Paradoxos da fome no brasil

Luiz Ferreira da Silva

De imediato, a lógica de todos nós é que a fome é causada pela falta de alimentos numa determinada região. Não, necessariamente.

Em muitos países, por problemas climáticos – zonas de semiárido – a exemplo do que acontece no Nordeste brasileiro, a fome é maiormente devida à escassez alimentar. Em outros, há produção de alimentos e o problema é a falta de poder aquisitivo. Infelizmente, pode ser as duas coisas.

Neste contexto, o Brasil exibe um paradoxo cruel. A partir da “descoberta” dos cerrados, tornou-se celeiro mundial, batendo recordes de produção e produtividade, porém em nada contribuiu para aplacar a fome e, ademais, cresceu a mortalidade infantil.

Agregue-se o desperdício de alimentos, seja no transporte, nas colheitas, nas embalagens, nos restaurantes, nas mesas abastadas. Estima-se em mais de 40 mil toneladas. Só nos supermercados se jogam no lixo, em produtos do campo, quase 4 bilhões de reais.

As tecnologias agrícolas avançadas que permitiram esta revolução verde ficaram restritas às “plantations” (grandes empresários rurais), continuando os pequenos produtores, sobretudo do Nordeste na sua tradição da enxada, da foice e da matraca.

E estupidamente, implantou-se uma reforma agrária ideológica, que nada mais é que manutenção da miséria no campo, tornando os agricultores presas fáceis aos movimentos políticos.

É só verificar os resultados dos núcleos de assentamentos, cuja maioria fracassou e os pequenos produtores vivem em estado de penúria, por não existir um Programa de Desenvolvimento Agrícola para essas áreas desapropriadas, muitas delas a peso de ouro.

Aos sem-terra, portanto, dever-se-ia não só facultar o solo para trabalhar, com afinco e desprendimento, mas exigir as condições para produzir com eficiência e eficácia, pois já se foi o tempo da enxada.

A pequena produção deve se inserir na economia de mercado com competência, mercê dos ganhos de produtividade e organização dos lavradores, proporcionando o real desenvolvimento social e econômico das comunidades, estabelecendo-se a paz no campo, com ganhos para toda a sociedade.

De outra forma, a continuar como vem acontecendo, a atual reforma agrária brasileira, desse ciclo esquerdista, não passa de uma ação para fins eleitoreiro, com o subsequente estímulo à violência, resultando numa ocupação inócua e iníqua, pouco beneficiando aos que não têm terra e, por outro lado, promovendo a instabilidade dos que a têm, com as consequências que estão aí aos nossos olhos arregalados, mas embaçados. Isso significa a necessidade de se investir em tecnologia, na busca de uma agricultura de alta produtividade, mas consentânea à manutenção do solo e da água, num equilíbrio entre o uso e a conservação.

Em outras palavras, não haverá mais lugar para a agricultura de baixos insumos, tão apregoada por ativistas ecologistas da esquerda, e há que se intensificarem as práticas de manejo dos recursos, sobretudo solo e água, bem como os investimentos em pesquisas, visando, sobretudo a produção de cultivares de alta produtividade e de baixos requerimentos de insumos.

Neste contexto, a participação efetiva da pequena produção inserida na economia de mercado, terá que ser revista. Não mais individualizada, porém como unidades agrupadas em Cooperativas ou Empresas Associativas, possibilitando ao pequeno produtor usar também tecnologias de altos insumos.

Em síntese, aqueles agricultores tradicionais da enxada e da matraca, aos poucos vão ter que evoluir, utilizando outros instrumentos agrícolas de maior eficiência, deixando a pecha de produtor de subsistência.

Dessa forma se explica a fome no meio rural nordestino, em razão da inclemência do tempo aliada ao uso de uma agricultura incompatível, prevalecendo a má ideia ecológica da tal convivência com a seca, quando os assentamentos irrigados de Petrolina e Juazeiro mostram o caminho da redenção.

Repetindo, a pequena produção, apesar da relevante função social, terá que ser uma atividade econômica, para a qual há que se mudar o atual enfoque, passando de uma atividade individual para sistemas de associativismo, possibilitando ao pequeno produtor ter acesso às tecnologias do sistema produtivo e se inserir no mundo empresarial do agronegócio.

NADA ACONTECE POR ACASO

Postado por Aloísio Guimarães

(www.terradosxucurus.blogspot.com.br)

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma jovem mulher jovem lhe abriu a porta.

