A NORMOSE E AS AÇÕES NA POLÍTICA.
Por Gustavo Kruschewsky
Pierre Weil define muito bem a expressão NORMOSE. Considera que é: “O conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria de uma determinada população e que levam à sofrimentos, doenças ou mortes, em outras palavras, que são patogênicos ou letais, e são executados sem que os seus atores tenham consciência desta natureza patológica”. Observe-se que no Brasil – até onde se sabe – uma minoria do eleitor ainda não está atenta à realidade “política” que se apresenta no dia a dia. Age inconscientemente na hora de votar! Uma pequena massa – que já foi a maioria – age dessa forma e inconscientemente sofre muito e faz os outros também sofrerem por ter esse hábito de pensar e de agir.
O prezado leitor e eleitor, nesse momento, deve lembrar-se da frase doentia de muita “gente boa”: Vou votar em fulano ou fulana porque “ele (a) “rouba mas faz”. “Rouba mas faz” é uma expressão que se enquadra como ação de normose historicamente aprovada tempos atrás pela maioria da população brasileira. Hoje está perdendo essa força e tornando-se, graças a Deus, ações de muito menos eleitores e de pessoas que têm mandato político. É só verificar o resultado das últimas eleições para Presidente da República. Mas, ainda se ouve “gente boa” proferir essas palavras. Já não é tão “normal” ouvir essa frase nos dias atuais. Havia na verdade um consenso doentio em torno da maioria dos eleitores dos vários rincões deste país bradarem: “Ele rouba mas faz”. Eles não tinham consciência da “natureza patológica” social dessa forma repudiada de pensar e finalmente de agir nas urnas.
Infelizmente ainda existe – É OUTRO TIPO DE FENÔMENO PREOCUPANTE – em quase toda a população brasileira o desconhecimento de que o Executivo não tem o poder que muitos pensam. Depende muito das decisões dos parlamentares e até do “Poder” judiciário. Por isto é importante também saber em quem votar para vereador, deputado estadual, federal e senador.
Nesta atual legislatura não se vê ações democráticas de alguns congressistas e sim de interesses próprios aproveitando-se da condição de parlamentares. Por exemplo: Existem algumas famosas bancadas nos dias atuais que concentram vários congressistas investigados em órgãos competentes que ainda estão vivíssimas atrapalhando as reformas que são encaminhadas pelo Executivo, pelo fato de que pode atingir a eles próprios. Defendem a sua famigerada “ideologia”. Será que foram eleitos com os votos daqueles que ainda professam o “rouba” mas faz? Não há negar que é dado ao legislador – através da formação da CCJ Comissão de Constituição e Justiça – verificar, por exemplo, a constitucionalidade ou não do projeto de lei que o executivo encaminhou e de forma imparcial alterá-lo se for o caso.
O Brasil está dando uma guinada para melhor depois do surgimento da OPERAÇÃO LAVA A JATO. Não está fácil, porque ainda se verifica alguns “políticos partidários” que não foram sepultados, já com raízes criadas, que agem mentindo para os cidadãos e cidadãs e terminam acreditando na própria mentira. Só fazem atrapalhar e tumultuar! Tem históricos de que corromperam. São identificados na lista pelo menos na condição de investigados. Já cristalizaram nos seus maus sentimentos que corromper é uma ação normal. Perseguem muita gente depois de eleitos, inclusive seus pares e “colegas” de outros poderes da república. Muitos deles não têm consciência que são mandatários e que devem servir ao povo brasileiro. Este é outro aspecto muito preocupante.
É normose desses mandatários, no cenário da politicagem brasileira, fazerem conchavos com “empresas” de ônibus, com outras empresas de veículos automotores, com empresas de petróleos e seus derivados, porque gera muita grana, pior ainda, sem nenhuma discussão do mal que os combustíveis fósseis vêm causando a todos os seres viventes. Por acharem tudo “normal” inconscientemente eles vão incrementando males no meio ambiente, desde a poluição que atinge o ar, os leitos dos rios, os mares, à mobilidade urbana. Por causa desta minoria eleita, mormente no poder legislativo, ainda se dificulta a implantação em larga escala de administrações públicas bem-intencionadas antenadas com a sustentabilidade! Sustentabilidade se caracteriza na satisfação daquilo que é considerado absolutamente necessário, no que está experimentando aquela sociedade, e não atrapalhe que as futuras gerações continuem alcançando as suas necessárias satisfações.
