqui for me pedir tudo de cem…”.
Minha única reação àquela gratuidade foi dizer: – Calma. Estou só perguntando se é possível , não estou exigindo nada.
Em seguida, bobo que sou, esperei por um pedido de desculpas que não veio. Ainda meio zonzo daquela patada, cheguei a pensar que não estava num banco, mas numa quitanda onde só circulava dinheiro miúdo. Aliás, já fui melhor atendido em botequim de balcão ensebado à beira da estrada, do que naquele grandioso tamborete com ar refrigerado.
Deixa pra lá. No final, para minha surpresa, acabei recebendo tudo em notas de cem.
Ficou só uma pergunta no ar: pra quê o coice?
Nilson Pessoa



























































PORRA, UM BOM PASTO RESOLVIA O PROBLEM DESSA EGUA… FACIL, FACIL..