Em vez de comida, pediu um copo de água. Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:

– Quanto lhe devo?

– Não me deves nada – respondeu ela – minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.

Ele disse:

– Eu te agradeço de todo coração.

Quando saiu daquela casa, o rapaz não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram o Dr. Howard Kelly.

Depois de ver a paciente e a complexidade do caso, o médico determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida, dedicando atenção especial àquela paciente. E, depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ele ganhou a batalha. Ela ficou curada.

O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu, depois escreveu algo e mandou entregar a fatura no quarto da paciente.

Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Mas, finalmente, abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte: “Totalmente pago, há muitos anos, com um copo de leite Dr. Howard Kelly.”

MORAL DA HISTÓRIA

Na vida nada acontece por acaso. O que você faz hoje pode fazer a diferença em sua vida amanhã

BILHETE A UM CANDIDATO

 Crônica de Rubem Braga

“Olhe aqui, Rubem. Para ser eleito vereador, eu preciso de três mil votos. Só lá no Jockey, entre tratadores, jóqueis, empregados e sócios eu tenho, no mínimo mesmo, trezentos votos certos; vamos botar mais cem na Hípica, Bem, quatrocentos. Pessoal de meu clube, o Botafogo, calculando com o máximo de pessimismo, seiscentos. Aí já estão mil.

“Entre colegas de turma e de repartição contei, seguros, duzentos; vamos dizer, cem. Naquela fábrica da Gávea, você sabe, eu estou com tudo na mão, porque tenho apoio por baixo e por cima, inclusive dos comunas; pelo menos oitocentos votos certos, mas vamos dizer, quatrocentos. Já são mil e quinhentos.

“Em Vila Isabel minha sogra é uma potência, porque essas coisas de igreja e caridade tudo lá é com ela. Quer saber de uma coisa? Só na Vila eu já tenho a eleição garantida, mas vamos botar: quinhentos. Aí já estão, contando miseravelmente, mas mi-se-ra-vel-men-te, dois mil. Agora você calcule: Tuizinho no Méier, sabe que ele é médico dos pobres, é um sujeito que se quisesse entrar na política acabava senador só com o voto da zona norte; e é todo meu, batata, cem por cento, vai me dar pelo menos mil votos. Você veja, poxa, eu estou eleito sem contar mais nada, sem falar no pessoal do cais do porto, nem postalistas, nem professoras primárias, que só aí, só de professoras, vai ser um xuá, você sabe que minha mãe e minha tia são diretoras de grupo. Agora bote choferes, garçons, a turma do clube de xadrez e a colônia pernambucana como é que é!

“E o Centro Filatelista? Sabe quantos filatelistas tem só no Rio de Janeiro? Mais de quatro mil! E nesse setor não tem graça, o papai aqui está sozinho! É como diz o Gonçalves: sou o candidato do olho-de-boi!

“E fora disso, quanta coisa! Diretor de centro espírita, tenho dois. E o eleitorado independente? E não falei do meu bairro, poxa, não falei de Copacabana, você precisa ver como é la em casa, o telefone não para de tocar, todo mundo pedindo cédula, cédula, até sujeitos que eu não vejo há mais de dez anos. E a turma da Equitativa? O Fernandão garante que só lá tenho pelo menos trezentos votos. E o Resseguro, e o reduto do Goulart em Maria da Graça, o pessoal do fórum… Olhe, meu filho, estou convencido de que fiz uma grande besteira: eu devia ter saído era para deputado!”

Passei uma semana sem ver meu amigo candidato; no dia 30 de setembro, três dias antes das eleições, esbarrei com ele na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, todo vibrante, cercado de amigos; deu-me um abraço formidável e me apresentou ao pessoal: “este aqui é meu, de cabresto!”

Atulhou-me de cédulas.

Meu caro candidato:

Você deve ter notado que na 122ª seção da quinta zona, onde votei, você não teve nenhum voto. Palavra de honra que eu ia votar em você; levei uma cédula no bolso. Mas você estava tão garantido que preferi ajudar outro amigo com meu votinho. Foi o diabo. Tenho a impressão de que os outros eleitores pensaram a mesma coisa, e nessa marcha da apuração, se você chegar a trezentos votos ainda pode se consolar, que muitos outros terão muito menos do que isso. Aliás, quem também estava lá e votou logo depois de mim foi o Gonçalves dos selos.