O que acontece há muito é o reverso! As gerações passadas – a exemplos de ações de politiqueiros – com as suas normoses, dificultaram as gerações atuais satisfazerem as suas necessidades de forma sustentável. Portanto, um governo tem que entregar para o próximo governo um território social e político que não esteja destruído, e sim em condições de ser sustentado por muitos e muitos anos. Esse é o verdadeiro progresso. O mundo está mudando! E o Brasil deve acompanhar essas mudanças! As atividades humanas requerem novos modelos na economia, na verdadeira política com boas gestões nos Estados e Municípios brasileiros. É preciso uma normoterapia – terapia de normoses – pensar, dizer e fazer apenas o importante para a sociedade brasileira. Acabar com a farsa da “luta” pela ideologia partidária e trabalhar para a implantação de ações ideais para as pessoas terem qualidade de vida. Este é o dever de quem abraça a política de verdade. Quem governa tem que ouvir, máxime se estiver agindo errado.
Deve-se, doravante, votar em governantes que construam ou reconstruam as sociedades apresentando projetos preocupados com a sustentabilidade. As informações são constantes que as reservas convencionais do petróleo e do gás devem ser extintas ainda neste século 21. Acresce que os fatos estão aí, por causa do petróleo muitas ações de corrupção já foram registradas. É só lembrar da PETROBRÁS.
Necessário utilizar a energia solar e tantas outras espécies similares de energia que tenham a mesma natureza e função. Concomitante a essas ações, aí sim normais e inteligentes, dar condições de serem criadas mais indústrias de reciclagens. O politiqueiro precisa ser extirpado do contexto da política. Ele transita no viés da
corrupção e de outras criminalidades e por detrás dele tem toda uma rede para o exercício do mal feito de forma organizada que prevalece a hierarquia e os fatos estão aí! Ultimamente o chefão recai na pessoa do gestor mor do Executivo.
É preciso lutar para que os efeitos dessas históricas normoses sejam paulatinamente dizimadas, evitando-se com isso de se chegar de vez a uma destruição total dos seres viventes, principalmente os humanos. E qual é a arma? É o voto consciente sabendo em quem está votando. Os partidos devem lançar nomes de pessoas que irão exercer ações de políticas verdadeiras. O eleitor por sua vez deve reconhecer o verdadeiro candidato paladino, bravo e que lute pelo povo. Denunciar às autoridades competentes qualquer tentativa de compra de voto e diuturnamente fiscalizar os mandatários, porque o eleitor é o MANDANTE. Neste aspecto é preciso que toda a população acompanhe o desenrolar das reformas que estão sendo propostas na atualidade pelos poderes da república.
Acresce que não se pretende aqui que o ser humano se torne por decreto guardião da moral. Porém, a ética deve ser um princípio que acompanhe as pessoas no dia a dia. Ser verdadeiro é outra forma de mostrar a inclinação política. Ser benevolente com as pessoas é um traço também fundamental para se viver em sociedade. A paciência faz o ser humano cultivar a paz e o amor entre os seres viventes. É o que interessa para tornar o país bem melhor. As gerações futuras do Brasil agradecerão. Este deve ser o perfil dos mandatários no Brasil em todo o seu território daqui para frente.
QUE NESTES PRÓXIMOS 10 ANOS, ALÉM DA ARRECADAÇÃO DE MAIS DE 1 TRILHÃO DE REAIS PARA MELHORIA DE VIDA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, TAMBÉM SE TOME TODAS ESSAS PROVIDÊNCIAS CITADAS ACIMA COM VISTAS A UMA VIDA MELHOR PARA O NOSSO POVO.




















