Sabe uma coisa? Acho que esse negócio de voto secreto no fundo é uma indecência, só serve para ensinar o eleitor a mentir: a eleição é uma grande farsa, pois se o cidadão não pode assumir a responsabilidade de seu próprio voto, de sua opinião pessoal, que porcaria de República é esta?

Vou lhe dizer uma coisa com toda franqueza: foi melhor assim. Melhor para você. Essa nossa Câmara Municipal não era mesmo lugar para um sujeito decente como você. É superdesmoralizada. Pense um pouco e me dará razão. Seu, de cabresto, o Rubem.

 

A INVENÇÃO DAS LENTES DE CONTATO

Leonardo Da Vinci foi um dos primeiros a pensar em um modelo de lente de contato.

Entre os séculos XIV e XVI, as mudanças políticas e econômicas que se alastraram pela Europa foram acompanhadas por um novo movimento de natureza cultural e científica. O Renascimento, ou movimento renascentista, irrompeu a predominância dos valores eclesiásticos para estabelecer a preocupação expressa com os assuntos considerados terrenos. Dessa forma, vários pensadores, estudiosos e artistas voltaram a sua atenção para questões de cunho humano.

Leonardo Da Vinci foi aclamado como um dos maiores expoentes dessa nova tendência. Dono de uma curiosidade voraz, esse italiano atuou em variados campos do conhecimento e da arte. Em alguns de seus manuscritos remanescentes temos a presença de propostas e invenções que falam sobre música, filosofia, botânica, escultura, pintura, urbanismo e engenharia. Atirando para todo o lado, ele acabou sendo um dos primeiros a teorizar uma solução para os problemas de visão.

Por volta de 1508, ele imaginou a construção de uma lente que, posta na superfície do globo ocular, poderia corrigir os problemas de visão. No século XVII, o filósofo, físico e matemático francês René Descartes foi autor de uma ideia semelhante. No entanto, apesar dos importantes precursores, as populares lentes de contato só foram primordialmente desenvolvidas nos fins do século XIX, pelo fabricante de peças óticas F. E. Muller e o médico suíço Adolf Eugen Fick.

Os protótipos iniciais não tiveram muito sucesso por conta da limitação tecnológica dessa época. As primeiras lentes de contato foram desenvolvidas por meio do uso do vidro e, por conta da rigidez do material, acabava ferindo os olhos de seus usuários. No ano de 1929, o oftalmologista nova-iorquino William Feinbloom desenvolveu uma nova lente por meio de um material criado através da mistura do vidro e do plástico.

Apesar do avanço no tipo de material empregado, essas lentes ainda eram bastante rígidas e tinham uma dimensão que causava bastante incômodo aos seus usuários. A partir de então, o aprimoramento do material e do tamanho das lentes permitiu a popularização dos primeiros modelos comerciais. Uma das lentes mais conhecidas dessa época foi criada pelo ótico Kevin Tuhoy, em 1948.

A película gelatinosa só foi inventada no início da década de 1970, quando a empresa Bausch & Lomb concebeu lentes de contato mais confortáveis e maleáveis. Como o processo de manutenção e higienização das lentes de contato era outra chateação para os usuários, vários cientistas começaram a desenvolver um modelo que fosse descartável. Dessa forma, o usuário poderia empregar as lentes de contato somente quando fosse participar de alguma solenidade importante ou tirar uma foto.

Mesmo concedendo algumas praticidades, as lentes de contato não conseguiram tomar o lugar dos óculos, principalmente para as pessoas que sofrem com a miopia e o astigmatismo. No Brasil, apenas um por cento das pessoas portadoras de problemas oculares fazem uso de lentes de contato.

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades

 

O pensamento da semana

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar. (William Shakespeare)

 

A poesia da semana

Vladimir Maiakóvski

Dedução


Não acabarão nunca com o amor,

nem as rusgas,

nem a distância.

Está provado,

pensado,

verificado.

Aqui levanto solene

minha estrofe de mil dedos

e faço o juramento:

Amo

firme,

fiel

e verdadeiramente.

 

Piada da semana


Um homem conversando com um amigo diz SORRINDO:

– Hoje às 3:30 da madrugada, entrou um LADRÃO la em casa.

O amigo diz:

– Caramba cara!!! Entrou um LADRÃO na sua casa e você da RISADA??? E o que ele LEVOU???

Ele responde SORRINDO:

– Levou uma SURRA… Minha ESPOSA achou que era eu chegando BÊBADO!!!

 

oOo

Acessar:

 www.r2cpress.com.br